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    SP e RJ têm os menores índices de eleitores adolescentes do país; Nordeste e Norte têm os maiores

    há 2 meses

    Conheça o perfil dos eleitores aptos a votar em Presidente Prudente (SP) nas Eleições de 2024; título eleitoral; título de eleitor Bruna Bonfim/g1 São Paulo e Rio de Janeiro são os estados com os menores percentuais de adolescentes com título de eleitor no país, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compilados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em SP, apenas 11,7% dos jovens de 16 e 17 anos tiraram o documento; Já no RJ, o índice é ainda menor, de 11,3%; Os números ficam bem abaixo da média nacional, de 20,3%. 🔎 Para votar neste ano, o eleitor precisa solicitar o título até 6 de maio. O prazo também vale para quem precisa transferir o domicílio eleitoral ou regularizar o documento. Quem vai completar 18 anos até 6 de maio precisa tirar o título para votar na eleição deste ano. Jovens a partir de 15 anos já podem tirar o título, mas só podem votar se completarem 16 anos até o dia da eleição. Baixa adesão entre jovens O Brasil tem cerca de 5,8 milhões de adolescentes entre 16 e 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Ainda assim, apenas cerca de 1,8 milhão de jovens de 15, 16 e 17 anos haviam tirado o título até fevereiro. Na prática, apenas dois em cada dez jovens estavam aptos a votar. A baixa adesão é mais evidente nos estados do Sudeste. Em São Paulo, por exemplo, são cerca de 1,19 milhão de adolescentes de 16 e 17 anos, mas pouco menos de 139 mil haviam se registrado como eleitores. No Rio, são mais de 419 mil jovens nessa faixa etária, com cerca de 47,5 mil títulos emitidos. Contraste com Norte e Nordeste Enquanto SP e RJ registram os menores índices do país, estados do Norte e Nordeste apresentam percentuais significativamente mais altos de participação entre adolescentes. Rondônia lidera o ranking, com 40,5% dos jovens aptos já cadastrados; Na sequência, com índices acima de 30%, aparecem Tocantins (39,2%); Piauí (36,7%); Maranhão (32,4%); Ceará (32,1%); e Amapá (31,5%). Segundo o Unicef, não é possível apontar uma única explicação para essa diferença regional. Ainda assim, a organização indica que, em algumas regiões, adolescentes tendem a estar mais inseridos no mercado de trabalho como aprendizes, além de participarem mais de decisões comunitárias e causas locais, o que pode estimular o interesse pela participação política. Prazo e mobilização Diante da baixa adesão, o Unicef, em parceria com o TSE, lançou uma campanha nacional para incentivar adolescentes a exercer o direito ao voto. “O Unicef se juntou ao TSE para fazer uma provocação para os adolescentes exercerem o seu direito à cidadania e escolherem o seu presente e o seu futuro por meio do voto. Não adianta se indignar só nas redes sociais. O voto é que vai fazer uma incidência direta no que vai acontecer com as políticas públicas das quais essa geração depende para o seu próprio desenvolvimento”, afirmou Gabriela Mora, especialista em Desenvolvimento e Participação de Adolescentes no Unicef no Brasil. A mobilização inclui campanhas nas redes sociais, ações em escolas e uma espécie de “gincana digital” voltada aos Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs), presentes em mais de 2,3 mil municípios participantes do Selo Unicef. A proposta é premiar grupos que consigam aumentar proporcionalmente o número de jovens com título de eleitor, além de incentivar a produção de conteúdos criativos sobre o tema. Os dados mostram que o interesse dos adolescentes pelo voto varia ao longo dos anos. Em 2022, por exemplo, mais de 2 milhões de jovens haviam tirado o título (34% do total apto). Já em 2018, esse percentual era de aproximadamente 21%. Para 2026, o índice atual de 20,3% indica um patamar semelhante ao de oito anos atrás, abaixo do registrado na última eleição presidencial. Prazo para regularizar título de eleitor termina em 6 de maio
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