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    VÍDEO: Promotor agride preso durante audiência de custódia em fórum de Campo Grande

    2 weeks ago

    Imagens mostram momento em que preso foi agredido Um promotor de Justiça agrediu verbal e fisicamente um homem preso por violência doméstica durante uma audiência de custódia no fórum de Campo Grande. Conforme a juíza do caso, o custodiado teria feito ameaças de morte ao promotor. Imagens que mostram o momento da agressão foram conseguidas com exclusividade pelo jornal MS2, da TV Morena. Veja o vídeo acima. Paulo Ricardo Oliveira de Morais havia sido preso no dia 3 de fevereiro após agredir e ameaçar a esposa. Durante a audiência, estavam na sala a juíza Tatiana Decarli, que não aparece na gravação, o defensor público Nilson da Silva Geraldo e o promotor de Justiça Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Enquanto fazia a leitura das acusações, o promotor se irritou após ser interrompido pelo custodiado. "O que você está olhando aqui, rapaz? Então baixa a cabeça e escuta", disse o promotor. Ao fim da audiência, a juíza decretou a prisão preventiva de Paulo Ricardo. Ele deixou a sala acompanhado de um policial penal, mas voltou minutos depois. Segundo as imagens, após o policial dizer algo ao promotor, o integrante do Ministério Público saiu da sala e começou as agressões físicas na frente de policiais e da juíza. Em uma carta escrita à mão, o custodiado relatou: "O promotor veio pra cima de mim, me batendo e me esganando, mandando o policial penal me soltar da algema, me deu um soco na minha testa e cortou, saiu sangue. Quando eu fui pra viatura depois das agressões, comecei a sofrer ameaças dos policiais pra não fazer o corpo de delito, e por esse motivo continuei recusando de fazer os exames." Duas advogadas passaram a representar Paulo Ricardo no caso das agressões. Elas não atuam na defesa dele pelo crime de violência doméstica. As profissionais acionaram o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o promotor, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) contra o policial penal. Na decisão que manteve a prisão preventiva, a juíza afirmou que, após sair da sala de audiências, o custodiado teria feito ameaças de morte ao promotor, conforme relato do policial penal. "As supostas infrações em tese cometidas após a finalização da audiência de custódia deverão ser apuradas em procedimento específico, pois não possuem correlação com o objeto deste Auto de Prisão em Flagrante." A magistrada também determinou o envio da documentação do caso ao procurador-geral de Justiça, por envolver um integrante do Ministério Público. O que dizem as autoridades A reportagem pediu ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) contato com o promotor, mas o órgão informou, por meio de nota, que os fatos mencionados são apurados em duas frentes: um procedimento administrativo instaurado pela Corregedoria-Geral do MPMS e um procedimento criminal em análise pela Procuradoria-Geral de Justiça. Apesar de o caso ter sido relatado em fevereiro, ainda não há conclusão das apurações. A Agepen informou que abriu um procedimento interno para investigar o caso. O órgão também disse que os policiais penais envolvidos na audiência de custódia e no transporte do detento foram arrolados como testemunhas no procedimento disciplinar aberto pelo Tribunal de Justiça. A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul informou que realizou atendimento individualizado do custodiado e encaminhou as informações aos órgãos competentes. O órgão afirmou ainda que, em razão do sigilo dos procedimentos, segue acompanhando o caso. O Tribunal de Justiça não respondeu aos questionamentos da reportagem. Vídeo mostra momento da agressão. Câmera de segurança Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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