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    Trump diz que deve se encontrar com líder supremo do Irã 'em algum momento'

    10 hours ago

    Trump pede novos ajustes ao acordo de cessar-fogo com o Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã "concordou em não ter armas nucleares" e anunciou que gostaria de conhecer o líder supremo iraniano, o aiatolá Motjaba Khamenei, em entrevista a um podcast nesta quarta-feira (3). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em meio a um momento tenso nas negociações entre os dois países, com várias violações do cessar-fogo de ambos os lados, Trump disse que Khamenei está envolvido nas negociações do acordo de paz e que eles irão se ver "em algum momento". "Ele está envolvido, com certeza. Acho que eles têm muito respeito por ele. Gostaria de conhecê-lo. Provavelmente nos encontraremos em algum momento, dependendo de como tudo se desenrolar", declarou. O presidente norte-americano se mostrou otimista com o andamento das conversas entre os dois países. Falou que "a situação está evoluindo rapidamente": "O Irã é um grande sucesso. Veremos o que acontece. Estamos trabalhando em um acordo, e se isso acontecer, ótimo. Se não acontecer, tudo bem também. Faremos de outra maneira". Apesar das declarações de Trump, pouco antes, o conselheiro militar de Khamenei, Mohsen Rezaei, fez um post na rede social X que aparentemente contradiz suas declarações. Após bombardeios dos EUA a um petroleiro iraniano e à ilha iraniana de Qeshm, que desencadearam ataques retaliatórios do Irã contra o Kuwait e o Bahrein, nesta quarta, Rezaei fez ameaças: "Cada tiro disparado e cada ataque serão respondidos com uma enxurrada de mísseis e drones. O agressor será punido rapidamente". A grande ofensiva que Israel vem fazendo no Líbano também é um grande ponto de discordância entre os dois países. Questionado sobre a conversa que teve por telefone com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta terça-feira (2), o presidente norte-americano disse que não está satisfeito com o conflito e admitiu que ter falado com o aliado em "termos agressivos". "Não diria que fiquei com raiva. Fiquei um pouco incomodado com as constantes brigas dele com o Líbano, sabe?", respondeu Trump. Donald Trump e Mojtaba Khamenei Chip Somodevilla/via Reuters; Hamed Jafarnejad/ISNA/WANA/Reuters O vai e vem das negociações de paz Há dois dias, na segunda-feira (1º), Trump falou que os EUA e o Irã deveriam chegar a um acordo para estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz na próxima semana em entrevista à emissora ABC News. Trump disse que conseguiu contornar um contratempo, após o Irã ameaçar suspender as negociações por causa da troca de ataques entre Israel e o grupo extremista Hezbollah, no Líbano. Ainda segundo o presidente, as conversas com o Irã estão em "ritmo rápido". "Então, conversei com o Hezbollah e disse para não dispararem, e conversei com Bibi [o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu] e disse para não dispararem, e ambos pararam de atacar um ao outro", disse. O Irã condicionou qualquer trégua com os Estados Unidos à implementação de um cessar-fogo efetivo no Líbano. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, disse nesta segunda-feira que o fim dos ataques é essencial para as negociações de paz. "Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo destinado a acabar com a guerra". O porta-voz também acusou os EUA de continuarem violando o cessar-fogo com Teerã. Segundo ele, o Irã não hesitará em adotar todas as medidas que considerar necessárias para defender a segurança nacional. Irã e Estados Unidos estão em cessar-fogo desde 7 de abril. Os dois países chegaram a trocar ataques pontuais nas últimas semanas. Enquanto isso, o Estreito de Ormuz — por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo — continua fechado para navegação. O principal ponto de disputa nas negociações atuais é o programa nuclear iraniano. Os Estados Unidos exigem que Teerã se comprometa a nunca desenvolver armas nucleares. Já o Irã afirma que o tema não está em discussão no momento. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
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