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    Vídeo: Malévola e amiga desembarcam em SP após ficarem presas por 2 dias no Egito: 'Finalmente chegamos ao Brasil'

    11 hours ago

    Malévola e Bruna Mercatelli chegam ao Brasil após prisão no Egito As influenciadoras brasileiras trans Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli desembarcaram por volta das 22h30 desta quinta-feira (22) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Elas retornaram ao país após ficarem dois dias presas no Egito sob a acusação de "comportamento obsceno". "Finalmente chegamos ao Brasil", disse Malévola ao lado de Bruna, num vídeo que gravaram e encaminharam para o g1 (veja acima). As duas disseram ter pago juntas fiança de R$ 8 mil para serem soltas e responderem ao processo em liberdade. "Graças a Deus", completou Bianca, amiga de Malévola. "Depois de muito sufoco passado". "Um sentimento de alívio, né, amiga?", comenta Malévola, que tem mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram. "Ser recebida com tanto carinho pelos brasileiros é incrível. Acho que igual os brasileiros não tem." "Eu não volto para o Egito de maneira alguma. A gente tá sem celular, a gente não teve acesso a comida, a gente não teve acesso a água... foram 24 horas numa sala, sentadas numa cadeira de ferro ali em Alexandria", lembrou Malévola. "Colocaram a gente dentro de um camburão e levaram a gente". "A gente pagou uma fiança de R$ 8 mil", continuou Malévola. "O meu advogado aqui no Brasil entrou em contato com a Embaixada brasileira no Egito, fez todas as intermediações, deu o seu máximo". "Tive de fica pelada para eles verem meu órgão genital. Só assim para me tratar bem porque eles viram que eu era mulher", prosseguiu Malévola. "A gente foi humilhada, a gente foi tratada como lixo". Denúncias de transfobia e abuso Malévola e Bruna chegam ao Brasil após prisão no Egito g1 A defesa de Malévola e Bruna afirmou que vai acionar o Itamaraty e organismos internacionais de direitos humanos para apurar as denúncias de transfobia e abuso feitas por elas contra a polícia do Egito. As duas amigas foram presas na terça-feira (20) em Alexandria por policiais egípcios sob a acusação de assediar pessoas nas ruas. A polícia local informou que as brasileiras gravaram e divulgaram vídeos considerados ofensivos e com gestos de cunho sexual em vias públicas. Na quarta-feira (21), elas foram soltas após pagar fiança _cada uma pagou algo em torno de 40 mil libras egípcias, o que corresponde a R$ 4 mil. Malévola gravou vídeo no qual chora e diz ter sido 'muito humilhada'. Ela postou denúncias de que ela e a amiga foram presas e abusadas por policiais por serem trans. Reprodução/Arquivo pessoal "A gente pretende acionar o Itamaraty para tomar as medidas cabíveis de forma diplomática, e dependendo até Comissão Internacional de Direitos Humanos, da pessoa LGBT e tudo mais", disse nesta quinta ao g1 o advogado Jonatha Carvalho Matos. Ele quer que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e canais diplomáticos e internacionais investiguem as denúncias feitas por Malévola contra autoridades egípcias. O crime de transfobia existe no Brasil, mas não no Egito. O Egito tem leis contra "atos escandalosos" na rua e "publicação de material imoral". 'Fui muito humilhada', diz Malévola 'Fui muito humilhada', diz influencer Malévola Alves após deixar a prisão no Egito Num vídeo postado em sua rede social nesta quinta-feira (22), após serem soltas, Malévola chorou e afirmou que ela e Bruna foram presas e abusadas porque são transexuais. "Eu fui muito humilhada, muito humilhada, muito humilhada. Muito humilhada, gente. Muito humilhada. Eu não paro de chorar desde a hora que eu cheguei aqui em Marrocos", diz Malévola na gravação. Em uma publicação, a influenciadora escreveu ainda que os agentes teriam deixado claro que a detenção dela e da amiga ocorreu em razão de suas identidades de gênero. Malévola também relatou ter sofrido crises de ansiedade e pânico após o episódio. A influencer Malévola Alves Reprodução Nas mensagens publicadas em seu Instagram, a influencer escreveu: "Eles deixaram claro que a prisão foi porque éramos trans" e que teve de "ficar pelada". "E quando viram a minha vagina começaram a me tratar bem", relatou Malévola. Ela ainda postou que foi "abusada" com Bruna "por diversos policiais." Segundo o advogado das brasileiras, o celular de Malévola acabou apreendido pelas autoridades egípcias e não foi devolvido. "O telefone ficou apreendido. Eles não devolveram o telefone dela. Ela está voltando ao Brasil sem o telefone", afirmou Jonatha. Malévola Alves e Bruna Mercatelli em delegacia no Egito em outubro de 2026. Divulgação/Ministério da Informação do Egito
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