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    Acúmulo de função, dano e assédio moral: Campinas soma mais de 7 mil processos em 7 meses

    16 hours ago

    Casos de processos trabalhistas crescem em São Paulo e passam de 71 mil ações em 2026 O Fórum Trabalhista de Campinas (SP) registrou 7.145 processos trabalhistas envolvendo assédio moral, acúmulo de função ou indenização por dano moral entre janeiro e julho de 2026. Em todo o ano de 2025 foram 11.708 processos registrados após alta pelo 5º ano seguido. Em toda a jurisdição do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), que abrange 599 municípios paulistas e cerca de 95% do território do estado, o volume de ações do mesmo tipo chegou a 71.535 até julho deste ano. Processos por assédio moral, acúmulo de função ou indenização por dano moral A desembargadora do TRT-15 Adriene de Moura David avalia que os avanços tecnológicos ampliaram o nível de cobrança no ambiente de trabalho. "As pessoas são pressionadas a produzir mais em menos tempo", afirmou. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Para ela, o aumento do acesso à informação também faz com que trabalhadores identifiquem com mais facilidade situações que antes passavam despercebidas. "A informação chega de uma forma mais rápida e até mais completa", disse a magistrada. Segundo a desembargadora, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou a destacar a necessidade de gerenciamento dos chamados riscos psicossociais no ambiente de trabalho, incluindo situações relacionadas a assédio moral. A maior divulgação do tema teria contribuído para ampliar a procura por orientação e por medidas judiciais. Caso chegou à Justiça O montador Miguel Falasca contou que sofreu um acidente de trabalho e, ao retornar à empresa, passou a enfrentar situações que considerou discriminatórias. "Antes do meu acidente, eu era tratado de uma forma, participava de reuniões, de conselho de segurança, de brigada. Quando eu voltei do acidente, eu já não participava de mais nada", relatou. Miguel passou por cirurgia, perdeu a movimentação do dedo e afirma que a força da mão não é mais a mesma. Depois, ele conta que precisou enfrentar também o estresse no ambiente de trabalho. "Me senti isolado. Pessoas com cargo mais importante me viam de outros olhos, falavam de mim pelas costas. Infelizmente, eu tive que sair da empresa", contou o montador. O advogado que representa Miguel informou que o caso resultou em um acordo judicial após reconhecimento da gravidade da situação relatada. "Isso é uma situação que a Justiça já reconhece como prática de assédio moral. Foi feito por conta da gravidade do processo, da situação do cliente, foi feito um acordo. Então, agora a gente está numa situação de aguardar o cumprimento do acordo", disse o advogado Edvaldo Volponi. Imagem de arquivo mostra trabalhador. Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região
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