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    Vereadores aprovam subsídio de mais de R$ 78 milhões para transporte coletivo de Rio Branco

    6 hours ago

    Recurso será destinado à empresa JTP, nova operadora contratada para substituir a Ricco Transportes e assumir o sistema Amanda de Oliveira/ Rede Amazônica Acre Os vereadores de Rio Branco aprovaram o Projeto de Lei (PL) que autoriza a prefeitura a conceder até R$ 78,7 milhões por ano em subsídio ao transporte coletivo da capital acreana. A proposta aprovada nesta quarta-feira (16) faz parte da reorganização do sistema de transporte público do município. A aprovação durante sessão da Câmara Municipal desta quarta teve maioria dos votos dos parlamentares favorável. Votaram contra o projeto os vereadores André Kamai (PT) e Zé Lopes (Republicanos). O texto segue agora para sanção ou veto do prefeito Alysson Bestene (PP). ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉 O subsídio ao transporte coletivo é um recurso financeiro pago pela prefeitura da capital acreana à empresa operadora para cobrir a diferença entre o custo real da operação e o valor da tarifa paga pelo passageiro. O valor será destinado a JTP, que vai assumir o transporte público de Rio Branco. Prefeitura cria comissão para acompanhar troca de empresas na capital LEIA TAMBÉM: Ufac suspende aulas de graduação devido à crise no transporte coletivo em Rio Branco Ricco mantém operação por 60 dias durante transição para nova empresa em Rio Branco Transição do transporte coletivo de Rio Branco para nova empresa será feita em até 90 dias, diz prefeitura 💡 A proposta estabelece como referência o pagamento de R$ 11,29 por quilômetro rodado. O modelo substitui a lógica anterior, que considerava o número de passageiros transportados para a remuneração das empresas. O objetivo, segundo a prefeitura, é garantir a continuidade do serviço, manter a tarifa em um valor acessível aos passageiros e assegurar o equilíbrio econômico-financeiro da operação. Mesmo com o subsídio, o valor de R$ 3,50 pago pelos passageiros não terá redução. Regras do repasse Ainda conforme o PL, o pagamento do subsídio não deve ser feito de forma automática. A liberação, em parcelas mensais, vai depender da validação técnica pela RBTrans dos relatórios de quilometragem efetivamente executada pela operadora. A JTP também deve comprovar mensalmente a regularidade fiscal e trabalhista. Entre as exigências está a comprovação do pagamento dos salários e encargos dos trabalhadores operacionais, visto que a atual empresa, Ricco Transportes, teve problemas no pagamento de funcionários. A execução dos recursos ainda deve ser acompanhada tanto pela RBTrans, quanto pela Controladoria-Geral do Município e a Secretaria Municipal de Finanças. O controle externo fica a cargo da Câmara Municipal de Rio Branco e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC). Impacto nas contas públicas De acordo com o estudo de impacto orçamentário-financeiro elaborado pelas secretarias municipais de Planejamento (Seplan) e de Finanças (Sefin), o subsídio vai apresentar um impacto na Receita Corrente Líquida (RCL) do município. A previsão é de impacto de 0,7% da RCL em 2026, considerando o período de outubro a dezembro. Para 2027, o impacto estimado é de 4,32%, enquanto em 2028 chega a 4,17%. Para os dois últimos anos, o estudo considera o valor máximo anual de R$ 78.719.402,52. 🚍 Nova operação do transporte A concessão do subsídio está relacionada à mudança no modelo de operação do transporte coletivo de Rio Branco. A prefeitura contratou a JTP Transportes para assumir o sistema, em substituição à Ricco Transportes e Turismo Ltda. A transição prevê a implantação gradual da nova operação. Durante esse período, a Ricco continua operando o transporte coletivo enquanto a nova empresa estrutura a garagem, instala a bilhetagem eletrônica e toma outras providências necessárias para assumir o serviço. O contrato com a JTP tem duração de um ano e deve começar em 5 de outubro. A previsão da prefeitura é de uma frota de 120 ônibus, sendo 60 veículos zero quilômetro. Os coletivos, conforme a prefeitura, devem contar com ar-condicionado, Wi-Fi, carregadores para celular, acessibilidade e sistema de monitoramento em tempo real. Crise no transporte coletivo A mudança ocorre em meio à crise enfrentada pelo transporte coletivo da capital, que nos últimos meses registrou redução na quantidade de ônibus em circulação. No dia 17 de julho, 28 dos 50 ônibus liberados pela Justiça voltaram a operar, após apreensão por dívidas em decisão judicial. Ainda em julho, quatro ônibus articulados chegaram à capital para reforçar o transporte coletivo. À época, apenas um havia começado a circular, enquanto os demais passavam por manutenção. A redução e a falta de veículos provocaram atrasos, superlotação e dificuldades para os usuários. A situação chegou a levar estudantes de graduação da Universidade Federal do Acre (Ufac) a suspender atividades acadêmicas. A Ufac ficou com as aulas presenciais suspensas por quase um mês devido à crise no transporte coletivo. Reveja os telejornais do Acre .
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