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    Sobe para seis o número de mortos por causa da chuva em Pernambuco

    há 1 mês

    Número de mortos em consequência da chuva sobe para seis em Pernambuco Subiu para seis o número de mortos em consequência da chuva em Pernambuco. Alagamentos e deslizamentos também tiraram centenas de famílias de casa. O rosto da dona Antonia resume a tristeza dos moradores do bairro Dois Unidos, no Recife, ao saber da morte da pequena Maria Helena Barbosa, de um ano e seis meses. A dona Antonia era vizinha da família devastada pela chuva desta sexta-feira (1º). Mãe e, agora, os dois filhos morreram soterrados. O pai segue internado. "Agora acontecer isso de falecer a novinha eu nem esperava, porque a novinha ia dar forças a ele pra ele sobreviver. A gente que não é família, é vizinho, está sofrendo", diz a dona de casa Antonia Maria da Conceição. Em São Lourenço da Mata, mais uma morte. Bombeiros encontraram o corpo de um jovem, de 34 anos, que desapareceu na inundação durante a noite. Perdas de vida e de conquistas de toda uma vida. Uma rua no bairro da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, foi tomada por botes infláveis dos bombeiros. A todo instante as embarcações partiam e chegavam com gente que viveu momentos de tensão e incertezas. "A gente não dormiu. Ninguém dormiu, na verdade. Ninguém dormiu e só esperando a água baixar, mas não vai baixar", afirma a dona de casa Fernanda Lins. Dezenas de ruas de Jaboatão foram tomadas pela água. "Começou a entrar agora de manhã, hoje. Aí a gente preferiu sair pra não arriscar mais a vida, pra não acontecer algo pior", fala a copeira Stefanny Keylla. Algumas famílias, mesmo isoladas, preferiram não sair de casa. "Muita gente não quer sair se negam a sair, mesmo com a maré que estava subindo. Nós estamos acolhendo da melhor maneira possível e resgatando todos que desejam sair e, quem não quer sair, nós estamos tentando convencê-los a sair", diz o subtenente do Corpo de Bombeiros Aldir Aquino. Mesmo quando a chuva diminui, os problemas não acabam. "Se a gente não tiver com o armário abastecido, a gente fica sem nada, porque não tem nem como sair ali na esquina. Entra água na nossa casa, a gente não tem condições de sair", afirma a dona de casa Ivonete Maria da Silva. "A madrugada foi de tensão, né? A gente esperando, pensando que a água ia subir mais, porque da outra vez ela subiu muito, deu 1,30 metro. Hoje, não, ela deu só até aqui. Quando nós percebeu que ela estava maneirando, a gente tentou se acalmar mais, mas, enquanto não, ninguém sabe o que pode acontecer, né?", diz o eletricista Reginaldo Caetano da Silva. Seu Ediney perdeu a geladeira e tudo o que tinha dentro. Acordou assustado com a água invadindo a casa. "Eu não sei como é que eu vou comprar, mas primeiramente eu agradeço a Deus, a Papai do Céu, pra que ele me dê um tanto de saúde mais um pouquinho, pra eu poder reconquistar tudo de novo, né?", conta o motorista Ediney Florentino. Abrigos espalhados pela cidade recebem quem teve que deixar quase tudo para trás. Uma tristeza amenizada pela solidariedade: uma ONG preparou 200 marmitas, com farofa de cuscuz, arroz, carne de boi e purê de jerimum para as famílias.
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