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    Trump e Netanyahu tiveram reunião 'positiva e produtiva' na Casa Branca em meio a impasse no Oriente Médio

    10 hours ago

    Zelensky e Netanyahu se reúnem com Trump nos EUA O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se encontrou nesta terça-feira (28) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, o encontro foi considerado "produtivo e positivo". A reunião não foi aberta à imprensa. Depois do encontro, o líder israelense compareceu junto do americano do funeral do senador republicano Lindsey Graham, de origiem judaica. O congressista morreu no último dia 12, em decorrência de uma dissecação da aorta provocada por uma doença cardiovascular arteriosclerótica. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Durante o discurso, Netanyahu afirmou que Graham era "profundamente comprometido com a segurança dos Estados Unidos, com a segurança de Israel e com a luta contínua contra o antissemitismo". "Os Estados Unidos perderam um grande patriota. Israel perdeu um de seus maiores amigos e apoiadores. E eu perdi um querido amigo", disse o premiê israelense. Os encontros acontecem em um momento de divergências entre Washington e o governo israelense sobre os rumos dos conflitos no Oriente Médio e em meio a um acirramento sobre na guerra entre Ucrânia e Rússia. Segundo a Casa Branca, Trump e Netanyahu discutiram a guerra na Faixa de Gaza, a situação regional após o conflito com o Irã e a presença militar israelense em Gaza, no Líbano e na Síria. Mais cedo, Trump se reuniu a portas fechadas com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Com ele, o foco são as novas propostas para um cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia. O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Reprodução: X (@IsraeliPM) Divergências sobre o Oriente Médio A visita de Netanyahu ocorre em meio a sinais de desgaste na relação entre os dois líderes. Desde que Trump voltou à Casa Branca, eles já se encontraram seis vezes e mantiveram uma aliança próxima. Nos últimos meses, porém, surgiram divergências sobre a condução da guerra contra o Irã e sobre a estratégia americana para reduzir as tensões na região. O principal ponto de atrito é a pressão do governo americano para que Israel reduza sua presença militar nas regiões conflagradas. Netanyahu afirma que não pretende retirar as tropas enquanto o Hamas não estiver completamente desarmado. Ao mesmo tempo, o governo israelense aprovou a criação de uma força internacional de estabilização na Faixa de Gaza. O plano prevê o envio inicial de cerca de 200 militares de países parceiros para proteger uma zona humanitária em Rafah, no sul do território palestino. Apesar disso, Israel diz que continuará mantendo tropas na região. LEIA TAMBÉM Baixo estoque de mísseis Patriot pesou na decisão de Trump para pausar ataques ao Irã, diz imprensa dos EUA Países europeus e Japão doam US$ 1 bilhão para recuperação de Gaza Trump diz que está pronto para ação militar 'mais forte' se negociação com Irã falhar A guerra em Gaza já se estende desde outubro de 2023, quando o Hamas atacou o sul de Israel. Desde então, o Exército israelense realiza operações militares no território palestino. As negociações por um cessar-fogo seguem sem acordo definitivo. Outro tema da reunião será o Irã. Após a guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos contra o país, em fevereiro deste ano, Washington e Tel Aviv passaram a divergir sobre a estratégia para impedir que Teerã avance em seu programa nuclear. Enquanto Trump tem defendido uma solução negociada, Netanyahu continua defendendo a manutenção da pressão militar. Trump é chamado de 'protetor de pedófilo' durante comício Ocidente em linha com a Ucrânia O encontro entre Trump e Zelensky acontece enquanto Estados Unidos e Ucrânia discutem uma nova proposta de cessar-fogo para apresentar à Rússia. Segundo autoridades dos dois países, a ideia é retomar as negociações de paz após tentativas anteriores terem sido rejeitadas por Moscou. A reunião também ocorre em um momento de dificuldades para a defesa aérea ucraniana. Kiev afirma que enfrenta escassez de mísseis Patriot, usados para interceptar mísseis balísticos russos. Parte dos estoques americanos foi consumida durante a guerra entre Israel e Irã, o que reduziu a disponibilidade desse armamento. LEIA TAMBÉM Mais avançado do mundo e 'provocação' à Rússia: conheça o Patriot, sistema de defesa aérea que Trump vai enviar à Ucrânia Milhares de ucranianos vão às ruas em protesto à demissão de ministro da Defesa por Zelensky VÍDEO: a bordo de avião soviético, soldado ucraniano 'bom de mira' derruba drones russos utilizando apenas um fuzil Na semana passada, durante uma reunião da Otan, Trump anunciou que pretende conceder à Ucrânia uma licença para produzir localmente os armamentos deste tipo. Segundo o presidente americano, Washington também deve compartilhar a tecnologia necessária para ampliar a fabricação das munições. Em paralelo, o país do leste europeu também deve contar com o sistema britânico de guerra eletrônica conhecido como "Stone Cloak" ("Manto de Pedra"). O Reino Unido anunciou na últia segunda (26) que compartilhará a tecnologia com a Ucrânia para permitir a produção em larga escala do equipamento. O sistema dificulta que drones ucranianos sejam detectados pelas defesas aéreas russas, aumentando as chances de atingir alvos militares e reduzindo perdas no campo de batalha. O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta enquanto discursa sobre a economia no Campo de Provas da General Motors em Milford, Michigan, EUA REUTERS/Carlos Osorio
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