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    Trump diz que pode enviar Forças Armdas à Minnesota caso protestos continuem

    12 hours ago

    Protestos em Minneapolis, nos EUA, após imigrante ser baleado por agentes do ICE O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (15) que, caso os protestos no estado de Minnesota continuem, invocará a Lei de Insurreição para o estado. O mecanismo autoriza o governo a fazer uso das Forças Armadas dentro de solo norte-americano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que agitadores profissionais e insurgentes ataquem os Patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, instituirei a Lei de Insurreição", escreveu Trump em sua rede social Truth Social. Um homem foi baleado na perna na noite de quarta-feira (14) durante uma operação federal de fiscalização de imigração no norte de Minneapolis. Segundo autoridades federais, o agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) foi atacado com uma pá e uma vassoura e, por isso, efetuou o disparo. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) informou que, após o confronto, o homem — um cidadão venezuelano que estava ilegalmente nos Estados Unidos — fugiu dirigindo, bateu o carro em outro veículo estacionado e, então, escapou a pé. Após os policiais chegarem até o homem, outras duas pessoas viram a cena, se aproximaram e os três começaram a atacar o policial, ainda de acordo com o DHS. "Temendo por sua vida e segurança ao ser emboscado por três indivíduos, o policial disparou um tiro em legítima defesa para proteger sua vida", informou o departamento. As duas pessoas que teriam agredido o policial estão sob custódia, segundo as autoridades federais. O agente agredido e o venezuelano baleado foram hospitalizados. A cidade de Minneapolis afirmou na plataforma de mídia social X que estava "ciente de relatos de um tiroteio envolvendo agentes da lei federais no norte de Minneapolis". Após o ocorrido, ao menos 100 pessoas se reuniam perto do local, segundo o jornal The New York Times. Um grupo deles teria gritado com os policiais de Minneapolis que bloqueavam a rua, exigindo a prisão dos agentes federais. Ainda de acordo com o jornal, os policiais se retiraram e, ao saírem, dispararam pelo menos duas bombas de gás lacrimogêneo. Um manifestante disparou vários fogos de artifício em direção aos agentes do ICE e seus carros que estavam em retirada. Agentes federais de imigração disparam balas de pimenta enquanto gás lacrimogêneo é lançado no local de um suposto tiroteio na quarta-feira AP/John Locher Mulher morta por agente do ICE Minneapolis tem mais um dia de protestos após mulher ser morta por agente do ICE O caso ocorreu na mesma cidade em que uma cidadã americana foi morta a tiros, também por um agente do ICE, na última semana. De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), a mulher de 37 anos tentou avançar com o carro contra agentes do ICE durante uma operação. Horas depois, ela foi identificada como Renee Nicole Good, de 37 anos. Uma porta-voz do departamento afirmou que um servidor disparou ao se sentir ameaçado. Em uma rede social, o senador estadual Omar Fateh disse que testemunhas informaram que agentes federais impediram um médico de tentar socorrer e reanimar a mulher. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a atuação dos agentes federais. Desde o caso, manifestantes se reúnem diariamente na cidade para protestar contra o ICE. O caso representa uma escalada nas operações de imigração realizadas pelo governo Trump em grandes cidades americanas. Segundo autoridades, esta é ao menos a quinta morte registrada em ações desse tipo em diferentes estados desde 2024. Mineápolis e a vizinha St. Paul estão em estado de alerta desde que o DHS anunciou, na terça-feira (6), o início de uma grande ofensiva migratória na região.
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