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    STJ mantém prisão de ex-presidente do Rioprevidência

    há 3 meses

    O diretor-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes Rioprevidência/Divulgação O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, investigado por suspeita de fraude envolvendo investimentos do fundo estadual. Deivis foi preso no âmbito de investigação sobre supostas irregularidades em operações financeiras com o Banco Master, que somariam cerca de R$ 970 milhões. Ele é investigado por possível gestão temerária, crime contra o Sistema Financeiro Nacional. A decisão é do ministro Carlos Pires Brandão, que negou pedido da defesa para revogar a prisão, e ainda pode ser analisada por outros ministros do STJ. Por que a prisão foi mantida Ex-presidente do Rioprevidência é preso após suspeitas envolvendo aplicações no banco Master Na decisão, o ministro considerou que há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes, além de risco concreto de interferência nas investigações — fator determinante para a manutenção da prisão preventiva. Segundo o STJ, há elementos que indicam tentativa de obstrução, como: formatação e apagamento de imagens do sistema de câmeras de um condomínio ligado ao investigado; movimentação considerada atípica de malas e caixas entre imóveis associados a ele; retirada de objetos pouco antes de uma operação de busca e apreensão; reorganização patrimonial envolvendo veículos de luxo em meio ao avanço das investigações. Para o relator, esses elementos indicam uma “fundada suspeita de embaraço à colheita de provas”, o que justifica a prisão para garantir o andamento do processo. Irregularidades apontadas A investigação se baseia em auditorias e apurações que indicam falhas graves na gestão dos investimentos do Rioprevidência. Entre os problemas apontados estão: ausência de estudos técnicos para decisões de investimento; mudanças em regras internas que facilitaram a aplicação de recursos; concentração elevada de valores em uma única instituição financeira; uso de intermediários sem justificativa formal. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) chegou a determinar a suspensão de novos investimentos ligados ao banco investigado. O que diz a defesa A defesa de Deivis Marcon Antunes alega que a prisão é baseada em suposições e que não há prova de que ele tenha interferido nas investigações. Também afirmou que o investigado colaborou com as autoridades, entregou senhas e se colocou à disposição. Os advogados pediram a substituição da prisão por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e retenção de passaporte, mas o pedido foi rejeitado.
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