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    Venezuelana que mora no AC sonha em voltar ao país e relata fome, apagões e falta de notícias da família: 'Vivi na pele'

    4 days ago

    Venezuelanos criticam protesto no Acre contra ataques dos EUA "Anseio muito por isso, mas sabemos que não é fácil. A Venezuela precisa de tempo para se estabilizar". Este é o relato da venezuelana Eduvi Gonzalez, de 31 anos, que acompanha com apreensão a situação da família que permanece na Venezuela em meio à crise no país e após a captura de Nicolás Maduro no último sábado (3), em Caracas. Em entrevista ao g1, ela diz sonhar em retornar ao país de origem, apesar do cenário de crise. A microempreendedora mora no Acre com o marido, Juan Gonzalez, desde 2018, e ambos discutiram com manifestantes em um protesto contra a prisão de Maduro no último domingo (5), no Lago do Amor, em Rio Branco, organizado por movimentos sociais que defendem a soberania da Venezuela e criticam a operação militar que prendeu o ex-presidente. (Veja o vídeo acima) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Durante a manifestação, o casal se posicionou de forma contrária ao protesto e afirmou que a realidade vivida pela população venezuelana é diferente da defendida pelos organizadores do ato. "Não sou partidária política, mas vivi na pele a fome, o sofrimento e a pobreza do meu país", disse. Segundo ela, após o ataques dos Estados Unidos, os familiares enfrentam falta de alimentos, cortes no fornecimento de energia elétrica, interrupções no sinal de internet e um toque de recolher que obriga a população a se manter reclusa no fim da tarde. LEIA TAMBÉM: AO VIVO: Veja a cobertura da prisão de Nicolás Maduro Venezuela ordena prisão de todos os envolvidos na captura de Nicolás Maduro pelos EUA Venezuelanos criticam protesto no Acre contra ataques dos EUA Casal esteve no centro de uma discussão durante uma manifestação no Lago do Amor, em Rio Branco Amanda Oliveira/Rede Amazônica Mesmo vivendo no Brasil há oito anos, Eduvi afirmou que a angústia é compartilhada por venezuelanos que estão fora do país e que aguardam notícias de parentes. "Ontem [4] falei com minha mãe, mas hoje eles já não têm sinal e não há nenhum tipo de notícia", relatou, preocupada. A situação vivida pelos familiares, segundo Eduvi, se agravou nos últimos dias, incluindo preços elevados nos poucos produtos disponíveis e falta de acesso à informação. "Cortaram a energia elétrica, não há comida nos supermercados e o sinal de internet não funciona em alguns lugares", disse. Eduvi e Juan Gonzalez, casal venezuelano que mora no Acre, relatam alívio após prisão de Nicolás Maduro Arquivo pessoal Trajetória no Brasil Eduvi chegou ao Brasil em 2018 com o marido e o filho mais velho, que tinha dois anos à época. O casal passou por Roraima, Manaus e Porto Velho até se estabelecer em Rio Branco, onde contou com apoio de amigos brasileiros e familiares. "Conhecemos Rio Branco porque meu cunhado é casado com uma acreana", justificou. Segundo ela, que deixou a Venezuela por causa da crise econômica, não havia emprego nem condições financeiras para concluir a universidade no país de origem, além das dificuldades de sustentar a família. Antes de migrar para o Brasil, ela cursava fisioterapia. Atualmente, Eduvi e Juán vivem em união estável há nove anos, trabalham com uma distribuidora e têm dois filhos, sendo um nascido na Venezuela e outro no Acre. Eduvi Gonzalez passou por diversos estados até se estabilizar no Acre Arquivo pessoal Apesar da vida construída no Brasil, Eduvi afirma que o desejo de retornar à terra natal permanece, mas somente quando o país estiver mais estável. "Quero voltar para viver, mas tudo no seu tempo. Sei que não será fácil, mas é o meu país", concluiu. VÍDEOS: g1
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