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    VÍDEO: EUA mostram ataque a navio que 'transportava petróleo iraniano' no Golfo de Omã

    15 hours ago

    EUA atingem petroleiro com petróleo do Irã no Golfo de Omã Os Estados Unidos confirmaram um novo ataque a um petroleiro no Golfo de Omã e divulgaram imagens dele em um comunicado nas redes sociais nesta quinta-feira (11). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), o bombardeio ocorreu à 0h30 do horário de Brasília. A embarcação M/T Jalveer, de bandeira da Guiné-Bissau, estaria tentando furar o bloqueio militar norte-americano para transportar petróleo do Irã. "A embarcação violou o bloqueio contra o Irã ao tentar transportar petróleo iraniano. Esta foi a terceira embarcação comercial detida pelas forças americanas nesta semana. Uma aeronave americana disparou dois mísseis Hellfire contra a casa de máquinas do navio depois que a tripulação se recusou repetidamente a cumprir as ordens das forças americanas", detalhou. No post, o CENTCOM também confirmou os ataques aos navios M/T Marivex e M/T Settebello, ambos com bandeira de Palau, na segunda e terça-feira, respectivamente. Também afirmou que desativou 9 embarcações e redirecionou 135 desde o dia 13 de abril. "O bloqueio está sendo aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã", diz o comunicado. Irã condena novos ataques dos EUA O Irã anunciou nesta quinta que o Estreito de Ormuz está completamente fechado "até novo aviso". A decisão foi tomada após os Estados Unidos realizarem uma nova onda de bombardeios contra o território iraniano na noite desta quarta-feira (10). EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã pela segunda noite seguida Em comunicado na manhã desta quinta, o Ministério das Relações Exteriores iraniano condenou os ataques, afirmando que as ofensivas norte-americanas tornaram o cessar-fogo de quase dois meses “praticamente sem sentido”. "Os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos nas últimas horas não apenas constituem uma violação flagrante... mas também tornam o cessar-fogo praticamente sem sentido”, declarou o ministério. A nota diz ainda que “a responsabilidade pelas consequências extremamente graves desse ato criminoso recai sobre os líderes dos Estados Unidos”. Em retaliação aos bombardeios americanos, o Irã atacou dois navios. A embaixada da Índia em Omã informou que tomou conhecimento de um incidente envolvendo uma embarcação próximo ao porto de Shinas, no país, ocorrido nesta quinta-feira. A agência de notícias iraniana Tasnim afirma que três marinheiros morreram. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores da Índia afirma que havia 20 indianos a bordo da embarcação e que todos estão em segurança. À rede de TV Fox News, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que caças americanos estavam operando nos céus do Irã. Ele afirmou ter conversado com autoridades iranianas nesta quarta, que supostamente "teriam pedido para que os bombardeios parassem". Ele disse que Israel não estava envolvido na missão e não descartou novas ações militares no país. Teerã negou que tais conversas tenham ocorrido. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), as forças do país realizaram ataques retaliatórios à Quinta Frota dos EUA, cuja base fica no Bahrein. "Forças do IRGC atingiram e destruíram dezoito alvos importantes pertencentes ao exército americano nas bases aéreas de Ali Salem e Ahmad Al-Jaber, além da base aérea de Sheikh Isa, durante duas ondas operacionais", diz um comunicado. Explosões foram ouvidas em Manama, a capital barenita, e em Hamad Town. O Ministério do Interior do Bahrein informou que os ataques deixaram uma criança de 11 anos ferida. Veículos pegaram fogo e casas foram danificadas devido à queda de destroços de drones interceptados. A Defesa Civil e o Serviço Nacional de Ambulâncias tomaram as medidas necessárias, segundo a pasta. Um bombeiro trabalha após ataques de drones iranianos, segundo o Ministério do Interior do Bahrein , em um local indicado como Bahrein, nesta imagem divulgada em 11 de junho de 2026. Ministério do Interior do Reino do Bahrein Ministério do Interior do Reino do Bahrein Este foi o segundo dia seguido que os EUA lançam bombardeios contra o Irã desde o início do cessar-fogo na guerra entre os dois países. Segundo Washington, a primeira onda de ataques ocorreu em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã. Ainda não se sabe qual será o impacto dos ataques desta quarta à trégua no conflito, que é frágil desde seu início, em abril. As agências estatais iranianas reportaram diversas explosões em Bandar Abbas, Minab, Kargan e em Sirik, cidades portuárias na região do Estreito de Ormuz, e que defesas aéreas foram ativadas em Isfahan. A agência Mehr falou em "combates no mar" entre forças iranianas e norte-americanas, porém não deu mais detalhes. Uma autoridade norte-americana afirmou ao site Axios que todos os alvos atingidos estão no sul do Irã e incluem sistemas de defesa aérea, radares e unidades de comando e controle de drones. Quase duas horas após o ataque dos EUA, o governo iraniano voltou a dizer que o Estreito de Ormuz está fechado para qualquer tipo de navio, e que atirou contra duas embarcações que disse estar violando seu bloqueio. Mais cedo, o Irã também havia prometido uma "resposta dura" contra alvos norte-americanos no Oriente Médio, e disse que uma nova escalada do conflito não se restringiria apenas ao Oriente Médio. Na terça, Teerã atacou a base dos EUA no Bahrein como retaliação. O ataque dos EUA ocorreu horas após o presidente Donald Trump ter dito que seu Exército voltaria a atacar o Irã "ainda hoje". O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que os bombardeios seriam "fortes claros" e atingiriam "instalações-chave" do Irã. Hegseth, no entanto, não deu detalhes sobre quais instalações são essas. Ainda segundo Hegseth, os ataques desta quarta avançariam os interesses militares dos EUA no Oriente Médio e ajudariam Washington a alcançar uma solução diplomática da guerra. O Irã afirmou mais cedo, no entanto, que o país não negocia sob ameaças.
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