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    Presidente do México diz que Trump descartou ação militar contra o país em telefonema

    13 hours ago

    A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que uma ação militar dos Estados Unidos contra o país foi descartada pelo presidente americano, Donald Trump, após uma ligação feita entre eles nesta segunda-feira (12). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Sheinbaum postou uma foto ao lado de sua equipe na rede social X, disse que a conversa foi "muito produtiva" e falou em "colaboração" entre os dois países. "Tivemos uma conversa muito produtiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Discutimos diversos temas, incluindo segurança com respeito à nossa soberania, redução do tráfico de drogas, comércio e investimento. A colaboração e a cooperação num contexto de respeito mútuo sempre trazem resultados", escreveu na legenda. Ações terrestres contra cartéis de drogas Trump afirma que EUA começarão ataques por terra a cartéis do tráfico de drogas O presidente Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (8) que os Estados Unidos irão iniciar as operações terrestres contra os cartéis de drogas que "estão controlando o México". "Eliminamos 97% das drogas que entram por via marítima e agora vamos começar a atacar por terra", disse o presidente americano. A declaração aconteceu em entrevista à Fox News. Ele também exaltou a derrubada do venezuelano Nicolás Maduro. "Os cartéis estão controlando o México, é muito triste ver o que aconteceu com aquele país", disse Trump. "Eles estão matando 250, 300 mil pessoas em nosso país todos os anos." Trump também elogiou os militares envolvidos na captura de Maduro, chamando de "grupo fantástico". Ele abordou o número de soldados cubanos "eliminados" na operação militar. "Nem quero dizer quantos, mas foram dizimados", disse Trump. O presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso para republicanos da câmara dos EUA Kevin Lamarque/Reuters O presidente também explicou a "Doutrina Donroe" – termo criado por seus admiradores para descrever seu estilo de política externa. "Basicamente significa segurança para esta parte do mundo. E sim, quero dizer, é bem simples: não queremos drogas entrando no nosso país", disse Trump. "Não queremos pessoas ruins entrando no nosso país, como aconteceu durante quatro anos sob o governo Biden, que foi o pior presidente da história do nosso país, horrível. Tivemos outros presidentes ruins. Deixa eu te contar, Obama foi um presidente terrível. A divisão e o ódio que isso causou", continuou o político. "Mas o que Biden fez foi um passo além de tudo o que qualquer pessoa já fez. Tínhamos milhões de pessoas atravessando a fronteira. Agora, ninguém entra a menos que entre legalmente." Trump também foi questionado se Cuba pode sobreviver sem o apoio da Venezuela. "Não. Cuba depende totalmente da Venezuela para dinheiro e petróleo, e oferece proteção à Venezuela", respondeu o presidente. Petróleo na Venezuela O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, participa da cerimônia de posse da vice-presidente Delcy Rodriguez como presidente interina da Venezuela na Assembleia Nacional, após os Estados Unidos lançarem um ataque contra o país e capturarem o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, Venezuela. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria/File Photo Trump destacou o petróleo como uma das muitas vitórias para os EUA resultantes da queda de Maduro, além do acordo da Venezuela para libertar todos os presos políticos. "[A Venezuela] tem sido ótima. Realmente tem sido. Quero dizer, tudo o que queríamos, eles nos deram", disse Trump à Fox News. A receita gerada pelo petróleo venezuelano será usado, segundo informações, para beneficiar tanto o povo venezuelano quanto os Estados Unidos. E, de acordo com Trump, o petróleo vale "bilhões e bilhões". Ele anunciou que se reunirá com executivos do setor petrolífero na Casa Branca nesta sexta-feira (9). "As 14 maiores empresas estão vindo para cá", disse Trump. "Elas vão reconstruir toda a infraestrutura petrolífera." O presidente Trump também comentou sobre a oferta da líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, de lhe oferecer o Prêmio Nobel da Paz por sua atuação na Venezuela. Embora Trump não tenha dito diretamente se aceitaria o prêmio, afirmou que seria uma "grande honra" e anunciou que Machado visitará a Casa Branca na próxima semana. Apoio aos atos no Irã Donald Trump fez um alerta ao regime do Irã, prometendo apoiar os iranianos que protestam contra o governo. “No passado, eles começaram a atirar violentamente nas pessoas”, disse ele. “E, de repente, pessoas completamente desarmadas estão ali, e metralhadoras passam a disparar contra elas, ou então são levadas para prisões e depois enforcadas e mortas.” “Eles jogaram pesado”, acrescentou. “Se fizerem isso, nós vamos reagir com muita força. Podemos atingi-los duramente. Estamos prontos para fazer isso.”
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