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    Dólar cai de olho na guerra no Irã e em dados de emprego no Brasil e nos EUA; Ibovespa avança

    há 2 meses

    Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera com queda nesta terça-feira (31), recuando 0,48% por volta das 10h20, sendo negociado a R$ 5,2225. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,30%, aos 183.055 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No cenário internacional, a sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que aceitaria encerrar a guerra no Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado, segundo o jornal The Wall Street Journal, ajudou a impulsionar os preços do petróleo e trouxe algum alívio às bolsas globais. Apesar disso, a tensão continua na região. O Irã atacou um petroleiro próximo a Dubai nesta terça-feira, mesmo após Trump ter afirmado que os EUA poderiam destruir usinas de energia iranianas caso o país não avance em um acordo de paz. ▶️ Com isso, os preços do petróleo operam em alta. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent subia 2,8%, a US$ 116, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,4%, a US$ 104,34. ▶️ Ainda nos EUA, investidores aguardam a divulgação do relatório JOLTS, que traz o número de vagas de trabalho abertas no país. A expectativa é de que o indicador mostre cerca de 6,9 milhões de postos disponíveis em fevereiro. ▶️ No Brasil, a agenda inclui os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A expectativa do mercado é de que tenham sido criadas cerca de 270 mil novas vagas formais de trabalho em fevereiro. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: +2,21%; Acumulado do ano: -4,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,53%; Acumulado do mês: -3,32%; Acumulado do ano: +13,27%. Escalada da guerra no Irã sustenta alta do petróleo A escalada do conflito entre EUA e Irã seguem influenciando os mercados globais. Novos ataques entre os dois países mantêm o petróleo acima de US$ 100 por barril e seguem no centro das atenções de investidores ao redor do mundo. Nesta terça-feira, forças americanas atingiram uma cidade iraniana que abriga uma das principais instalações nucleares do país. Em resposta, o Irã atacou um petroleiro kuwaitiano totalmente carregado no Golfo Pérsico. O episódio ocorre na quinta semana da guerra, iniciada após os primeiros ataques conduzidos por EUA e Israel. Desde então, o conflito já deixou mais de 3 mil mortos e tem provocado interrupções no fornecimento global de petróleo e gás natural. Com a tensão no Oriente Médio, os preços do petróleo seguem elevados. Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos para maio do barril do Brent subiam 2,8%, a US$ 116, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,4%, a US$ 104,34. Desde o início da guerra, os preços da commodity acumulam alta superior a 40%. E o impacto já aparece no consumo: o preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 por galão nesta terça-feira, algo que não ocorria desde 2022. Ao mesmo tempo, o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto da produção mundial — segue sob risco, diante das ameaças do Irã de controlar a passagem de navios na região. Mercados globais A tensão no Oriente Médio também influencia o comportamento dos mercados financeiros nesta terça-feira. Enquanto investidores acompanham os desdobramentos do conflito e o impacto sobre o petróleo, as bolsas globais apresentam movimentos mistos ao longo do dia. Em Wall Street, os mercados mostravam recuperação nas negociações antes da abertura das bolsas. Os contratos futuros do S&P 500 e do Dow Jones Industrial Average avançavam 0,9%, enquanto os futuros do Nasdaq subiam 0,8%. Na Europa, os principais índices também operavam em alta por volta do meio-dia. O FTSE 100, de Londres, subia 0,9%. Em Paris, o CAC 40 avançava 0,5%, enquanto o DAX, de Frankfurt, registrava alta de 0,6%. Na Ásia, o desempenho foi mais fraco. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,2%, enquanto o índice composto de Xangai caiu 0,8%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 1,6%, para 51.063,72 pontos, eliminando os ganhos acumulados desde o início do ano após as perdas registradas desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 4,3%. Entre outros ativos acompanhados pelos investidores, os preços dos metais também subiam. O ouro avançava 0,6%, para US$ 4.584,10 por onça, e a prata subia 3,7%, para US$ 73,17 por onça. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
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