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    Master: PF aponta que planilhas, extratos e contratos 'artificiais' sustentavam ativos sem lastro

    há 2 meses

    A nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, aponta que materiais apreendidos e dados telemáticos indicam a existência de um esquema estruturado de produção massificada de documentos artificiais no Banco Master. Segundo o documento obtido pelo blog, foram identificados contratos, extratos, planilhas e procurações produzidos em série com o objetivo de dar aparência de regularidade a ativos que não teriam garantia real. Os investigadores também citam a existência de uma espécie de “linha de produção” dentro da instituição, voltada à criação e circulação desses documentos. Trecho de investigação da PF aponta produção em massa de documentos artificiais no Banco Master para dar aparência de legalidade a operações irregulares Reprodução Os investigadores também identificaram indícios de manipulação técnica dos documentos, como uso de arquivos com datas retroativas, ajustes manuais em extratos e padronização de contratos. Outro ponto citado é o uso de procurações consideradas atípicas, em que documentos teriam sido assinados por agentes do próprio banco em nome de supostos clientes. Em alguns casos, pessoas indicadas como tomadoras de crédito afirmaram não reconhecer as operações. Relatórios apontam ainda inconsistências nos documentos analisados, consideradas incompatíveis com operações financeiras reais, além da ausência de registros básicos que sustentariam as carteiras de crédito. O material faz parte do contexto das investigações que apuram negócios entre o Master e o Banco de Brasília (BRB). O Banco Central também identificou falhas relevantes em Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) e documentos relacionados, o que reforçou suspeitas sobre a validade das operações. Ex-presidente do BRB é preso O caso envolve o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março, e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso nesta quinta-feira (16), suspeito de facilitar negócios entre as instituições. A Polícia Federal investiga se houve falhas em processos internos de análise e governança do BRB e se foram realizadas operações com ativos considerados irregulares. A nova fase da operação apura ainda suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa, relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. As defesas dos citados ainda devem se manifestar sobre as conclusões da investigação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Caso Master: Daniel Vorcaro é transferido do presídio para a Superintendência da PF Jornal Nacional/ Reprodução
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