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    Vídeo mostra assassinato de produtor de abacaxi no TO; fazendeiro rival é apontado como mandante pela polícia

    3 months ago

    Vídeo mostra momento em que produtor rural é assassinado em Miranorte A morte do produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, conhecido como “Geraldo do Abacaxi”, ocorreu em uma pizzaria, enquanto ele jantava com a família em Miranorte, na região central do estado. O crime foi registrado por câmeras de segurança. O assassinato teria sido encomendado por outro produtor rural devido uma rivalidade nos negócios. Os dois eram bastante conhecidos na região de Miranorte (TO), na região central do estado. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O vídeo da câmera de segurança do estabelecimento mostra que a vítima estava sentada com parentes, próximo da rua, na noite de 7 de setembro de 2024. Dois homens chegaram em uma moto. Um dos criminosos desceu e atirou em José Geraldo pelas costas e caiu da cadeira. Um dos criminosos ainda levantou a vítima parcialmente e fez outro disparo antes de fugir do local. Na época, um homem de 33 anos que estava no local teve ferimentos no tórax. O suposto mandante do crime é Roberto Coelho de Sousa. Ele foi abordado pela TV Anhanguera após a prisão, em Miranorte (TO), mas não quis gravar entrevista. A defesa dele afirmou que "não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão" (veja nota completa abaixo). LEIA MAIS PERFIL: Quem é o produtor de abacaxi que teve a morte encomendada por fazendeiro rival no TO, segundo a PC MOTIVAÇÃO: Produtor de abacaxi assassinado em pizzaria no TO teve morte encomendada por fazendeiro rival, diz delegado Nesta terça-feira (10), outras três pessoas foram presas pela polícia suspeitas de envolvimento com o crime, por supostamente intermediar a contratação dos pistoleiros. Os dois homens apontados pela polícia como pistoleiros foram localizados em Maceió (AL) e morreram em confronto com a polícia. Momento em que criminosos invadiram pizzaria e mataram empresário PCTO/Divulgação Quem era José Geraldo O produtor rural é descrito pela família como um homem que gostava de ajudar as pessoas e de trabalhar com honestidade. Geraldo deixou esposa e dois filhos. "Sempre vou lembrar dos nossos momentos em família. Ele sempre incluía a gente em tudo, até em viagens. Era muito atencioso com as crianças. Ajudava todo mundo à sua volta", contou um parente do empresário que preferiu não se identificar. Motivação do crime Segundo a polícia, a investigação revelou que o crime foi meticulosamente planejado. O delegado da Polícia Civil Afonso Lira explicou a motivação do crime. "Agora com as prisões temporárias pelo prazo de 30 dias, vai ser aprofundada a motivação, mas o que já foi levantado é que eram empresários rivais no âmbito da produção e venda de abacaxis, eram inimigos declarados e tinham problemas pessoais entre ambos", disse. O monitoramento bancário indicou que o pagamento pela morte do empresário foi realizado de forma fracionada, por meio de diversos depósitos nas contas dos executores. A identificação de um dos atiradores foi possível graças ao trabalho de papiloscopia, que obteve fragmentos de digitais de um dos executores, e ao apoio dos setores de inteligência da Polícia Civil de Alagoas e do Rio de Janeiro, além da Polícia Rodoviária Federal. As investigações prosseguem para esclarecer se houve a participação de outros envolvidos na dinâmica do crime. Íntegra da nota de Roberto Colheo de Sousa A defesa de Roberto Coelho de Sousa, por meio de seus advogados regularmente constituídos, vem a público prestar esclarecimentos acerca da reportagem recentemente divulgada sobre a prisão de seu constituinte. Inicialmente, cumpre destacar que, até o presente momento, a defesa não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão. Ressalta-se que o acesso aos autos é prerrogativa fundamental da advocacia, sendo indispensável para o pleno exercício do direito de defesa e para a garantia do devido processo legal. Diante disso, a defesa informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para obter imediato acesso aos autos e, a partir da análise técnica do procedimento. Por fim, reitera-se que todo investigado ou acusado possui o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, razão pela qual qualquer conclusão antecipada deve ser evitada até que os fatos sejam devidamente esclarecidos no âmbito do processo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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