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    Um tributo à longevidade na dança

    há 3 meses

    Em “Kontakthof”, do repertório da lendária Pina Bausch, nove dos bailarinos originais da montagem de 1978 retornam aos seus papéis Divulgação No próximo mês, Londres será palco de uma série de espetáculos que celebram a longevidade. Trata-se do “Elixir Festival 2026”, que acontece de 7 a 11 de abril e busca mudar a percepção de que a dança é uma expressão artística restrita a corpos jovens. Uma das principais atrações é a encenação de “Kontakthof”, peça emblemática do repertório da lendária Pina Bausch, cuja estreia, em 1978, consolidou seu reconhecimento internacional. Quase cinco décadas depois, a coreógrafa Meryl Tankard – uma das protagonistas da primeira montagem – está à frente do espetáculo, no qual nove dos bailarinos originais retornam aos seus papéis. A produção, intitulada “Kontakthof – echoes of ‘78”, explora uma interação entre o passado e o presente, com a projeção de imagens de antigas apresentações. Bausch definia Kontakthof como “um lugar onde pessoas se encontram em busca de contato. Para se mostrar, para se negar. Com medos. Desejo. Decepções. Desespero. Primeiras experiências. Primeiras tentativas”. Charlotta Öfverholm, coreógrafa e bailarina sueca de renome internacional, também está no festival. Desde que fundou seu grupo, Jus de la Vie – o equivalente a Suco (ou sumo) da Vida – ela criou mais de 30 produções que excursionaram pelo mundo. Em 2015, lançou o Age on Stage (Idade no Palco), um movimento que defende a presença de artistas veteranos nos teatros e no cinema. Outro destaque é a Company of Elders (Companhia dos Anciãos ou Veteranos), criada em 1989 e cujos participantes têm mais de 60 anos. Por fim, Louise Lecavalier, de 67 anos, protagoniza “Danses vagabondes” (“Danças vagabundas”). Principal bailarina da companhia canadense La La La Human Steps nas décadas de 1980 e 90, e colaboradora de David Bowie, ficou conhecida por sua atuação frenética e tecnicamente desafiadora. Louise Lecavalier, de 67 anos, apresenta “Danses vagabondes” (“Danças vagabundas”) Divulgação Professora dá aulas de dança do ventre para idosas
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