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    Tenente-coronel suspeito de matar mulher é preso; ele também é réu por fraudar cena do crime e simular suicídio

    há 3 meses

    Corregedoria prende tenente-coronel da PM acusado de matar esposa e simular suicídio Em São Paulo, foi preso nesta quarta-feira (18) o tenente-coronel da PM acusado de matar a mulher. Um mês depois da morte de Gisele Alves Santana, a Corregedoria da PM levou o marido dela preso, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. No pedido de prisão que fez à Justiça Militar, o corregedor afirmou que o disparo que matou Gisele saiu da arma do tenente-coronel. Ela foi encontrada com um tiro na cabeça, no apartamento em que o casal morava, no Centro de São Paulo. O caso foi registrado como suicídio, depois passou a ser investigado também como morte suspeita. A Polícia Técnico-Científica fez 24 laudos e concluiu que Gisele foi assassinada. Os peritos analisaram a foto de Gisele caída na sala e concluíram que ela foi deixada naquele lugar depois de ferida. Segundo a Corregedoria, isso contradiz a versão de Neto de que não teria mexido na esposa. Ao analisar as marcas de sangue e os arranhões no rosto de Gisele, os peritos também constataram que o agressor estava atrás dela e que, com uma das mãos, ele segurou o rosto dela e, com a outra, atirou. Ainda segundo a perícia, ele colocou a arma na mão direita dela. Tenente-coronel suspeito de matar mulher é preso; ele também é réu por fraudar cena do crime e simular suicídio Jornal Nacional/ Reprodução No pedido de prisão, os corregedores também citaram mensagens trocadas pelo casal. No dia 6 de fevereiro, Gisele escreveu para o marido: “Você enfiou a mão na minha cara ontem. Gritou comigo hoje”. Dois dias antes da morte dela, o tenente-coronel escreveu: “Lugar de mulher é em casa cuidando do marido e não na rua caçando assunto”. O tenente-coronel Neto vai responder por feminicídio e fraude processual. Ele está em um presídio da Polícia Militar. O Ministério Público de São Paulo alegou que a morte ocorreu fora do ambiente militar e que os dois não estavam a trabalho no momento do crime. Por isso, os promotores argumentam que o caso deve ser julgado na Justiça comum - que nesta quarta-feira (18) também decretou a prisão do tenente-coronel Neto. Mais cedo, ao ser interrogado, ele falou que é inocente e mais uma vez disse que Gisele se matou.
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