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    El Niño pode gerar inverno mais quente e chuvoso na região de Campinas, indicam meteorologistas

    7 hours ago

    Campinas durante passagem de frente fria em setembro 2022 Rpeordução/EPTV Iniciado na manhã deste domingo (21), o inverno deve registrar temperaturas mais altas e chuvas acima da média para essa estação ano do ano na região de Campinas (SP) por causa do fenômeno climático El Niño, que está em processo de formação e tem alta probabilidade de se consolidar no segundo semestre de 2026. 🔎O El Niño é um fenômeno criado a partir do aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, gerando uma alteração nos ventos e correntes marítimas, modificando assim, a distribuição de temperaturas ao redor do planeta. Meteorologista do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, Bruno Bainy afirma que o principal impacto do El Niño na região será ondas de calor e picos de temperatura elevada anormais para o inverno, principalmente em setembro. Risco à saúde e contas mais caras: El Niño vai além do forte calor A possível instalação do fenômeno pode enfraquecer as frentes frias que deixam o oceano e avançam sobre o continente. Além disso, elas devem durar menos tempo que o habitual. "Elas devem ficar estacionadas aqui na região e depois seguir para o oceano. Então isso implica em uma queda, alguns dias de frio, sem dúvida nenhuma são esperados, mas a principal expectativa é de que isso não seja algo tão extremo e prolongado", explica. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça Outra consequência das temperaturas acima da média, é o maior registro de chuvas, que devem ser mais regulares ao longo da estação. "A expectativa é que elas ocorram de forma um pouco mais regular, que a gente não tenha períodos tão prolongados de estiagem. Pelo menos até o final de julho nós não temos indicativos de períodos prolongados muito secos", disse Bainy. Isso poderá ser favorável para agricultura, melhorar a qualidade e umidade do ar e diminuir a incidência de poluentes atmosféricos, que são situações típicas no inverno da região, segundo o meteorologista. "Porém é um período em que nem mesmo com chuvas acima da média mensal ajudem a recompor os reservatórios de água, justamente porque é a época do ano que menos chove", indica. Agora no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
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