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    CPI do Crime Organizado cancela sessão desta terça que ouviria fundador da Reag

    há 3 meses

    CPI do Crime Organizado desmarca sessão desta terça-feira (3) A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado cancelou nesta terça-feira (3) a sessão que ouviria o fundador do Reag, João Carlos Falbo Mansur. A informação foi publicada no portal da TV Senado, que transmitiria a sessão. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que é relator na comissão, confirmou à GloboNews que Mansur informou à CPI que não compareceria e que tentaria um reagendamento. Os advogados do fundador da Reag também disseram à TV Globo que o cliente não iria à sessão, mesmo ele tendo sido convocado — quando a presença é obrigatória. Eles não esclareceram, no entanto, qual a justificativa para a ausência. Já o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a defesa alegou que Mansur recebeu a notificação para o comparecimento apenas no domingo e que o prazo para o comparecimento é de 48h, o mínimo previsto. Dessa forma, Contarato mencionou que a oitiva foi remarcada para a próxima semana com o compromisso de comparecimento por parte de Mansur e da não solicitação de condução coercitiva por parte da CPI. “Por conta de exiguidade do tempo [decidimos] remarcar para semana que vem sem condução coercitiva. A decisão de [Flávio] Dino não desobriga o comparecimento”, afirmou Contarato ao g1. Uma decisão do ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF) desta segunda (2) concedeu a Mansur o direito de permanecer em silêncio, a presença de um advogado na sessão, mas não autorizou ausência da CPI. “Defiro parcialmente a liminar para assegurar ao paciente, em sua inquirição perante a CPMI do Crime Organizado: o direito ao silêncio, ou seja, de não responder, querendo, a perguntas potencialmente incriminatória a ele dirigidas; o direito de não assumir compromisso de dizer a verdade; o direito à assistência plena por advogado durante o ato [...] e o direito de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores”, diz o ministro na decisão. A defesa de Mansur chegou a pedir ao ministro que a presença dele se tornasse facultativa, mas o pedido não foi acatado por Dino. 🔎 A CPI do Crime Organizado foi instalada em meio à repercussão da operação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que deixou 121 mortos em outubro do ano passado. 🔎A Reag entrou no radar da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em operações de lavagem de dinheiro, incluindo a Operação Carbono Oculto, que apura esquema ligado ao setor de combustíveis com participação do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, fundos administrados pela empresa teriam sido usados para movimentações atípicas. Campos Neto O depoimento do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto também era esperado para esta terça. Ele, inicialmente, foi convocado para prestar depoimento na CPI. Contudo, após uma decisão do ministro do STF André Mendonça, sua presença se tornou facultativa.
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