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    China e Rússia assinam 20 acordos em encontro de Putin e Xi

    12 hours ago

    Putin e Xi se encontram em Pequim dias após visita de Trump à China O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, abriram uma rodada de negociações bilaterais nesta quarta-feira (20), em Pequim, reforçando a cooperação estratégica e comercial entre os dois países. No encontro, realizado no Grande Salão do Povo, os chefes de Estado fizeram gestos para demonstrar união diante do cenário geopolítico global e defenderam a estabilização do Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Durante a reunião, os dois líderes assinaram uma declaração conjunta para coordenação estratégica abrangente. Além do documento principal, delegações da China e da Rússia assinaram 20 acordos de cooperação bilateral em diversas áreas. Durante a abertura das conversas, Putin chamou o líder chinês de "querido amigo" e classificou a parceria entre Moscou e Pequim como um dos principais fatores de estabilização e dissuasão no cenário internacional. Xi Jinping retribuiu os acenos destacando a "confiança política mútua" entre as nações e cobrou o fim das hostilidades na região do Golfo. "O fim precoce do conflito ajudará a reduzir as interrupções na estabilidade do fornecimento de energia, no fluxo suave das cadeias industriais e de suprimentos e na ordem do comércio internacional", declarou Xi, segundo a mídia estatal chinesa. A pauta principal do encontro de dois dias é a cooperação em segurança e energia. Com o mercado europeu restrito devido às sanções impostas pela guerra na Ucrânia, a China se consolidou como o maior parceiro comercial da Rússia e o principal comprador de seu petróleo e gás natural. Segundo dados preliminares, as exportações de petróleo russo para a China cresceram 35% no primeiro trimestre de 2026. O presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping posam para uma foto durante uma reunião no Grande Salão do Povo, em Pequim. Sputnik/Maxim Stulov/Pool via REUTERS Oficialmente, Pequim mantém uma postura de neutralidade em relação à guerra na Ucrânia. No entanto, o país tem ignorado os apelos do Ocidente para interromper o fornecimento de componentes de alta tecnologia que abastecem a indústria de defesa do Kremlin, além de expandir exercícios militares conjuntos. Analistas internacionais apontam que a agenda diplomática de Xi Jinping consolida a posição da China como superpotência mediadora. O encontro com Putin ocorre poucos dias após o presidente chinês ter recebido o presidente dos EUA, Donald Trump, também em Pequim. A avaliação de especialistas é de que a rápida sucessão de visitas serve aos interesses domésticos de ambos os líderes. Enquanto Putin projeta internamente que mantém o forte apoio econômico da China, Xi reforça seu prestígio político perante a cúpula do Partido Comunista Chinês ao ditar o ritmo das relações com as maiores potências do globo. Os laços entre os presidentes se aprofundaram desde a invasão iniciada pela Rússia contra a Ucrânia em 2022. Desde então, Putin visita Pequim todos os anos. Antes da viagem, Putin afirmou que as relações entre os dois países atingiram um nível “sem precedentes”. Xi declarou que a cooperação bilateral continua se aprofundando. Especialistas apontam que o presidente russo busca reafirmar a proximidade com Xi e avaliar se a aproximação recente entre chineses e norte-americanos pode afetar os interesses de Moscou. A visita do presidente russo não deve ter a mesma pompa que a de Trump, mas "a relação entre Xi e Putin não exige este tipo de gesto de apaziguamento", disse Patricia Kim, do centro de pesquisa Brookings Institution, à AFP. "É quase certo que Xi informe Putin sobre sua reunião com Trump", disse Kim. LEIA TAMBÉM Em derrota para Trump, Senado dos EUA avança projeto para obrigar retirada do país da guerra contra o Irã VÍDEO: Apresentador do Irã dispara tiro de fuzil ao vivo na TV durante 'treinamento' do Exército EUA veem risco de golpe de Estado 'financiado pelo crime' na Bolívia O que Rússia e China querem? Análise: O que une Xi Jinping e Vladimir Putin? Para a Rússia, a prioridade é garantir que a parceria com a China permaneça sólida em meio ao isolamento imposto por países ocidentais desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. A China se tornou o principal parceiro comercial da Rússia e uma das maiores compradoras do petróleo russo sob sanções internacionais. Analistas avaliam que Vladimir Putin busca assegurar que eventuais avanços nas relações entre China e Estados Unidos não ocorram às custas dos interesses russos. Já para Xi, o relacionamento com a Rússia é visto como estratégico, especialmente nas áreas de energia, comércio e equilíbrio geopolítico. A China mantém posição pública de neutralidade sobre a guerra na Ucrânia, defendendo negociações de paz, mas sem condenar a ofensiva russa. "Pode não ser do interesse da China ver a guerra na Ucrânia continuar", afirmou Claus Soong, do Instituto Mercator para Estudos da China (Merics) na Alemanha, à DW. O presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping inspecionam a guarda de honra durante uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim. Maxim Shemetov/Pool/Reuters "Mas seria um risco maior para Pequim ver um regime entrar em colapso." Especialistas apontam que Pequim tenta preservar o apoio à Rússia sem comprometer relações econômicas com o Ocidente, enquanto busca garantir acesso estável a energia e manter influência em um cenário internacional cada vez mais fragmentado. O presidente russo, Vladimir Putin, à direita, e o presidente chinês, Xi Jinping, participam de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo em Pequim na quarta-feira, Maxim Shemetov/Pool Photo via AP
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