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    Coito interrompido: entenda por que o método tem alta taxa de falha e risco de gravidez

    11 hours ago

    Coito interrompido: entenda por que o método tem alta taxa de falha e risco de gravidez Adobe Stock O coito interrompido pode reduzir o risco de gravidez quando executado de forma “perfeita”, mas especialistas alertam que o método falha com frequência na vida real, não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e não deve ser usado isoladamente por quem deseja evitar uma gestação. A taxa de falha pode chegar a cerca de 20% ao ano no uso típico, segundo médicos ouvidos pelo g1. O ideal é sempre usar outro método além do coito interrompido, segundo o urologista e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP, Jorge Hallak. Segundo ele, o método pode ser usado por casais que aceitam o risco de uma gravidez não planejada. “É para o casal que assume o risco, que não quer, mas se engravidar tudo bem”, explica. Já para adolescentes ou pessoas que não desejam ter filhos, o especialista afirma que a prática é inadequada e perigosa devido à dificuldade de controlar totalmente a ejaculação. Vídeos em alta no g1 Uso perfeito x vida real Os especialistas diferenciam o chamado “uso perfeito” do “uso típico”. No cenário ideal — sem álcool, drogas, ansiedade, ejaculação precoce e com retirada no momento exato — a taxa de falha do coito interrompido pode cair para cerca de 4% ao ano, segundo Hallak. Mas, na prática, a eficácia é muito menor. O ginecologista e professor da Faculdade de Medicina da USP José Maria Soares Júnior afirma que a taxa de falha real gira em torno de 20% a 22% ao ano, o que significa que cerca de uma em cada cinco pessoas que dependem exclusivamente do método acabam engravidando. A principal distinção é a interferência humana: o uso típico contabiliza a falibilidade humana, enquanto o uso perfeito a exclui, explica Soares Júnior. Hallak acrescenta que o controle da ejaculação não depende apenas da vontade. “Há um ponto de não retorno. Quando o homem percebe, já foi”, afirma. Líquido pré-ejaculatório pode conter espermatozoides Um dos principais riscos do método está no líquido pré-ejaculatório, liberado antes do orgasmo. Segundo Soares Júnior, estudos mostram que esse líquido pode conter espermatozoides viáveis em uma parcela significativa dos homens. Pesquisas identificaram essa presença em proporções que variam de 13% a 41% dos participantes. Isso significa que a gravidez pode ocorrer mesmo sem ejaculação dentro da vagina. “Uma vez depositados na entrada ou no canal vaginal, esses espermatozoides são capazes de alcançar o óvulo e provocar fecundação”, explica o ginecologista. Hallak também destaca que muitas pessoas acreditam erroneamente que os espermatozoides chegam rapidamente ao óvulo. Segundo ele, esse processo pode levar de 48 a 72 horas. Álcool, ansiedade e juventude aumentam o risco Os médicos afirmam que fatores como álcool, ansiedade e excitação intensa dificultam ainda mais o controle da ejaculação. “O risco é especialmente elevado durante a intoxicação alcoólica, porque a inibição sexual retira o controle”, afirma Hallak. Segundo ele, pacientes jovens tendem a apresentar mais dificuldade de controle ejaculatório devido à alta excitação e menor intervalo entre uma relação e outra. O médico destaca ainda que a ejaculação precoce afeta até 50% dos homens em diferentes fases da vida. Soares Júnior também afirma que o risco de gravidez aumenta quando o método é usado de forma inconsistente, durante o período fértil da parceira ou em relações múltiplas sem urinar entre uma ejaculação e outra. Hallak explica que urinar entre uma ejaculação e outra pode diminuir o risco, mas não eliminá-lo completamente. Comparação com camisinha, pílula e DIU Na comparação com outros métodos contraceptivos, o coito interrompido apresenta eficácia inferior. Confira as taxas de falha em uso perfeito de diferentes métodos, segundo Hallak: pílula: 0,3%; preservativo tradicional: 2%; DIU: entre 0,1% e 0,6%; preservativo interno feminino: 2%. Coito interrompido: 4% Já Soares Júnior ressalta que, no uso típico, a camisinha apresenta eficácia em torno de 87%, enquanto o coito interrompido fica em cerca de 78%. Além da eficácia maior, a camisinha possui outra vantagem considerada fundamental pelos especialistas: a proteção contra ISTs. “O coito interrompido não oferece proteção de forma alguma”, afirma o ginecologista. O médico também compara o método à pílula, ao DIU e ao implante contraceptivo, considerados muito mais seguros porque não dependem do autocontrole no momento da relação sexual. Método pode ser aceito apenas em situações específicas Apesar das limitações, os especialistas afirmam que o coito interrompido pode ser considerado em situações específicas. Ele pode servir como alternativa para casais que aceitam o risco de gravidez ou desejam espaçar os filhos. E médicos podem considerar o método “minimamente aceitável” apenas em situações excepcionais, como ausência total de acesso a outros contraceptivos ou uso temporário associado a outras estratégias. Mesmo nesses casos, os especialistas reforçam que ele não é considerado método de primeira linha e não deve ser usado isoladamente por pessoas que desejam evitar uma gestação com segurança.
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