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    Quem é João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi preso em Fortaleza

    6 hours ago

    Quem é João Munhoz Neto, namorado preso suspeito de envolvimento na morte de Isabelle Caracristi. Redes sociais/Reprodução O bacharel em direito, João Munhoz Neto, foi preso, nesta terça-feira (22), em Fortaleza. Ele tinha um relacionamento com Isabelle Caracristi, jovem encontrada morta em um condomínio no último dia 13 de setembro. João tem atuação na área jurídica e é formado em direito por uma universidade particular de Fortaleza. Apesar da formação, ele não possui inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); ou seja, não atuava como advogado. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O escritório de advocacia onde ele trabalhou — e conheceu Isabelle, que também trabalhava lá — informou que ele “jamais integrou o quadro societário do escritório, [...] tendo exercido exclusivamente atividades de natureza administrativa enquanto atuou conosco”. LEIA TAMBÉM: Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio Quem era estudante achada morta no pátio de condomínio 'Mãe, eu te amo': universitária enviou mensagem à família antes de ser encontrada morta Namorado de estudante encontrada morta em prédio ainda não foi encontrado Em um site de busca profissional, João Munhoz Neto se colocava como "correspondente jurídico", com experiência nas áreas cível, trabalhista, penal e previdenciária. Ele disse já ter atuado em Fortaleza, Caucaia e Maracanaú; Recife (PE) e São Paulo (SP). Ele tem experiências como estagiário no Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, no Juizado Especial Cível e Criminal do Ceará, Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-CE) e em um escritório especializado na área cível, empresarial e previdenciária. Ele é pós-graduado em Direito Civil/Processo Civil e iniciou uma pós-graduação em direito digital, direito médico e direito previdenciário. Prisão de namorado Polícia prende namorado de Isabelle Caracristi, universitária achada morta João Munhoz Neto foi preso preventivamente nesta terça-feira (22). Ele foi detido em um condomínio no bairro Aldeota, na capital cearense. O g1 apurou que o pedido de prisão preventiva tem como base os seguintes artigos do Código Penal: 122, induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou fornecer material para que a vítima provoque ferimento contra si; 147, ameaça. O caso ocorreu no dia 13 de setembro, mas ganhou repercussão nas redes sociais na sexta-feira (18), depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso. O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou, em nota, que os "procedimentos de competência do Poder Judiciário relacionados à investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi tramitam em segredo de Justiça". O que aconteceu Universitária é achada morta no apartamento do namorado em Fortaleza A estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, na noite do último dia 13, no bairro Aldeota, em Fortaleza. O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso (confira no vídeo acima). Isabelle Caracristi estava no segundo semestre do curso de Direito. Ela estagiou por aproximadamente 20 dias em um escritório de advocacia em Fortaleza, onde conheceu João Munhoz Neto. De acordo com a empresa, em agosto ela solicitou seu desligamento "por razões de ordem pessoal". A mãe de Isabelle descreve a jovem como "intensa e romântica", uma "menina linda, extremamente amorosa": "Quando eu viajava para trabalhar em Sobral, ela me ligava o tempo inteiro para saber se tinha chegado bem. Erámos muito amigas", disse Isorlanda Caracristi, em entrevista à TV Verdes Mares. Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), foram identificadas lesões no corpo da jovem "compatíveis com o impacto contra o solo". Exames laboratoriais realizados na vítima tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. João Munhoz é procurado pela polícia. O celular e um tablet da mãe dele, identificada como Sara Regina Alexandre Munhoz, foram apreendidos pela Polícia Civil. O celular de Isabelle também foi recuperado e será periciado. Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Diário do Nordeste e confirmadas pelo g1 mostram a movimentação no condomínio onde a estudante de Direito foi encontrada morta. Abaixo, confira a cronologia do caso: 18h32 do dia 13 de setembro: O namorado de Isabelle vai até a portaria do Condomínio La Piazza. Após 18h32 do dia 13 de setembro: o namorado e a mãe dele deixam o condomínio em um carro. 19h12 do dia 13 de setembro: Isabelle aparece sozinha em um elevador, com o celular na mão. Ela segue para o rooftop, no 23º andar. Por volta de 20h40 do dia 13 de setembro: segundo a SSPDS, ocorre o óbito de Isabelle. 22h48 do dia 13 de setembro: o namorado da estudante retorna ao condomínio. Noite de 13 de setembro: uma equipe da Perícia Criminal da Pefoce é acionada para atender à ocorrência. Durante os exames, são identificadas lesões no corpo da estudante compatíveis com impacto contra o solo. 14 de setembro: a mãe de Isabelle vai ao condomínio e é informada sobre a morte da filha. 18 de setembro: o caso ganha repercussão nas redes sociais após a mãe da estudante publicar um vídeo cobrando explicações e justiça. 20 de setembro: A mãe de João Munhoz foi encontrada no início da noite de domingo, na praia do Cumbuco, em Caucaia, município vizinho a Fortaleza. Lá, a Polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão para apreender o celular e o tablet dela. O namorado segue procurado. 21 de setembro: Dia de intensa movimentação na delegacia que investiga o caso, em Fortaleza. A mãe e o irmão de Isabelle foram ouvidos. Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio onde morava com namorado, diz família Reprodução O que diz a mãe da vítima? Caso Isabelle Caracristi: Perícia Forense volta ao local da morte de Isabelle Caracristi A professora Isorlanda Caracristi disse que a filha tinha relatado que estava com dores no pescoço e quis passar o fim de semana com a mãe, dias antes da morte. Ainda no sábado, dia 12 de setembro, Isabelle foi com a mãe para o aniversário de um familiar. No domingo, ela relatou que iria para uma missa e procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza, com o namorado e a mãe dele. Durante o tempo em que Isabelle estava com a mãe, ela percebeu que a jovem recebia muitas mensagens do namorado, a quem Isorlanda atribui um comportamento controlador. A professora parou de ter notícias da filha no domingo à noite. Segundo a mãe, foram duas mensagens enviadas por Isabelle no período da noite. Uma pedia para que a mãe olhasse uma comida que ela havia deixado na airfryer. A outra dizia: “Mãe, eu te amo”. Quando Isabelle não respondeu às mensagens posteriores, a professora cogitou que ela tivesse dormido por efeito do relaxante muscular que havia indicado a ela. A mãe continuou sem respostas da filha na manhã da segunda-feira (14). Foi quando ela tentou contato com o namorado de Isabelle, por ligações e mensagens. “Para a minha surpresa, eu estava bloqueada, eu fui tentar pelo Instagram dele, bloqueada. No outro Instagram pessoal, bloqueada. Totalmente bloqueada, bloqueada… Certo, aí eu me desesperei”, relatou Isorlanda. O que dizem o namorado e a sogra da vítima? Em relato nas redes sociais, a mãe de Isabelle informou que o namorado e a sogra da filha não retornaram nenhuma tentativa de contato nem se manifestaram desde a morte da jovem. A TV Verdes Mares tentou contato com o namorado de Isabelle e o escritório de advocacia onde ele trabalha. A produção conseguiu contato telefônico com a mãe do namorado da vítima, que desligou após a reportagem se identificar. Outras tentativas de contato com ela não foram atendidas. O escritório onde o namorado de Isabelle trabalhou informou, por meio de nota, que João Munhoz exerceu "exclusivamente atividades de natureza administrativa" e que ele deixou de prestar serviço à empresa. Ainda conforme o escritório, Isabelle trabalhou no local por "aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando solicitou seu desligamento por razões de ordem pessoal". A mãe de João Munhoz foi encontrada no início da noite de domingo, na praia do Cumbuco, em Caucaia, município vizinho a Fortaleza. Lá, a Polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão para apreender o celular e o tablet dela. Vídeo mostra últimos momentos de jovem encontrada morta em condomínio em Fortaleza Fantástico Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
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