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    Warner rejeita oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount por considerar negócio arriscado

    5 days ago

    Conselho da Warner Bros. recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount A Warner Bros. Discovery anunciou nesta quarta-feira (7) que seu conselho de administração rejeitou por unanimidade a oferta de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões, na cotação atual) da Paramount Skydance para a aquisição do estúdio, por considerar que a proposta não atende aos melhores interesses da companhia e de seus acionistas. Segundo a empresa, a oferta alterada em 22 de dezembro de 2025 não se enquadra como uma “proposta superior” nos termos do acordo de fusão firmado com a Netflix no início do mês. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Após o anúncio do acordo de compra dos estúdios de TV e cinema e a divisão de streaming da Warner por US$ 72 bilhões (cerca de R$ 382 bilhões), a Paramount Skydance fez uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões para assumir a empresa. 🔎 Uma oferta hostil é uma tentativa de aquisição em que uma empresa tenta comprar outra sem o apoio da diretoria ou do conselho da empresa que está sendo alvo. Em vez de negociar "amigavelmente" com os executivos, quem faz a oferta vai direto aos acionistas, normalmente oferecendo um valor atrativo pelas ações para tentar assumir o controle. Em dezembro, o cofundador da Oracle, Larry Ellison, entrou na disputa e ofereceu uma garantia individual de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra --- uma forma de compromisso formal para cobrir eventuais falhas no financiamento do negócio. No entanto, a decisão da Warner divulgada nesta quarta afirma que o conselho reafirmou o apoio à proposta da Netflix e recomendou que os acionistas rejeitem a investida da Paramount Skydance. ▶️ Em comunicado, o presidente do conselho da Warner Bros. Discovery, Samuel A. Di Piazza Jr., afirmou que a proposta da Paramount apresenta valor insuficiente e envolve riscos elevados, principalmente por depender de um volume significativo de financiamento por dívida. De acordo com a avaliação do conselho, a estrutura da oferta aumenta a incerteza sobre a conclusão do negócio e oferece pouca proteção aos acionistas em caso de fracasso da operação. “A oferta da Paramount continua oferecendo valor insuficiente, ao depender de um volume elevado de financiamento por dívida, o que aumenta os riscos para a conclusão do negócio e reduz as garantias aos acionistas caso a transação não se concretize. Já o acordo vinculativo com a Netflix proporciona maior valor e previsibilidade, sem os riscos e custos significativos que a proposta da Paramount imporia aos investidores", afirmou o presidente do conselho. A Warner Bros. afirmou que a proposta da Paramount deixaria a empresa com uma dívida muito alta, estimada em US$ 87 bilhões após a conclusão do negócio, o que tornaria a operação a maior compra financiada com empréstimos já feita. Segundo o conselho, a Paramount teria de captar um volume de recursos muito superior ao seu próprio tamanho, o que aumentaria bastante o risco da transação. A Warner informou ainda que enviou uma carta aos investidores explicando os motivos da decisão e reforçou que seguirá com o plano de fusão com a Netflix, considerado o caminho que oferece melhor equilíbrio entre retorno e segurança. Entenda a disputa pela Warner Dias antes da divulgação da garantia financeira oferecida por Larry Ellison, o conselho da Warner Bros. Discovery já havia recomendado que os acionistas rejeitassem a proposta da Paramount. Anunciado pela Netflix, o acordo avalia a Warner Bros. Discovery em cerca de US$ 82,7 bilhões, dos quais aproximadamente US$ 72 bilhões seriam pagos diretamente aos acionistas. A operação permitiria à Netflix fortalecer sua produção própria e expandir sua atuação para áreas como games, eventos ao vivo e novos serviços, além de manter os lançamentos de filmes da Warner nos cinemas. A investida da Paramount ocorreu poucos dias após o anúncio do acordo com a Netflix e foi classificada como hostil, por contrariar a recomendação do conselho da Warner. Embora o valor por ação seja maior, o custo total da transação, incluindo dívidas, chega a US$ 108,4 bilhões, exigindo uma estrutura de financiamento mais complexa, o que levantou dúvidas no mercado. A disputa envolve mais do que valores financeiros. Quem assumir o controle da Warner passará a deter um dos catálogos mais valiosos de Hollywood, com franquias de sucesso, produções da HBO e o HBO Max, em um cenário de forte concorrência no setor de streaming. *Reportagem em atualização Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo
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