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    VÍDEO: mulher denuncia caso de injúria racial por idosa em batalhão do Exército em BH

    há 3 meses

    Caso de injúria racial ocorrido nesta terça-feira (03) em Belo Horizonte Uma mulher, de 42 anos, acionou a Polícia Militar após ser alvo de ofensas racistas enquanto aguardava atendimento na 4ª Companhia de Polícia do Exército, no bairro Barro Preto, Região Centro-Sul da capital, na última terça-feira (03). A suspeita, uma mulher de 61 anos, teria chamado a vítima de "negrinha" enquanto ambas aguardavam atendimento no local. Ela afirmou, ainda que "não poderia chamá-la de preta, pois seria racismo". Segundo a PM, a vítima relatou que compareceu à unidade militar como procuradora de uma amiga, para um procedimento de prova de vida. Ao olhar para a mulher que estava no local, passou a ser hostilizada. Após o episódio, a vítima foi acompanhada por militares, que faziam atendimento, até o interior do batalhão e, pouco depois, precisou ir até a área externa da unidade, momento em que a mulher voltou a gritar ofensas em sua direção. Neste momento, a vítima começou a gravar as agressões verbais (veja o vídeo acima). Para a polícia ela afirmou nunca ter visto a mulher anteriormente e reiterou o sentimento de humilhação ao registrar o boletim de ocorrência. Procurada pelo g1, a suspeita informou que tem sido perseguida e reforçou as ofensas racistas em áudio. "Aquela 'negrinha' fez aquilo, porque ela não vale nada. Eu não sou racista. Eles armaram esse golpe para mim, foi covardia, foi de propósito", completa. Suspeita nega ofensas e alega confusão por pensão A suspeita mora em Uberlândia e, segundo ela, é filha de um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. Aos policiais, ela apresentou uma versão confusa para os fatos, alegando que viajou a Belo Horizonte na tentativa de reaver uma pensão militar cancelada há cerca de dois anos. Durante o depoimento, a mulher afirmou desconfiar de um vizinho em sua cidade natal, que estaria tentando "usurpar seus bens", e negou ter insultado a vítima diretamente. Segundo a versão dela, no momento do incidente, ela estaria apenas enviando mensagens pelo celular sobre as suspeitas que mantém contra esse vizinho. Em nota, a Polícia Civil informou que a suspeita foi conduzida e ouvida por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital e, em seguida, liberada. Um inquérito foi instaurado para apurar o ocorrido. LEIA TAMBÉM: PF cumpre 7 mandados da operação que mira o banqueiro Vorcaro em MG e prende dois em BH Quatro policiais civis são presos suspeitos de envolvimento com roubo de cargas em MG
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