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    Justiça manda retirar tornozeleira de 'Japa do PCC' após PF cancelar passaporte

    17 hours ago

    Defesa de Karen de Moura Tanaka pediu retirada de monitoramento eletrônico Reprodução e Rede Amazônica A Justiça de São Paulo mandou retirar a tornozeleira eletrônica de Karen de Moura Tanaka, conhecida como 'Japa' e investigada por lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão ocorreu após a Polícia Federal (PF) cancelar o passaporte dela. No início do mês, a Justiça já tinha revogado as medidas cautelares de uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento tanto a noite como nos dias de folga de Karen, sob a condição da entrega do passaporte dela. No entanto, ela ficou impedida de deixar o estado de São Paulo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Karen apresentou às autoridades um passaporte vencido em 2008 para a sua liberação. A Justiça constatou, porém, que havia um outro passaporte em nome dela com validade até 2028. A defesa dela alegou que o documento foi apreendido pela Polícia Civil, o que foi negado pela corporação. Para que Karen deixasse de usar a tornozeleira, a defesa pediu que o passaporte válido fosse cancelado. Por conta do ocorrido, o Ministério Público (MP) chegou a pedir a anulação da decisão que revogou as medidas por conta da má-fé da investigada. “Caso efetivamente considerasse que o documento válido permanecia em poder da Polícia Civil, caberia à investigada esclarecer essa circunstância desde logo, em vez de simplesmente entregar o documento expirado”, destacou o MP. Contudo, a juíza Paula Regina Cattan, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, determinou a retirada do monitoramento. Segundo o advogado Telles Rodrigo Gonçalves, o equipamento foi removido na manhã de quarta-feira (19). Veja os vídeos que estão em alta no g1 A magistrada, entretanto, também destacou que ficou comprovada a má-fé de Karen pela entrega do documento vencido. Na decisão, ela destacou que a defesa de Karen foi advertida "de que não mais se tolerarão comportamentos desse jaez", disse a juíza. A retirada da tornozeleira levou em consideração o período de mais de dois anos em que ela esteve submetida às medidas cautelares sem que haja oferecimento de denúncia pelo MP. A juíza ainda destacou que o inquérito policial não foi finalizado pela Polícia Civil. “Não se justifica que uma pessoa permaneça submetida a recolhimento noturno e nos dias de folga e a monitoração eletrônica enquanto se aguarda a conclusão de diligências que não têm tempo certo para ocorrer”, destacou. Investigada Karen de Moura Tanaka Moris foi presa com mais de R$ 1 milhão em dinheiro Divulgação/Polícia Civil e Matheus Croce/TV Tribuna O anúncio da prisão de Karen foi feito em fevereiro de 2024, durante a Operação Verão, pelo então secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, e pelo delegado-geral de São Paulo, Artur José Dian. De acordo com Dian, as investigações iniciadas em junho de 2023 apontam Japa como uma das principais responsáveis pela lavagem de dinheiro do tráfico de drogas na Baixada Santista. Viúva de chefe de facção executado é presa por lavagem de dinheiro no litoral de SP Matheus Croce/TV Tribuna “Ela fazia a lavagem de dinheiro através de diversas empresas de 'laranjas'. Pegava esse dinheiro e o fazia circular. Os relatórios de informações financeiras levam a milhões de reais”, explicou o delegado-geral à época. Na ocasião, foram cumpridos três mandados de busca: em uma residência em Bertioga, em um escritório virtual usado para acordos de lavagem e no apartamento onde foi detida no Tatuapé, em São Paulo. Mandado foi cumprido na residência de Karen, na capital do estado Reprodução Viúva de Cabelo Duro Viúva de chefe de facção executado é presa por lavagem de dinheiro no litoral de SP Divulgação/Polícia Civil e Reprodução Karen é viúva de 'Cabelo Duro', executado em 2018 e apontado como um dos principais chefes do PCC. Ele foi investigado por roubos em marinas de luxo e pelo assassinato de um policial militar. A polícia também apura se Wagner desviou dinheiro ou participou das mortes de outros dois integrantes da facção: Rogério Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano de Souza, o Paca. Segundo a Polícia Civil, Karen já havia se relacionado com outro integrante do PCC, conhecido como ‘Juan’, também executado em 2011. À época, a defesa dela afirmou desconhecer o envolvimento dos companheiros com o crime organizado. VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região
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