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    Supermercado é condenado por chamar funcionária com deficiência auditiva de 'surdinha'

    há 3 meses

    Juizado do Trabalho de Sorocaba (SP) Google Street View/Reprodução Uma rede de supermercados de Sorocaba (SP) foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 21,2 mil de indenização por danos morais a uma operadora de caixa com deficiência auditiva. Segundo a decisão, de quarta-feira (11), a funcionária era alvo de piadas e chamada de "surdinha" por colegas e superiores, o que tornou o ambiente de trabalho hostil. Na decisão, o juiz da 1ª Vara do Trabalho de Sorocaba considerou que o comportamento dos colegas e chefes da funcionária da rede Atacadão violou a dignidade da trabalhadora. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A operadora de caixa trabalhou na empresa entre março de 2023 e setembro de 2024. Durante o processo, ela relatou que denunciou a situação à liderança e ao setor de Recursos Humanos (RH), mas as ofensas continuaram. Para a Justiça, a empresa foi omissa ao não garantir um ambiente de trabalho respeitoso. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A sentença aponta que o assédio moral causou problemas psicológicos na funcionária, como ansiedade e insônia, comprovados por atestado médico. O juiz destacou que, em casos de discriminação, o dano moral é presumido, isto é, não é preciso provar um prejuízo financeiro para ter direito à indenização. Além da indenização de R$ 21,2 mil, a rede de supermercados também foi condenada a pagar horas extras que não foram quitadas durante o contrato de trabalho. "É importante consignar que as mulheres que sofrerem qualquer tipo de injustiça ou agressão não podem se calar. Devem denunciar e fazerem valer os seus direitos", lembra o advogado do caso, Marcelo Mendes. A empresa Atacadão disse, em nota, que contestou as acusações na Justiça e apresentou provas durante a ação. A empresa diz que agora está analisando a decisão para avaliar se vai recorrer. O Atacadão também afirmou ter um compromisso com o respeito à diversidade com "a promoção de um ambiente de trabalho inclusivo e livre de qualquer forma de discriminação". Disse também que realiza treinamentos contínuos de diversidade e inclusão com os colaboradores e que mantém canais de denúncia confidenciais e seguros para o relato de eventuais irregularidades. *Colaborou sob supervisão de Gabriela Almeida Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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