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    Dólar abre em alta sob impacto da guerra no Oriente Médio e dados do PIB brasileiro

    há 3 meses

    Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu em alta de 1,53% nesta terça-feira (3), cotado a R$ 5,2449, refletindo os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os mercados globais e a divulgação de indicadores econômicos no Brasil. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o pregão às 10h. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O Irã afirmou que fechou o Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar navios que tentarem atravessar a rota. O anúncio, feito pela mídia estatal em nome da Guarda Revolucionária, é o mais duro desde o aviso inicial do bloqueio e foi apresentado como retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei. ▶️ A declaração do Irã sobre o fechamento da principal rota do petróleo no mundo impulsionou uma forte alta da commodity e acendeu o alerta nos mercados globais. Nesta terça-feira, os preços do petróleo seguem em trajetória de alta, com o barril registrando avanço superior a 7%. ▶️ No Brasil, o destaque fica por conta da divulgação do PIB de 2025, divulgado pelo IBGE. A economia brasileira cresceu 2,3% no ano passado, representando uma desaceleração em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%. ▶️ Ainda nesta terça-feira, às 11h, serão divulgados os dados de criação de empregos formais no Brasil em janeiro, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,62%; Acumulado do mês: +0,62%; Acumulado do ano: -5,88%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,28%; Acumulado do mês: +0,28%; Acumulado do ano: +17,49%. Petróleo em disparada Os preços do petróleo e do gás dispararam e as bolsas fecharam em queda nesta segunda-feira (2) por causa do conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e pela resposta de Teerã. O setor mais afetado foi o de aviação e turismo, cujas empresas registraram perdas expressivas. O preço do barril de Brent chegou a subir quase 14%, enquanto o do West Texas Intermediate (WTI) avançou 12% na abertura dos mercados, após o ataque que matou o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e outros dirigentes do país. O conflito regional afeta o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. O preço do gás na Europa disparou mais de 20%, já que a guerra ameaça as exportações de gás natural liquefeito da região do Golfo, especialmente as vendas do Catar. O contrato futuro do TTF holandês, referência europeia, chegou a subir mais de 40%, a 45,105 euros. 🛢️ A forte alta do petróleo beneficia as empresas do setor porque elas vendem a commodity a preços internacionais. Quando o barril sobe, a receita dessas companhias tende a aumentar, o que melhora a perspectiva de lucro e impulsiona suas ações na bolsa. No caso do Brasil, as ações da Petrobras subiram mais de 4%, ajudando a reduzir a baixa do Ibovespa, que acompanhava as quedas pela manhã antes de inverter o sinal. Mercados globais Em Wall Street, os índices das bolsas americanas operam no vermelho antes da abertura do mercado, após a intensificação da guerra no Oriente Médio aumentar a preocupação dos investidores com os efeitos do petróleo mais caro sobre a atividade econômica e a inflação. Por volta das 7h (horário de Brasília), o futuro do Dow Jones caía cerca de 815 pontos, o equivalente a 1,7%. O S&P 500 recuava aproximadamente 120 pontos, também com perda de 1,7%, enquanto o Nasdaq 100 liderava as quedas, com baixa de cerca de 570 pontos, ou 2,3%, pressionado pela maior exposição das empresas de tecnologia ao cenário de maior aversão ao risco. Os mercados europeus caíram forte nesta terça, também pressionados pela alta do petróleo e do gás causada pela guerra, o que elevou o temor de que o conflito prolongado encareça combustíveis, transporte e produtos em geral, prejudicando a economia Com a energia mais cara, investidores ficaram mais cautelosos e venderam ações. Pela manhã, as principais bolsas da Europa operavam em queda: Paris recuava 2,15%, Frankfurt caía 2,78%, Londres perdia 2,02%, Milão tinha baixa de 3,21% e Madri caía 3,56%. Já as bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira, diante do agravamento da guerra no Oriente Médio, que aumentou a aversão ao risco entre os investidores. Na China, o índice de Xangai recuou 1,43%, aos 4.122 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, para 4.655 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,12% e terminou o dia em 25.768 pontos. No Japão, o Nikkei despencou 3,1%, aos 56.279 pontos, e na Coreia do Sul o Kospi teve queda acentuada de 7,24%, fechando em 5.791 pontos. Em Taiwan, o Taiex recuou 2,20%, para 34.323 pontos, enquanto na Austrália o S&P/ASX 200 caiu 1,34%, aos 9.077 pontos. A única exceção foi Cingapura, onde o Straits Times subiu 0,53%, para 4.916 pontos. O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo
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