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    Viúva relembra história com piloto que morreu em queda de avião em MS

    6 hours ago

    Anelize Andrade lamenta a perda do marido José Aparecido Aos 15 anos, Anelize Andrade brincou que um dia se casaria com o rapaz que viu em uma festa junina no bairro Coophavila II, em Campo Grande. Dez anos depois, o reencontro aconteceu. Eles construíram uma família, abriram uma empresa e realizaram o sonho dele de se tornar piloto de avião. Nesta sexta-feira (3), porém, a história ganhou um desfecho inesperado com a morte de Henrique Martim na queda da aeronave que ele pilotava, na zona rural da capital. Em entrevista à equipe da TV Morena, Anelize relembrou o início do relacionamento e contou que o casal permaneceu junto por 17 anos. Segundo ela, Henrique se mudou para o Rio de Janeiro ainda jovem, mas voltou para Campo Grande aos 25 anos e retomou o contato. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp “Quando ele voltou, mandou mensagem para mim pelo Orkut. A gente se encontrou e, dois dias depois, ele já foi morar comigo. A partir dali construímos nossa casa, nossa família e nossa vida juntos.” Ao longo dos anos, os dois abriram uma empresa de consultoria empresarial e telecomunicações. Foi a estabilidade financeira conquistada pelo casal que permitiu a Henrique investir na formação como piloto, um sonho antigo. Agora no g1 “A aviação exigia um investimento muito alto. Quando abrimos a empresa, conseguimos criar condições para que ele começasse o curso. Era um sonho que nós realizamos juntos”, contou. Henrique atuava como piloto há cerca de oito anos. Para Anelize, cada viagem de trabalho representava um passo importante na construção dos projetos da família. “Quando ele viajava, a gente sentia saudade, mas também ficava feliz porque ele estava batalhando por nós.” Segundo ela, o casal tinha planos para os próximos anos. Entre eles, estavam a primeira viagem internacional, férias na praia, novos investimentos e a ampliação da empresa. Além do marido, Anelize descreve Henrique como um pai presente e dedicado à filha de seis anos. A menina, segundo a mãe, ainda tenta compreender a perda. Leia também: Câmera de segurança registrou som de queda e explosão de avião; OUÇA Especialista em tamanduá: pesquisadora alemã tinha pesquisa de décadas no Pantanal Piloto morreu em queda de avião deixa esposa e filha de 6 anos Fé para seguir em frente Ao falar sobre o futuro, Anelize disse que a dor é grande, mas afirma encontrar apoio na família, nos amigos e na fé. “A gente vai seguir muito triste, porém não estamos sozinhos. Temos Deus, temos nossa família e nossos amigos. Não vai ser fácil, mas vamos seguir.” Ela também relembrou o impacto que Henrique teve em sua vida durante os anos de convivência.. “O que a gente viveu foi algo muito lindo. Só tenho que agradecer a Deus pela oportunidade de ter conhecido ele e pela pessoa que me tornei.” Velório e sepultamento O velório de Henrique Martin de Carvalho começou na madrugada deste sábado (4), na Capela Campo Grande, localizada na Rua Dolor Ferreira de Andrade, 23-B, no Bairro São Francisco, em Campo Grande. O sepultamento está previsto para ocorrer às 10h, no Cemitério Nacional Parque, também na capital. Henrique Martin morreu em queda de avião em Campo Grande. Rede sociais/Reprodução O acidente Henrique Martin pilotava um avião bimotor que caiu na manhã desta sexta-feira (3), logo após decolar do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Segundo informações, a aeronave tentou retornar à pista após enfrentar condições de baixa visibilidade provocadas pela neblina, mas caiu antes de completar a manobra. Além do piloto, estava a bordo a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, que também morreu no acidente. As causas da queda serão investigadas pelos órgãos responsáveis pela aviação civil. Até o momento, não há conclusão oficial sobre o que provocou o acidente. Quem era a pesquisadora alemã Lydia Theresia A passageira do avião, a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, também morreu no acidente. Reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre o tamanduá-bandeira no Pantanal de Mato Grosso do Sul, ela dedicava mais de uma década à pesquisa de campo na região e era considerada uma das principais especialistas na espécie. Zoóloga, ecóloga tropical, jornalista científica e escritora, Lydia conciliava a produção acadêmica com a divulgação da conservação ambiental por meio de livros, palestras, documentários e conteúdos sobre a biodiversidade brasileira. Lydia era membro do Grupo de Pesquisa em Ecologia Tropical do Museu de Pesquisa Zoológica Alexander Koenig, Bonn, Alemanha e do Computational Bioacoustics Research Unit - CO.BRA. Tinha Mestrado em Zoologia pela Universidade de Würzburgo, na Alemanha e também um Doutorado em Zoologia, em andamento, pela Universidade de Bonn. Lydia Möcklinghoff, pesquisadora alemã especialista em tamanduás-bandeira Redes sociais Segundo a perícia, diversos exemplares do livro escrito por Lydia foram encontrados dentro da aeronave. A obra, intitulada em alemão Ich glaub, mein Puma pfeift: Als Forscherin im reichsten Tierparadies der Welt (“Não dá para acreditar no que vejo: a vida de uma pesquisadora no paraíso animal mais rico do mundo”), relata a experiência da cientista durante os anos em que viveu no Pantanal pesquisando tamanduás-bandeira. O Consulado da Alemanha em Mato Grosso do Sul informou que a responsabilidade de notificar os familiares da pesquisadora é do Consulado Geral de São Paulo. Assim que o boletim de ocorrência for finalizado, a polícia encaminhará as informações diretamente para a representação paulista, que fará o contato com a família para o translado do corpo. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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