Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Veterinário que resgatou filhote de beija-flor descreve evolução da ave: 'Constante, mas lenta'

    1 day ago

    Veterinário que resgatou filhote de beija-flor descreve evolução da ave no interior de SP Após resgatar e virar "pai" de um filhote de beija-flor, em 12 de maio deste ano, o veterinário Luís Felipe Zulim, de Presidente Prudente (SP), descreve a evolução do animal, que ainda não tem previsão para voltar à natureza. Os cuidados do profissional com o pequeno beija-flor contam com alimentação específica, uma casinha improvisada e até aquecedor para manter o bem-estar do animal. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp "A evolução está constante, mas ainda um pouco lenta. Ele começou a empenar e ficar colorido, mas ainda faltam lugares, como no pescoço, para crescer peninhas", afirma o veterinário ao g1. Desde o resgate, e com os cuidados diários de Luís Felipe, o beija-flor está mais independente, conseguindo se alimentar sozinho às vezes, no bebedouro próprio ou pela seringa, por exemplo. "A temperatura está se mantendo melhor (o tempo ajudou) e a alimentação está mais espaçada, e também se movimentando mais, tentando dar os primeiros voos." Isso porque, quando o filhote foi resgatado, precisava comer a cada 20 ou 30 minutos, o que exige que ele acompanhe o veterinário a todos os lugares. Veterinário que resgatou filhote de beija-flor descreve evolução da ave em Presidente Prudente (SP) Luís Felipe Zulim/Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: Cadela confinada há meses em condições insalubres é resgatada após denúncia de maus-tratos no interior de SP Com casinha especial, mamadeira 6x por dia e roupa no frio, alpacas viram atração no interior de SP: 'São muito frágeis' Aos 70 anos, dentista viaja até o Himalaia para ver os 7 picos mais altos do mundo: 'A melhor das experiências' Agora, os cuidados com a ave seguem sendo a alimentação e treinos de independência no bebedouro, além de poleiro para que o beija-flor ganhe mais resistência nas patas e "banho de sol" em alguns períodos do dia, conforme o veterinário. "Ainda sem perspectiva, ele é muito dependente e ainda não voa… Confesso que não sei se ele estará totalmente apto para viver sozinho na natureza, só o tempo dirá por causa da evolução lenta e da demora para o empenamento completo", continua o especialista. Uma das preocupações do veterinário ocorre porque, segundo uma amiga dele que trabalha com aves, a dieta diária do beija-flor considera grande quantidade de mosquitos, o que se torna inviável em "cativeiro". "Acreditamos que a falta do alimento mais específico, aliada a temperaturas frias, retardou o desenvolvimento, mas seguimos na luta, pois ele se apresenta forte, interagindo, pedindo alimento e batendo as asas." Além disso, o animal apresentava deformidade nas patinhas, mas isso não se tornou um impedimento, segundo o veterinário. "O mais importante são as asas, o voo." Nas redes sociais, Luís Felipe compartilha o dia a dia do beija-flor, apelidado de Zulinho, em referência ao sobrenome do veterinário, Zulim. Confira alguns vídeos no início da reportagem. "Percebi que o aquecedor ajudou muito no desenvolvimento dele nas últimas semanas. É devagar, mas já é possível ver peninhas novas e ele mais ‘reforçadinho’", completa. Filhote foi resgatado no dia 12 de maio; inicialmente, o veterinário pensou que o filhote estava morto Luís Felipe Zulim/Arquivo pessoal Aprendizado e casinha da infância Nos primeiros dias, a pequena ave apresentava respiração fraca e poucos movimentos. De início, o médico forneceu água com açúcar na seringa para suprir energia e acomodou o filhote em um vaso de flor forrado. Após pesquisar e conversar com especialistas em animais silvestres, ele comprou a papinha específica para a espécie e improvisou uma luz para aquecê-lo. A proteção contra o frio ganhou um reforço nostálgico. Após tentar caixas de papelão e de transporte de gatos, o veterinário encontrou a solução no armário, além de comprar um aquecedor de tomada. "Encontrei, em cima do guarda-roupa, essa 'casinha', que é um brinquedo da minha infância, uma fazendinha (celeiro) que vinha com cerquinha e animais. Ficou certinho, porque o ar quente entra pela janela, que é mais alta, e circula lá dentro, e facilitou o transporte também para levar para lá e para cá. Essa casinha deve ter uns 25 anos", conta. Veterinário resgata beija-flor e monta casinha, aquecedor e alimentação especial em SP Recuperação e meta de soltura Zulim destaca que o "filho de asas" está em recuperação, embora o processo seja mais lento do que se estivesse com a mãe. "O frio está judiando um pouco, mas a alimentação frequente e o aquecimento estão ajudando muito. Agora ele começou a se mexer mais e bater a asa, interagir mais, pedindo comida e as penas começaram a crescer, inclusive as coloridas (verdes)", conta. Aquecimento e alimentação adequados são essenciais no cuidado com a ave Luís Felipe Zulim/Arquivo pessoal Desde o início, o objetivo é fazer a soltura no habitat, assim que a ave estiver apta para viver sozinha na natureza. "Como profissional e como ser humano, esse processo está sendo de grande intensidade, entrega e dedicação. Ficará marcado para sempre", afirma ao g1. No entanto, o profissional reforça que não é adequado sair resgatando animais silvestres sem conhecimento e manejo adequados para evitar prejudicar o bicho. "Foi preciso agir com coração, mas com cautela e rapidez. Não é minha área de atuação, por isso precisei pesquisar e pedir ajuda a profissionais da área de forma rápida para oferecer o cuidado necessário", afirma. A orientação é acionar profissionais da área, como a Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros ou médico-veterinário de animais silvestres. Devido ao período de alimentação, ave vai para todos os lugares com o veterinário Luís Felipe Zulim/Arquivo pessoal O que fazer ao encontrar um filhote? Em entrevista ao g1, a médica-veterinária de animais silvestres Amanda Abonizio orienta que a primeira atitude ao vir um filhote de animal silvestre é observar a situação com calma. "Nem todo filhote encontrado sozinho está abandonado. Muitas vezes os pais continuam por perto alimentando a ave. Se o animal estiver em local seguro e sem ferimentos aparentes, o ideal é monitorar antes de intervir", alerta. A profissional acrescenta que, caso o animal esteja ferido, debilitado ou em situação de risco, ele deve ser colocado em uma caixa de papelão limpa, aquecida e silenciosa, enquanto se busca orientação de um médico-veterinário ou órgão ambiental. "A principal orientação é avaliar se existe realmente necessidade de intervenção. Devemos agir quando o animal apresenta ferimentos, sinais de debilidade, risco iminente ou quando há certeza de que ficou órfão", afirma. "Nessas situações, o ideal é procurar um médico-veterinário capacitado para atendimento de animais silvestres, além dos órgãos ambientais responsáveis pela fauna. Quanto mais rápido o encaminhamento adequado, maiores são as chances de recuperação e retorno à natureza", continua. Ave foi resgatada por médico-veterinário e evolui na recuperação Luís Felipe Zulim/Arquivo pessoal No caso específico do beija-flor, Amanda destaca que os pontos mais importantes são a manutenção da temperatura, a hidratação e a alimentação na frequência adequada. Ela conta que filhotes de aves têm dificuldade em regular a própria temperatura, então podem evoluir rapidamente para hipotermia. "Outro cuidado fundamental é evitar o estresse excessivo e o manuseio desnecessário, já que são animais muito sensíveis", diz. Embora a intenção seja ajudar, a especialista ressalta que algumas medidas podem colocar a vida do animal em risco. Em beija-flores debilitados, solução de água com açúcar pode funcionar como uma medida emergencial para fornecer energia até que o animal receba atendimento adequado. "No entanto, ela deve ser preparada apenas com açúcar branco refinado, pois açúcares como mascavo e cristal são tóxicos. Além disso, essa solução não substitui a alimentação correta, especialmente em filhotes, que necessitam de uma dieta específica", afirma. Outro risco, segundo ela, é oferecer líquidos diretamente no bico, o que pode causar aspiração pulmonar. Com isso, o ideal é que o animal seja mantido aquecido, em uma caixa tranquila, e encaminhado o quanto antes para um médico-veterinário ou centro de reabilitação de fauna. Uma informação importante, segundo Amanda explicou ao g1, é que o resgate nem sempre significa retirar o animal da natureza. "Muitas aves passam por fases em que deixam o ninho antes de voar e continuam recebendo cuidados dos pais. Por isso, a retirada precipitada pode interromper esse processo natural. Sempre que possível, a melhor conduta é buscar orientação profissional antes de recolher o animal", pontua. Os beija-flores, por exemplo, estão entre as aves com metabolismo mais acelerado do mundo, o que os torna extremamente delicados durante o atendimento. "Por isso, mesmo períodos curtos sem alimentação adequada ou exposição ao frio podem representar um risco significativo. Cada caso deve ser avaliado individualmente, sempre priorizando o bem-estar do animal e seu retorno seguro à vida livre." À esquerda, a ave quando foi resgatada; à direita, como está atualmente Luís Felipe Zulim/Arquivo pessoal Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Morre delegado da Polícia Federal baleado por PM durante operação no RS
    Artigo Seguinte
    Cabeleireiro que viralizou ao criar 'dia de beleza' com mulheres em vulnerabilidade é homenageado no Japão: 'Me senti muito honrado'

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário