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    Análise: avanço de Flávio entre homens, jovens e classe média explica empate com Lula, diz Quaest

    2 months ago

    Análise: avanço de Flávio entre homens, jovens e classe média explica empate com Lula O empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, medido pela pesquisa Genial/Quaest, é resultado de mudanças na composição do eleitorado, com crescimento do senador em grupos estratégicos e redução da vantagem do presidente em bases tradicionais. A avaliação é do diretor da Quaest, Felipe Nunes, em entrevista ao Estúdio I, nesta quarta-feira (15). Bastidores da política: acesse o canal da Sadi no WhatsApp Segundo ele, “pela primeira vez o Flávio aparece numericamente à frente do presidente Lula”, embora o cenário ainda esteja dentro da margem de erro. Um dos principais movimentos identificados é a mudança no comportamento por gênero. “Neste momento o Flávio tem uma vantagem no público masculino e lentamente a gente vai vendo o presidente Lula perder vantagem no público feminino”, afirmou Nunes. Segundo ele, as mulheres foram um dos principais pilares da vitória de Lula em 2022, e a redução dessa diferença ajuda a explicar o novo equilíbrio da disputa. Veja os números: Quaest: aprovação governo Lula por gênero Arte/g1 Avanço entre jovens e adultos impulsiona Flávio A pesquisa também aponta crescimento do senador em diferentes faixas etárias. “Os jovens de 16 a 34 anos têm 46% de intenção de voto em favor do Flávio contra 38% do Lula”, disse Nunes. Entre os eleitores de 35 a 59 anos, o movimento também aparece. “A gente também está vendo uma tendência de queda do presidente Lula ao longo do tempo e de crescimento e consolidação do nome do Flávio”, afirmou. Já entre os eleitores com 60 anos ou mais, Lula mantém vantagem. “É o único segmento em que o Lula está vencendo”, acrescenta. Quaest: aprovação do governo Lula por faixa etária em abril de 2026 Arte/g1 Classe média e renda mais alta puxam mudança O recorte por renda mostra um dos pontos mais relevantes da análise. Segundo Nunes, Lula mantém vantagem entre os mais pobres. “O Lula tem um desempenho muito favorável na população com até dois salários mínimos, isso continua se repetindo”, afirmou. Mas a situação se inverte nas demais faixas. “No público de 2 a 5 salários mínimos, o Flávio tem 47% e o Lula 36%”, disse. Ele destaca que esse é justamente o grupo em que o governo esperava maior impacto de medidas econômicas. “É exatamente no público em que o governo apostava que haveria uma grande repercussão da isenção do Imposto de Renda”, afirmou. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, o cenário também mudou. “Os dois estavam empatados no começo da série e agora o Flávio leva vantagem”, disse. Quaest: aprovação do governo Lula por renda familiar em abril de 2026 Arte/g1 Religião mostra redução da vantagem de Lula A pesquisa também aponta mudanças no comportamento religioso do eleitorado. Entre católicos, Lula ainda lidera, mas com perda de vantagem. “A vantagem do Lula era de 54 a 30 e agora é de 46 a 38”, afirmou Nunes. Já entre evangélicos, o cenário é mais favorável ao senador. “O voto evangélico é um voto muito mais conservador, muito mais baseado em valores”, disse. Segundo ele, “o Flávio vai ganhando cada vez mais importância nesse grupo”. Quaest: aprovação do governo Lula por religião em abril de 2026 Arte/g1 Independentes explicam o novo cenário Para o diretor da Quaest, o ponto central da eleição está nos eleitores independentes. “O que chama atenção mesmo são os independentes, é neles que a gente tem que focar”, afirmou. Segundo ele, o avanço de Flávio nesse grupo ajuda a explicar a mudança no cenário. “O Flávio aparece numericamente à frente do Lula porque está ganhando espaço neste primeiro trimestre sobre o eleitor independente”, disse. Percepção sobre Flávio começa a mudar Outro fator apontado por Nunes é a mudança gradual na imagem do senador. “A maior parte dos brasileiros continua achando que o Flávio não é mais moderado que a família, mas a distância está diminuindo ao longo do tempo”, afirmou. Segundo ele, esse movimento é mais visível entre os independentes. “Houve um número maior de independentes passando a acreditar que o Flávio é diferente da sua família”, disse. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à esquerda e senador Flávio Bolsonaro (PL), à direita. Esa Alexander/Reuters e Evaristo SA/AFP
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