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    CPI do Crime Organizado aprova convocação de ex-governadores Cláudio Castro e Ibaneis Rocha

    há 2 meses

    CPI do Crime Organizado convoca Claudio Castro e Ibaneis Rocha A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta terça-feira (31) um requerimento de convocação dos ex-governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal. As convocações tem como objetivo ampliar a investigação sobre o caso Master, que envolve suspeitas de irregularidades em operações financeiras, lavagem de dinheiro e uso de instituições bancárias para ocultar recursos de origem ilícita. Castro e Ibaneis renunciaram aos cargos nos últimos dias. Claudio Castro renunciou na semana passada, um dia antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico. Ibaneis Rocha deixou o governo do Distrito Federal nesta segunda-feira (30) para se candidatar ao Senado nas eleições de 2026. 🔎Geralmente, em caso de convocações, as presenças são obrigatórias. No entanto, pessoas convocadas têm obtido decisões judiciais para não prestarem depoimentos em comissões. Montagem com fotos dos ex-governadores do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) Agência Brasil e TV Globo Segundo o relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o depoimento de Ibaneis Rocha tem como objetivo investigar os critérios que nortearam as decisões do governo do Distrito Federal em relação à gestão do BRB e às negociações com o Banco Master. De acordo com ele, há indícios de que decisões administrativas e políticas possam ter favorecido a atuação do grupo investigado. A convocação de ex-governadores busca esclarecer se houve interferência ou omissão de autoridades na fiscalização dessas operações. Questionado pelo g1, Ibaneis respondeu que ainda não foi informado e não consegue "imaginar qual o fundamento" que embasou a convocação por meio dos parlamentares. No caso de Castro, o argumento do relator é que o Rio de Janeiro tem sido "laboratório das mais sofisticadas dinâmicas de crime organizado no país", por isso, a oitiva do ex-governador do estado é "absolutamente indispensável" para os trabalhos da comissão. Também estava previsto para esta terça-feira (31) o depoimento do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Porém, ele não compareceu. Próximos passos Com a aprovação dos requerimentos, caberá à presidência da CPI definir as datas dos depoimentos. Os convocados devem ser notificados oficialmente nos próximos dias. A comissão também analisa, individualmente, novos pedidos de convocação e quebra de sigilos bancário e fiscal de investigados, o que pode ampliar o escopo das apurações nas próximas semanas. Possibilidade de recorrer à Justiça Apesar da obrigatoriedade, é comum que convocados recorram ao Supremo Tribunal Federal para tentar suspender depoimentos ou garantir o direito ao silêncio. Em decisões anteriores, a Corte já autorizou investigados a não responderem perguntas que possam produzir provas contra si. A CPI tem prazo determinado de funcionamento, mas pode ser prorrogada mediante aprovação do plenário, caso os parlamentares considerem necessário aprofundar as investigações.
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