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    Suspeito de esfaquear mulher em academia vai responder por infração não dolosa em MS

    3 days ago

    Delegacia de Atendimento à Mulher em Ponta Porã (MS). Divulgação O g1 teve acesso ao documento da Justiça estadual que decidiu desclassificar o crime de tentativa de feminicídio contra uma mulher esfaqueada em academia de Ponta Porã. O caso aconteceu em agosto do ano passado, quando Rodney Oliveira Dopekevicius entrou no estabelecimento e agrediu a mulher, que é personal trainer. O suspeito estava sendo investigado por tentativa de feminicídio, mas 13 de novembro do ano passado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) entendeu que não houve tentativa do homem em matar a mulher e classificou o crime como “infração não dolosa contra a vida”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Vídeos em alta no g1 Conforme a decisão, a desclassificação da tentativa de feminicídio aconteceu “em razão da ausência de requisitos autorizadores”. Com isso, a prisão de Rodney também foi revogada e o homem foi solto no mesmo mês. “Da prova oral, extrai-se que não é possível determinar que o réu agiu com intenção de matar a vítima. O réu desferiu um único golpe contra a vítima, que provocou uma lesão de natureza leve, conforme o laudo pericial”, cita o documento assinado pela juíza Thielly Dias Alencar Pitthan. O suspeito foi preso em agosto de 2025, em Pedro Juan Caballero, após agredir a mulher. Relembre o caso Conforme boletim de ocorrência da época, a mulher é personal trainer e estava trabalhando quando o suspeito chegou ao local, por volta das 14h, questionou a vítima sobre onde estaria seu celular e, na sequência, a atacou a golpe de faca na região da garganta. A vítima conseguiu correr até o banheiro da academia e foi socorrida por duas alunas. Um dos sócios do estabelecimento acionou o Corpo de Bombeiros, que prestou os primeiros atendimentos, conforme consta no registro policial. Histórico de agressões À época, a vítima contou aos policiais que já enfrentou outros episódios de violência do companheiro que, segundo ela, apresenta agressividade e ciúme excessivo. Puxões de cabelo, estrangulamentos, empurrões e xingamentos estão entre as agressões relatadas pela mulher, quando foi atendida pelos policiais.
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