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    Aposentado com câncer espera remédio de R$ 1 milhão na Justiça e família sofre golpe no interior de SP

    7 hours ago

    Aposentado com câncer espera remédio de R$ 1 milhão na Justiça e família sofre golpe em SP O aposentado José Valentim Montanha, de 72 anos, aguarda uma decisão judicial para obter o medicamento de que precisa para combater um câncer no intestino, em Pirassununga (SP). Diagnosticado em 2024, ele passou por cirurgia no ano seguinte, mas a doença voltou. Devido à alta toxicidade e aos efeitos colaterais da quimioterapia tradicional, médicos prescreveram a imunoterapia com pembrolizumabe, um medicamento de alto custo. O tratamento total exige 70 doses e ultrapassa o valor de R$ 1,1 milhão. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Diante do custo, os cuidados do aposentado são divididos entre o filho, Giovanni Montanha, e a esposa. "Nossa Senhora, se não fosse [o apoio deles], já tinha ido, sinceramente", disse emocionado. Aposentado José Valentim Montanha, de 72 anos, tenta imunoterapia na Justiça em Pirassununga (SP) Wesley Almeida/EPTV Pedido negado e golpe na web A família entrou com uma ação judicial em janeiro deste ano, mas teve o pedido negado em primeira instância no mês de março. O processo foi encaminhado para uma desembargadora de São Paulo para julgamento em instâncias superiores. "A imunoterapia não é a cura, mas para a qualidade de vida do paciente está sendo perfeita. E aí, quando a gente recebeu a notícia que perdemos em primeira instância, foi bem frustrante. Agora recorremos às instâncias superiores, porém o processo, agora que foi designado para uma desembargadora de São Paulo julgar. Alguns colegas me falaram: 'vamos fazer vaquinha, vamos tentar essa medicação'", explicou Giovanni. Mais notícias da região: SAÚDE: Mesmo com decisão judicial, famílias não conseguem remédios de alto custo CRIME: Carga de café avaliada em R$ 380 mil é recuperada após roubo EMPREGO: Prefeitura abre concurso público com salários de até R$ 9,8 mil Durante a tentativa de conseguir o remédio por conta própria, o filho foi alvo de um golpe na internet. Uma mulher entrou em contato oferecendo a doação de quatro ampolas, cobrando R$ 800 pelo frete de Recife. Após o pagamento, Giovanni foi bloqueado. "Uma mulher que entrou em contato comigo dizendo que tinha quatro dessas ampolas para doar, porém eu teria que pagar pelo menos o frete, que ela estava em Recife. As pessoas utilizaram ainda de um sofrimento nosso para aplicar um golpe", relatou. Mesmo com as dificuldades, a família mantém a esperança. "Conhecemos pacientes lá em Barretos que estão fazendo uso dessa medicação dele, da imunoterapia. E a gente vê que os pacientes que estão fazendo uso dessa medicação estão tendo uma qualidade de vida melhor", afirmou Giovanni. Filho de aposentado sofreu golpe ao tentar remédio para o pai em Pirassununga (SP) Wesley Almeida/EPTV Judicialização da saúde na região A situação reflete a realidade de quase 1.500 pessoas na região. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam um histórico de processos relacionados ao fornecimento de medicamentos. 2024: 315 processos 2025: 841 processos 2026: 297 processos De acordo com o coordenador da Defensoria Pública de Rio Claro, Octavio Augustus Cordeiro, o aumento na busca por vias judiciais ocorre por dois fatores principais. "Acho que as pessoas têm um acesso maior a essa informação, de que elas têm direito de buscar esse medicamento eventualmente na justiça. E também acredito que tenha relação com essa questão que a medicina cria alternativas novas e às vezes o poder público não consegue acompanhar", afirmou. Regras mais rígidas para concessão Apesar do alto volume de pedidos, a taxa de sucesso das ações tem caído desde setembro de 2024, após uma mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). "A jurisprudência tem criado requisitos mais rigorosos que indiquem a necessidade que a pessoa tem de fazer o uso daquele medicamento para uma doença específica. É necessário também que esse laudo médico demonstre por que razão as outras alternativas que o SUS oferece não são adequadas para o tratamento daquele caso concreto. É preciso comprovar também que aquele medicamento tem uma eficácia científica comprovada para tratamento daquela doença", detalhou o coordenador. O coordenador orienta os cidadãos sobre quando acionar a via jurídica. "Se o poder público se manifestar dizendo, infelizmente nesse caso eu não tenho como conceder, ela pode procurar a defensoria pública ou um advogado da confiança para que seja avaliado o cabimento do pedido na esfera judicial." ASSISTA À REPORTAGEM NA ÍNTEGRA: Sem acesso a medicamentos de alto custo, pacientes recorrem à Justiça VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no nosso canal do WhatsApp
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