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    TCE-RJ dá cinco dias para Estado explicar contratos da obra do Hospital de Oncologia de Nova Friburgo

    há 14 horas

    Obra do Hospital de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou que a Secretaria de Estado de Saúde apresente, no prazo de cinco dias úteis, esclarecimentos sobre os contratos relacionados à construção do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. A decisão foi assinada pelo conselheiro-relator Thiago Pampolha após o recebimento da representação apresentada pelo vereador Pedro Duarte (PSD), que aponta possíveis irregularidades na execução da obra e questiona sucessivos aditivos contratuais, atrasos e aumento dos custos do empreendimento. Na decisão, o relator determinou que o secretário estadual de Saúde encaminhe documentos e informações para demonstrar a regularidade dos Contratos nº 030/2022, firmado para concluir a unidade, e nº 018/2025, destinado a uma reforma complementar do hospital. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. O TCE também determinou que a Secretaria disponibilize no Portal da Transparência todos os documentos referentes aos contratos e seus aditivos, além de regularizar o envio das informações do Contrato nº 018/2025 ao Sistema Integrado de Gestão Fiscal (SIGFIS). Após o envio das informações pelo Estado, o processo será encaminhado à área técnica do Tribunal, que irá analisar a representação, o pedido de tutela provisória e, posteriormente, o mérito da denúncia. Em seguida, os autos também serão remetidos ao Ministério Público Especial junto ao TCE-RJ. Relembre o caso A decisão do Tribunal ocorre poucos dias após o g1 revelar o conteúdo da representação encaminhada ao TCE-RJ, segundo a qual a construção do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula cerca de 14 anos entre o anúncio do projeto e a previsão de entrega da unidade. De acordo com o documento, o primeiro investimento para implantação do hospital foi anunciado em 2012, com previsão de conclusão em 2014. Desde então, a obra passou por três contratos com empresas diferentes. Na representação enviada ao TCE, o aumento citado é de 23,1% no Contrato nº 030/2022, que passou de R$ 50.662.699,12 para R$ 62.370.755,34. Em termos simples, isso significa que esse contrato ficou cerca de R$ 11,7 milhões mais caro. Esse é o percentual que aparece expressamente na representação. Já o índice de 27% foi usado em um release do vereador ao comparar o valor originalmente anunciado para a obra em 2012, de R$ 58,8 milhões, com a estimativa atual de cerca de R$ 74,5 milhões, considerando toda a trajetória do empreendimento e os diferentes contratos. A representação aponta que o principal contrato da obra, firmado em 2022 para concluir a unidade, previa execução em 365 dias. No entanto, recebeu oito termos aditivos, fazendo com que o prazo passasse para 1.275 dias — um acréscimo de 910 dias. O documento também questiona um segundo contrato, assinado em 2025 para executar uma reforma complementar no hospital. Esse contrato teve quatro aditivos, ampliando o prazo de 180 para 420 dias e elevando o valor de R$ 8,7 milhões para R$ 11,2 milhões. Segundo a representação, esse segundo contrato prevê uma cláusula de compartilhamento de riscos para correção de serviços não executados ou realizados com falhas na etapa anterior. Para o autor da representação, a previsão pode ter transferido ao poder público custos que deveriam ser assumidos pela empresa responsável pela obra original. Outro ponto levantado é uma suposta divergência no pedido de emissão do atestado de execução da obra apresentado pela empresa contratada, situação que, segundo o documento, impediria o encerramento regular do contrato. Com base nesses apontamentos, o vereador pediu ao Tribunal de Contas que realize auditoria nos contratos, apure as causas dos atrasos, investigue a legalidade do segundo contrato e suspenda a emissão definitiva do atestado de execução até a conclusão das investigações. O Governo do Estado informou anteriormente que as obras estão em fase de aceite definitivo e mantém a previsão de entrega da unidade para outubro de 2026. À época, porém, não respondeu aos questionamentos específicos feitos pelo g1 sobre os sucessivos aditivos, o aumento dos custos da obra e os demais apontamentos levantados na representação. O g1 voltou a procurar a Secretaria de Estado de Saúde para comentar a decisão do Tribunal e aguarda posicionamento. A reportagem será atualizada assim que houver resposta. Obra do Hospital de Oncologia de Friburgo atrasa 14 anos Divulgação Governo do Estado do Rio de Janeiro
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