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    Trump diz que discutirá venda de armas a Taiwan e guerra no Irã com Xi Jinping em visita à China

    4 weeks ago

    Presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa Branca em 11 de maio de 2026. REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (11) que vai discutir a questão de Taiwan e a guerra no Irã com o presidente chinês, Xi Jinping, durante visita oficial à China nesta semana. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trump afirmou que discutirá com Xi a venda de armamentos a Taiwan —ação do governo dos EUA que irritou Pequim nos últimos meses. Ele acrescentou que "Taiwan sempre aparece durante as conversas com a China", e que o próprio líder chinês é o mais propenso a mencionar a ilha separatista. "Vou ter essa conversa com o presidente Xi. O presidente Xi gostaria que não fizéssemos isso (a venda de armas para Taiwan). Esta é uma das muitas questões sobre as quais vamos conversar", disse Trump a repórteres durante evento na Casa Branca. A fala ocorreu dias antes de Trump viajar à China. Ele fará uma visita oficial de três dias ainda nesta semana, entre quarta (13) e sexta-feira (15), ao presidente Xi Jinping na capital Pequim. O presidente norte-americano disse também que discutirá com Xi a guerra no Irã, tema que tem causado atritos entre Washington e Pequim por conta do fechamento do Estreito de Ormuz no Oriente Médio, o que impactou as exportações do país. A visita de Trump, inclusive, ocorrerá em um momento de impasse entre os EUA e o Irã nas negociações para encerrar o conflito. Além disso, a China é um dos principais aliados do regime iraniano e já fez repúdios públicos aos EUA por conta do conflito, o que deve acrescentar uma certa tensão no encontro. Apesar disso, Trump alega ter boas relações com seu homólogo chinês e diz que Xi é seu amigo. O governo chinês, por sua vez, afirmou nesta segunda que Trump e Xi Jinping terão "discussões aprofundadas sobre questões importantes relacionadas às relações sino-americanas e à paz e ao desenvolvimento globais", sem mencionar explicitamente o Irã. Pequim também falou em "trabalhar juntos e em pé de igualdade" com os EUA. Outro fator que ficará de pano de fundo durante a visita é que os EUA tratam a China como seu maior adversário no mundo para os próximos anos, segundo um documento oficial divulgado pelo governo Trump em janeiro. Segundo Trump, acordos comerciais também estarão em pauta, entre eles negociações no setor de energia. Além disso, os CEOs da Apple, Boeing, Citi, Tesla, Meta e outras empresas o acompanharão durante a visita à China, disse uma autoridade da Casa Branca à agência de notícias Reuters.
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