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    Trump dará mandato de 3 anos no 'conselho de paz' ou cargo vitalício para quem doar US$ 1 bilhão, diz agência; Lula foi convidado

    9 hours ago

    Lula é convidado por Trump para integrar 'conselho de paz' em Gaza O projeto de estatuto do conselho de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, prevê mandato de três anos para os membros, exceto para aqueles que contribuírem com US$ 1 bilhão em dinheiro vivo. Trump anunciou ontem a criação do conselho, um elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para encerrar a guerra no território palestino. "Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar", ressaltou, ao fazer o anúncio nas redes sociais. Lula convidado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu um convite do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do chamado "conselho da paz" para Gaza. Lula ainda não aceitou o convite. Lula só deve avaliar se aceita ou não participar do conselho na próxima semana, segundo fontes com conhecimento sobre o assunto. Além disso, o governo brasileiro só deve se manifestar oficialmente sobre o convite do presidente norte-americano após Lula decidir se deve ou não aceitá-lo. 🌎 Também neste sábado, o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou ter sido convidado. Ao compartilhar uma imagem da carta-convite, Milei escreveu no X que será "uma honra" acompanhar a iniciativa presidida pelo próprio Trump e integrada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. 👉🏽 Os outros integrantes convidados são: o empresário bilionário americano Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional. Já o presidente americano vai presidir o órgão. Segundo a Casa Branca, o conselho de paz vai discutir questões como "fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital". O presidente americano também designou nesta sexta-feira o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) em Gaza, que terá a missão de manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder ao Hamas. Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN em Kuala Lampur, Malásia. Ricardo Stuckert/Presidência da República O que está em jogo para Lula? Desde o início do conflito, em outubro de 2023, Lula tem reiterado críticas às operações militares de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro defende um cessar-fogo imediato e a criação de um Estado palestino. A posição, registrada em discursos, entrevistas e manifestações em fóruns internacionais, se choca com o convite feito por Trump, apoiador de Israel. Esse histórico de declarações pode colocar Lula em uma situação diplomática delicada diante do convite de Trump. Caso aceite integrar o conselho de paz, o presidente brasileiro poderá ser cobrado por coerência com as críticas que fez ao papel de Israel em Gaza, uma vez que a iniciativa é conduzida pelos Estados Unidos, principal aliado do governo israelense. Além disso, o conselho não está vinculado diretamente à Organização das Nações Unidas (ONU), fórum que o Brasil costuma defender como central para a mediação de conflitos. 👉🏽 Por outro lado, uma eventual recusa ao convite também pode gerar custos diplomáticos. Trump preside o colegiado e tem buscado apoio internacional para legitimar a iniciativa. Lula pode desagradar o presidente norte-americano ao não aceitar o convite – de quem ensaia aproximação desde as negociações do tarifaço para produtos brasileiros exportados para os EUA. Além disso, setores da comunidade internacional podem criticar o Brasil caso o país se recuse a integrar um fórum voltado à reconstrução de Gaza, especialmente diante do discurso histórico do governo brasileiro de defesa do multilateralismo, da paz e da mediação diplomática.
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