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    Homem é condenado a mais de 56 anos de prisão por estuprar a filha desde os 12 anos e a engravidar

    11 hours ago

    Infância despedaçada: Mayara conta que foi abusada durante quase cinco anos pelo pai A Justiça do Rio de Janeiro condenou Marco Aurélio Leonel da Silva a 56 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável contra a filha. Mayara Aline Braga denunciou ter sido abusada por anos, desde a primeira menstruação, aos 12 anos, até ela engravidar do próprio pai. O g1 apurou que essa é uma das maiores sentenças já dadas para o crime de estupro de vulnerável no Rio de Janeiro. O caso começou a ser investigado em 2021 e foi revelado pelo g1 em 2024 durante a série especial Infância Despedaçada, um alerta para a sociedade sobre o abuso sexual contra crianças e adolescentes. "Eu passei quase 4 anos da minha vida sendo estuprada pelo meu próprio pai. Ele dizia que era natural uma menina perder a virgindade com o pai. Que estava me ensinando e me preparando para me tornar uma mulher. Foi muito sério e desumano o que ele fez comigo", destacou a vítima ao g1. Conheça a história da Mayara, que hoje sonha em ser palestrante e se dedica ao ramo da beleza O juiz Luis Gustavo Vasques do VI Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Regional da Leopoldina, avaliou que a prova central foi o exame de DNA, que apontou Marco Aurélio como pai da filha da vítima. O laudo apontou probabilidade cerca de 281 mil vezes maior de haver vínculo genético entre os dois do que de a amostra ser de outra pessoa. Para o juiz, a palavra da vítima, coerente e apoiada nas demais provas, tem peso decisivo em crimes sexuais. Mayara Aline Arte g1 O magistrado afirmou ainda que o réu demonstrou “falta de senso mínimo de humanidade” e que o modo como cometeu os crimes foi “pernicioso”. Também argumentou que o acusado se aproveitou da ingenuidade e da autoridade sobre uma criança para garantir o silêncio dela. O juiz fixou ainda indenização por danos morais de 60 salários mínimos à vítima, negou a substituição da pena por medidas alternativas e manteve a prisão preventiva, por considerar que o réu representa risco à ordem pública. Determinou que a vítima seja comunicada da condenação e da proibição de contato. Em juízo, o réu disse ter sido usuário de drogas, não se lembrar de ter feito sexo com a filha e negou os fatos. Uma testemunha de defesa disse nunca ter notado comportamento estranho. Cabe recurso da decisão. De acordo com a denúncia, a vítima tinha 12 anos quando foi violentada pelo pai pela primeira vez. Segundo as investigações, os abusos ocorreram entre 2006 e 2009. Além do abuso sexual, Mayara relata ainda que era constantemente agredida de forma física e psicológica. Ao engravidar, o pai teria tentado fazer um aborto forçado na então adolescente. Mayara Aline Braga sofreu abusos do próprio pai dos 12 aos 16 anos g1 O caso da Mayara foi acompanhado desde 2022 pelo Programa Empoderadas, que propõe mais segurança para mulheres e acesso a apoio jurídico e psicológico, mas enfrenta suspensões de pagamento desde metade deste ano. Mais de 200 trabalhadores e profissionais do projeto ficaram meses sem receber salários (acumulando cerca de 7 meses de atraso), incluindo a Mayara. Desde então, ela tem trabalhado de forma autônoma e freelancer. O Empoderadas contestou a auditoria do governo e disse que o plano orçamentário questionado passou por órgãos de controle.
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