Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    PF diz que Weverton fazia pedidos, indicava beneficiários e cobrava pagamentos em esquema de lavagem de dinheiro

    13 hours ago

    Mendonça tira sigilo de operação sobre familiares de Weverton Rocha Investigadores da Polícia Federal apontam que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) exercia papel central em uma complexa engrenagem de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o parlamentar atuava diretamente ao formular pedidos, indicar beneficiários, cobrar repasses, gerenciar imóveis e interferir em decisões patrimoniais. As conclusões dos investigadores constam de uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma nova fase da Operação Sem Desconto – que surgiu, incialmente, após suspeitas de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários. Ao analisar material apreendido no celular de Weverton Rocha, os investigadores constataram um "quadro mais amplo", caracterizado pelo fluxo de milhões de reais em contas pessoais, familiares e empresariais, além do uso de dinheiro em espécie e movimentações patrimoniais de alto valor. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, no Distrito Federal e Maranhão. Weverton Rocha não foi alvo da operação da PF desta terça-feira (4). No entanto, a esposa, a filha e duas irmãs do parlamentar estão entre os alvos de mandados de busca e apreensão. A PF também mirou o advogado Willer Tomaz. Procurado pela TV Globo, Weverton ainda não se manifestou sobre a operação da PF. Em nota, a defesa do advogado Willer Tomaz informou que ele "confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação". 'Hub financeiro' De acordo com a Polícia Federal, a estrutura ligada ao advogado e empresário Willer Tomaz funcionava como um verdadeiro "hub financeiro, patrimonial e logístico" colocado à disposição dos beneficiários, entre eles o senador Weverton. A rede de Willer Tomaz fornecia sustentação por meio de empresas, imóveis, aeronaves executivas, pilotos e operadores financeiros. No centro da operação, estava Fayla Zulmira Menezes, identificada na agenda de Weverton como "Financeiro WT Fayla Zulmira". As mensagens revelam que Fayla controlava saldos, executava transferências, encaminhava comprovantes, gerenciava entregas em dinheiro vivo e consultava Willer Tomaz antes de atender a pedidos diretos formulados pelo parlamentar. Diálogos reproduzidos no relatório da PF mostram que, entre setembro e outubro de 2024, Weverton cobrou expressamente um repasse de R$ 500 mil. Após consultar Willer, Fayla afirmou ao senador: "Informo que o valor já se encontra na conta PF da Dra Samya", referindo-se a Samya Rocha, esposa do parlamentar. Relatórios policiais revelaram que, no período analisado pelas investigadores, Samya recebeu mais de R$ 11 milhões de empresas vinculadas a Willer Tomaz, notadamente sob a rubrica "AT" — uma possível referência ao escritório Aragão e Tomaz Advogados Associados, segundo a PF. Núcleo familiar e funções No relatório encaminhado ao STF, a Polícia Federal descreve as parentes de Weverton e as atribuições delas no esquema investigado. Conforme os investigadores: Samya Lorene de Oliveira Bernardes Rocha, esposa de Weverton: é vinculada à Rocha Holding Patrimonial, que recebeu repasses expressivos e participou de tratativas sobre imóveis e despesas familiares. Anna Catarina Viana Rocha, filha de Weverton: é gestora operacional dos postos de gasolina Petro São Francisco e Petro São José, organizava listas de pagamentos, transferências e depósitos. Geyse Rocha Linhares, irmã do senador: é administradora de propriedades rurais, empresas de radiodifusão e cuidava de assuntos cartorários do grupo. Shainess Kellmassen Rocha Marques de Sousa, irmã do senador: é o canal bancário de passagem para recepção, depósitos em espécie e redistribuição de recursos. Mansão em bairro de luxo e rede de postos A investigação também mirou a aquisição de uma mansão situada no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, apontada como residência de Weverton. Registros indicam que o parlamentar teria negociado a compra por R$ 6 milhões, sendo R$ 4 milhões de sinal e R$ 2 milhões de saldo. Contudo, em abril de 2023, o imóvel foi registrado formalmente em nome da empresa WT Administração de Imóveis e Bens, pertencente a Willer Tomaz. Para a PF, a "dissociação entre a titularidade registral e o domínio econômico" constitui ponto central da apuração. Outro braço da lavagem operava por meio das contas dos postos Petro São Francisco e Petro São José. Apesar de apresentarem situação financeira crítica, as contas dos postos serviam para adquirir fazendas, comprar maquinário agrícola e realizar repasses milionários a empresas do grupo, como a DJ Agropecuária e a Rocha Holding. Em um dos episódios relatados pela PF, a construtora Qualitech Engenharia Ltda transferiu R$ 5 milhões para a Petro São Francisco que, no mesmo dia, repassou o exato montante para a DJ Agropecuária. Anna Catarina Rocha, filha de Weverton, providenciava contratos de empréstimo posteriores para tentar conferir justificativa contábil às transações. Dinheiro vivo, jatinhos e apreensão de R$ 1 milhão A Polícia Federal apurou uma intensa movimentação de valores em dinheiro coincidentes com voos privados entre Brasília e o Maranhão. Planilhas mantidas por Fayla Zulmira apontam lançamentos de R$ 500 mil, R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo para custeio de aeronaves, hangares e despesas operacionais. A tese policial ganhou respaldo com um fato posterior ocorrido em 11 de maio de 2026, quando a PF apreendeu R$ 1 milhão em espécie em poder de uma pessoa que, em tese, destinaria o numerário a um ex-assessor do senador Weverton. Outro indício envolveu depósitos em espécie e trocas de mensagens. Em abril de 2023, Weverton orientou a filha a ir à residência de um advogado. Nessas conversas, aparecem as palavras "processo" e "páginas" — códigos interpretados por investigadores como referências a maços de cédulas. Dias depois, teriam ocorrido depósitos em dinheiro nas contas dos postos, seguidos de transferências para a conta pessoal do senador. Senador Weverton Rocha Waldemir Barreto/Agência Senado
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    PF pede terceiro inquérito contra Lulinha; Lula já tem discurso pronto: ‘não poupa ninguém’
    Artigo Seguinte
    EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, vendido por R$ 199.990

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário