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    Tremor de magnitude 2,8 registrado no TO é relativamente comum no país, diz RSBR

    10 hours ago

    Tremor de terra é registrado no sul do estado O tremor de terra de magnitude 2,8 registrado entre Cariri do Tocantins e Gurupi, na região sul do estado, na madrugada da última quinta-feira (21), não teve relatos de moradores. Segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), tremores de baixa magnitude, como o registrado no interior do estado, são relativamente comuns e ocorrem quase todas as semanas em diferentes regiões do país. O sismo foi analisado pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). A RSBR, responsável pelo monitoramento, é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) e conta com o apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp De acordo com especialistas da RSBR, tremores de baixa magnitude ocorrem quase todas as semanas em diferentes regiões do Brasil e, em muitos casos, passam despercebidos pela população. No registro recente, não houve relatos de moradores que tenham sentido o tremor, nem registros de danos na região. Apesar da baixa intensidade, o Tocantins já chegou a registrar um tremor de magnitude 3,4, com duração de 45 segundos, em dezembro de 2022, no município de Talismã, no sul do estado. Esse abalo é considerado o mais forte até então registrado no estado. Na época, moradores relataram um barulho semelhante ao de um trovão, seguido de vibrações que fizeram portas, janelas e o chão tremerem. LEIA MAIS: Tocantins registrou 28 tremores de terra nos últimos 10 anos; veja qual foi o mais forte Tremor de terra de magnitude 2,8 é registrado no interior do TO, diz rede sismográfica Dor e propósito: quem é o estudante de medicina que viralizou com homenagem aos pais que sobreviveram ao câncer Outro evento que chamou atenção ocorreu em agosto de 2019, quando um tremor de magnitude 3,1 foi registrado em Ipueiras. O abalo também foi sentido em cidades vizinhas, como Santa Rosa do Tocantins e Silvanópolis. Segundo relatos, a sensação foi semelhante à passagem de um caminhão pesado. O tremor foi registrado na madrugada desta quinta-feira (21) Divulgação/Rede Sismográfica Brasileira Entenda os riscos e a percepção do tremor Embora assustem, tremores com magnitude abaixo de 4,0 dificilmente causam rachaduras ou estragos em casas, mesmo nas mais simples. Bruno Collaço explica que a população começa a sentir os abalos a partir da magnitude 2,5, percebendo vibrações, barulhos ou objetos se movendo. No entanto, a força do tremor não é suficiente para derrubar prédios. “Contudo, os sismos são fenômenos impossíveis de prever e não dá para dizer se as magnitudes podem aumentar. Por isso, contamos também com a contribuição da população, que pode reportar tremores sentidos por meio da nossa plataforma, o que ajuda no monitoramento”, afirma Bruno Collaço. Segundo o especialista, o Tocantins está localizado no centro de uma placa tectônica (o bloco de rocha que forma o continente), o que garante mais segurança do que em países como Japão ou Chile, que ficam nas bordas dessas placas. No centro, os tremores costumam ser mais raros e mais fracos. Mesmo assim, o risco não é zero. “Em 1955, o Brasil registrou um tremor de magnitude 6,2. O fato mostra que abalos mais fortes podem acontecer no país, mesmo longe das bordas das placas tectônicas”, informa o sismólogo. Engenharia e normas brasileiras A engenharia civil praticada no Brasil é considerada resistente aos níveis de sismos registrados habitualmente no Tocantins. O estado encontra-se em uma zona de perigo baixo a moderado, conforme as diretrizes da norma ABNT NBR 15421, que regulamenta projetos de estruturas resistentes a sismos. “O maior problema são as habitações populares e construções informais, que não foram projetadas com essas exigências em mente. Em um cenário de um eventual sismo de maior magnitude, essas construções ficariam vulneráveis, como já ocorreu antes no Ceará, em Minas Gerais e no Rio Grande do Norte”, conclui o especialista. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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