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    Trump chama guerra no Oriente Médio de 'pequena incursão', descarta envio de tropas terrestres e diz que conflito terminará logo

    2 months ago

    Pentágono quer US$ 200 bilhões para guerra no Irã Em Washington, o presidente Donald Trump minimizou os efeitos econômicos da guerra; disse que o impacto é passageiro. Mas o Pentágono foi em direção contrária: pediu ao Congresso americano mais dinheiro para a guerra: US$ 200 bilhões. No 20º dia do conflito, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fez um balanço: afirmou que o Irã não tem mais capacidade de enriquecer urânio, nem de construir mísseis balísticos. Sobre uma mudança de regime, disse: "É cedo demais para dizer se os iranianos sairão às ruas. Não se faz uma revolução pelo ar”. O balanço do secretário de Guerra americano foi de que os Estados Unidos estão vencendo a guerra. Mas ele quer mais verba, justamente para continuar a ofensiva: "É preciso dinheiro para matar os bandidos", afirmou. Segundo o jornal “Washington Post”, o pedido ao Congresso deve ser de US$ 200 bilhões - adicional ao orçamento de quase US$ 840 bilhões do Pentágono em 2026. Trump foi para a guerra sem pedir autorização do Congresso. Muitos parlamentares questionam os motivos e a estratégia, e devem protestar à liberação de mais dinheiro. O líder da oposição no Senado, o democrata Chuck Schumer, já falou que o valor é inaceitável. Em ano de eleição legislativa, parlamentares também temem os efeitos do conflito no bolso dos eleitores. Nessas três semanas de guerra, o preço da gasolina subiu quase um dólar por litro no país. Para conter a alta, nesta quinta-feira (19), o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que está considerando algo impensável antes da guerra: retirar as sanções do petróleo iraniano. Justamente o que sempre foi uma das principais demandas do Irã em negociações com os Estados Unidos. A estratégia dos americanos agora é que, escoando 140 milhões de barris de petróleo inimigo para países asiáticos - o suficiente para até 14 dias de suprimento -, o preço do barril caia no mercado internacional. Mas isso também cria receita para o Irã. Trump chama guerra no Oriente Médio de 'pequena incursão', descarta envio de tropas terrestres e diz que conflito terminará logo Jornal Nacional/ Reprodução Na Casa Branca, o presidente minimizou o impacto na economia global como passageiro. Donald Trump chamou a guerra de "pequena incursão", descartou o envio de tropas terrestres, repetiu que estão adiantados no cronograma e que a guerra vai terminar em breve. Ao lado da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, Trump afirmou que os Estados Unidos não precisam da ajuda do Japão e de ninguém, mas que seria apropriado que assumissem a responsabilidade. Perguntado por que não consultou os aliados sobre a guerra, o presidente fez uma comparação: "Nós queríamos surpresa. Quem entende mais de surpresa do que o Japão? Por que vocês não me contaram sobre Pearl Harbor?". Foi uma referência ao ataque surpresa do Japão contra a base naval americana no Havaí, durante a Segunda Guerra Mundial, que matou quase 1,5 mil americanos. Trump disse ainda que avisou o primeiro-ministro de Israel para não atacar a infraestrutura energética do Irã: "Ocasionalmente, ele faz alguma coisa e, se eu não gostar, simplesmente não fazemos mais aquilo", disse. No marco dos 20 dias de guerra, esse tem sido o foco dos ataques. Na quarta-feira (18), Israel bombardeou o maior campo de gás natural do mundo, no sul do Irã, considerado o coração da infraestrutura energética iraniana. Na resposta, o regime dos aiatolás coordenou ataques contra estruturas de gás e petróleo em toda a região. Foram alvos: a refinaria Samref, na Arábia Saudita; a mina Abdullah, no Kuwait; e uma refinaria em Haifa, em Israel. De manhã, uma imagem impressionante da guerra: um repórter e um cinegrafista do canal de notícias russo RT quase foram atingidos por um míssil de Israel no sul do Líbano. Os dois ficaram feridos. Desde o início da guerra, mais de mil pessoas foram mortas no Líbano. O Irã registrou mais de 1,4 mil mortes e Israel, 18. LEIA TAMBÉM Guerra entra em nova fase com ataques a instalações de energia; veja locais bombardeados e reação de Trump Após disparada do petróleo, países europeus e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz Petróleo em alta encarece diesel e gasolina; veja como guerra pesa no bolso do brasileiro Quais países poderão lucrar com a guerra no Irã — e quais serão os mais atingidos? Governo corre contra o tempo para evitar uma ‘crise do diesel’ ainda maior Premiê do Catar diz que ataque do Irã a polo de gás tem 'impacto significativo' no fornecimento global de energia
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