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    Testemunhas dizem que mulher que morreu queimada em terreiro no Rio não foi socorrida

    6 hours ago

    Caroline Pinto dos Santos Redes sociais Testemunhas ouvidas na investigação da morte de Caroline Pinto dos Santos, que morreu depois de ter o corpo 65% queimado em uma cerimônia em um terreiro de candomblé na Zona Oeste do Rio, disseram que Gabriel Pimentel, marido da yalorixá Thayane Alves, não prestou socorro à vítima. Gabriel aparece em imagens do momento do incêndio despejando etanol em uma cumbuca, que já estava pegando fogo. O proprietário do terreiro, Anderson Bruno de Andrade Júnior, alegou em depoimento à 33ª DP (Realengo) que Thayane não informou que usaria materiais inflamáveis. Família de mulher morta queimada em terreiro no Rio questiona uso de fogo Ele ainda alegou que Gabriel foi alertado e proibido de usar o galão contendo etanol no ritual. No entanto, Gabriel se aproveitou de uma distração e jogou o conteúdo no recipiente próximo a Caroline, causando a explosão. Acidente com fogo em terreiro que matou mulher no Rio Reprodução Uma das testemunhas também afirmou que acredita que Thayane queria filmar o momento do ritual para postar nas redes sociais. Segundo o depoimento do proprietário do terreiro, Gabriel foi buscar o material no carro a mando de Thayane. A irmã de Caroline, Carina, disse em depoimento que sua irmã confirmou que Gabriel não prestou socorro e que a vítima não sabia que haveria fogo durante a gira. Por fim, a vítima disse à irmã que precisou usar um lençol para apagar as chamas do próprio corpo. A família de Caroline questionou o uso de fogo em um ambiente fechado, e pediu justiça. Um irmão de santo de Caroline, que a levou até o hospital, disse que não há no terreiro trabalhos que envolvam a utilização de materiais inflamáveis. Vídeo mostra momento do incêndio Mulher morre após sofrer queimaduras em incêndio em terreiro de candomblé no RJ Um vídeo (veja acima) mostra que Gabriel Pimentel se aproxima de uma cumbuca que estava com fogo e adiciona mais combustível. Segundo a família, ele é esposo da yalorixá Thayane Alves, que era responsável religiosa de Caroline. A filmagem mostra o desespero dos religiosos, que correm e começam a gritar por água para apagar o fogo. No momento em que o homem adicionou combustível, as chamas subiram intensamente e atingiram a vítima, que teve o corpo queimado e foi levada para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz. Caroline faleceu na quinta-feira (9) e o corpo foi sepultado no último sábado (11) no Cemitério Jardim da Saudade de Paciência. Caroline deixa três filhas, uma de 16, outra de 10 e a caçula de 5. Uma das filhas dela escreveu nas redes sociais: "mãe, você sempre será minha saudade eterna". "Minha irmã é uma pessoa maravilhosa. Ela não fez mal pra ninguém. Sempre foi muito alegre. Sempre foi muito animada em tudo. Gostava de farra, unir família pra fazer farra, curtir, se divertir, sempre foi louca. Minha irmã é assim. Era de muita fé. Era uma pessoa de muita fé, eu que perdi toda fé que eu tinha, isso não é normal, só quero justiça", completa. Caroline Pinto dos Santos Arquivo pessoal 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. O que dizem os citados Thayane Alves, que afirma ser mãe de santo, dentro do candomblé chamada de yalorixá, publicou uma nota de esclarecimento no Instagram e depois desativou as redes sociais. No posicionamento, ela ressalta que o babalorixá Anderson, que comanda o terreiro, não teve a ver com o uso de combustível nem era responsável pela vida religiosa de Caroline. Caroline Pinto dos Santos Redes sociais A mulher diz ainda que “o ritual religioso realizado na ocasião possuía caráter estritamente particular, sendo conduzido exclusivamente por mim e por meu esposo”. Na nota, ela classifica a situação como um “acidente de natureza inesperada e imprevisível” e que “trata-se de um fato profundamente lamentável, cuja ocorrência não era prevista”. O caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande) e foi encaminhado para a 33ª DP (Realengo), que segue investigando o caso. Mulher morre 25 dias depois de sofrer queimaduras em incêndio em terreiro de candomblé na Zona Oeste do Rio Reprodução
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