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    Universitária que atropelou e matou namorado e amiga vira ré na Justiça por homicídio; para MP, ela agiu por 'ciúme doentio'

    7 hours ago

    O que se sabe sobre o caso da jovem presa após perseguir, atropelar e matar namorado e amiga dele em SP A universitária que perseguiu de carro, atropelou e matou o namorado e a amiga dele, que estavam em uma moto, em dezembro na Zona Sul de São Paulo virou ré na Justiça por homicídio. Para o Ministério Público, ela agiu por "ciúme doentio". Antes, na mesma noite, ela havia enviado mensagens com ameaças ao namorado. A decisão de aceitar a denúncia do MP foi dada na segunda-feira (12) pela juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 5ª Vara do Júri. A Promotoria acusa Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, de usar o carro para assassinar Raphael Canuto da Costa, de 21, e Joyce Correa da Silva, 19. O MP também sugeriu que, após uma eventual condenação na Justiça, a ré pague R$ 200 mil de indenização _sendo R$ 100 mil para cada família das vítimas. Câmeras de segurança gravaram o atropelamento na Rua Professor Leitão da Cunha, no Parque Regina (veja vídeo acima). A estudante de medicina veterinária responde presa preventivamente por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas, e meio cruel. Raphael e Joyce eram amigos e trabalharam juntos em um restaurante. “O crime foi praticado por motivo torpe, eis que em razão de ciúme doentio da acusada em relação ao seu namorado, a vítima Raphael. O crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que elas foram colhidas de surpresa, não puderam supor que seriam perseguidas e brutalmente atropeladas, quando resolveram dar uma volta de motocicleta. O meio utilizado foi cruel, ante a violência do abalroamento e a dilaceração dos corpos”, escreveu na denúncia a promotora Daniela Romanelli da Silva. A Justiça já havia convertido a prisão em flagrante dela em preventiva após o crime. Futuramente, irá marcar uma data para a audiência de instrução do caso para decidir se Geovanna deverá ser julgada por um júri popular. Nessa etapa do processo, testemunhas serão ouvidas e a ré, interrogada. Geovanna está detida na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital paulista, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). O g1 entrou em contato com a defesa da motorista nesta terça-feira (13) e aguarda o seu posicionamento. A equipe de reportagem não conseguiu localizar os advogados que defendem os interesses dos familiares de Joyce para comentar o assunto. O advogado Fábio Gomes da Costa, que atua como assistente da acusação pela família de Raphael, disse que espera que Geovanna vá a júri e seja condenada. "Com certeza, ela vai ser pronunciada, ou seja, encaminhada para ser julgada no Tribunal do Júri, nosso famoso júri popular", disse. Câmeras gravaram atropelamento Geovanna Proque está detida preventivamente na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de São Paulo Reprodução Nas imagens das câmeras de segurança, é possível ver o carro dirigido por Geovanna acelerar e bater na traseira da moto pilotada por Raphael. Joyce estava na garupa da motocicleta. A madrasta da estudante, a médica Gabrielle Schneid de Pinho, de 31 anos, estava com a enteada no carro. A mulher foi ouvida como testemunha pela polícia (saiba mais abaixo). Com o impacto, os dois foram arremessados cerca de 30 metros longe e morreram no local, perto da churrascaria onde Raphael trabalhava como gerente. O automóvel guiado por Geovanna ainda atropelou um pedestre, que ficou ferido, e bateu em dois outros veículos estacionados na rua. O homem caiu, bateu as costas e a cabeça e precisou levar pontos. Por esse motivo, a Justiça atendeu o pedido do MP para que a Polícia Civil abra um novo inquérito policial, este para investigar as causas e eventuais responsabilidades da motorista por mais esse atropelamento. A natureza da ocorrência ainda será determinada pela autoridade policial. Em tese, segundo policiais, o caso seria de lesão corporal. Geovanna foi presa em flagrante pela Policia Militar após bater o carro num poste. Ela foi encontrada desorientada numa rua próxima. O que se sabe sobre o caso da jovem presa após perseguir, atropelar e matar namorado e amiga dele em SP Mensagens ameaçadoras Geovanna mandou mensagens de WhatsApp para colega para ameaçar namorado Reprodução/Arquivo pessoal O entendimento da Polícia Civil é de que Geovanna já estava ameaçando o namorado horas antes de atropelar ele. Por volta das 2h de domingo, Raphael estava em um churrasco com amigos na casa dele quando a estudante, que não estava no local, começou a enviar mensagens questionando a presença de mulheres na festa que ela não conhecia. Testemunhas contaram à reportagem que Geovanna mandou mensagens com ameaças por WhatsApp para pessoas na festa, mesmo após afirmarem que essas mulheres eram amigas de Raphael e não tinham envolvimento amoroso com ele. Em uma das mensagens, Geovanna escreveu para uma conhecida que tinha de retirá-las dali "por bem ou por mal". E que, se ela não fizesse isso, ela mesma iria para lá "quebrar ele e tudo que tem aí". As conversas estão no inquérito policial do caso. Logo depois, Geovanna apareceu na casa do namorado acompanhada da madrasta. Raphael, então, vendo que ela insistia em discutir, resolveu dar uma volta de moto. Passou em uma adega perto e deu carona a Joyce. Geovanna saiu de carro logo depois, perseguiu a motocicleta em alta velocidade e atropelou os dois. Segundo testemunhas, depois do ocorrido, ela chegou a dizer a conhecidos: "vai socorrer seu amigo e a vagabunda que eu acabei de matar". O que diz a estudante Geovanna Proque da Silva (ao centro) atropelou e matou o namorado Raphael Canuto da Silva (à esquerda) e Joyce Correa da Silva, amiga dele (à direita) Reprodução/Arquivo pessoal A motorista fugiu do local, mas passou mal e se sentou na calçada de uma rua próxima. Policiais militares a retiraram do local após moradores ameaçarem linchá-la. Segundo a PM, Geovanna ainda falou informalmente aos agentes que havia tomado antidepressivos, mas disse que tinha consciência do que fazia. Depois ela foi levada sob escolta para atendimento médico por conta de ferimentos superficiais no pescoço e braços. No hospital, Geovanna deu outra versão: disse aos médicos que não se lembrava do que ocorreu e que fazia uso de remédios contra depressão desde a adolescência. No entanto, quando foi para a delegacia, ela ficou em silêncio durante o seu interrogatório e indiciamento. A polícia aguarda o resultado dos exames toxicológicos. Gabrielle Pinho, madrasta da jovem, disse em depoimento à polícia, que pediu "incessantemente" para que a enteada parasse o carro que dirigia em alta velocidade. "Desde o momento em que Geovanna passou a perseguir Raphael em alta velocidade, pedi a ela incessantemente que parasse o carro", disse Gabrielle, que é companheira da mãe da acusada. Segundo a Polícia Civil, Geovanna quis matar Raphael e a amiga dele. De acordo com a delegacia que investiga o caso o que ocorreu não foi crime de trânsito, mas assassinato. À esquerda, Citröen preto que estava estacionado na rua também foi atingido pelo impacto; à direita, Citröen prata usado para atropelar namorado e amiga dela Reprodução
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