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    STF suspende R$ 29 milhões em emendas de Mogi e Suzano em investigação sobre Valdemar Costa Neto

    6 hours ago

    Valdemar Costa Neto, presidente do PL, em imagem de novembro de 2022 Wilton Junior/Estadão Conteúdo Mogi das Cruzes e Suzano tiveram mais de R$ 29 milhões em emendas parlamentares suspensas após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, que veio a público nesta sexta (10), faz parte investigação de um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Suzano foi a cidade que recebeu o maior volume de recursos entre as 21 emendas parlamentares identificadas na investigação. O município lidera a lista de valores destinados pelo suposto esquema, com R$ 26.835.199. O total corresponde a duas transferências realizadas em 26 de junho de 2024: uma de R$ 15.802.140 e outra de R$ 11.033.059. Já Mogi das Cruzes consta como beneficiária de uma emenda de R$ 3 milhões, empenhada e paga em 10 de novembro de 2025. Segundo a investigação, as emendas destinadas às duas cidades eram voltadas para a área da Saúde. O g1 procurou as prefeituras de Mogi das Cruzes e Suzano, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. VEJA MAIS Agora no g1 De acordo com a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto utilizava sua influência para direcionar recursos, principalmente para municípios paulistas, onde concentra sua base política. As investigações apontam que, mesmo sem exercer mandato parlamentar, Valdemar influenciava de forma clandestina o direcionamento das emendas. Segundo a PF, ele contava com a atuação de servidores da Câmara dos Deputados para destinar recursos públicos de acordo com seus interesses. LEIA MAIS Valdemar é suspeito de desvio de R$ 119 milhões em emendas e de associação criminosa, aponta PF Alvo da PF, ex-assessora de Lira diz que é 'técnica' e emendas eram decididas por Presidência da Câmara e líderes Ainda conforme a Polícia Federal, as emendas eram tratadas como cotas pessoais, o que, segundo os investigadores, caracteriza desvio de finalidade e uso irregular de recursos públicos em benefício de uma pessoa sem mandato parlamentar. Valdemar, natural de Mogi das Cruzes, foi deputado federal de 1991 a 2005, por quatorze anos, e depois de 2007 a 2013, por mais seis anos. Por duas vezes, o político renunciou para evitar a cassação, pois era investigado por envolvimento no escândalo do mensalão. Ele está no comando do PL há 26 anos. Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê
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