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    Sob pressão de aliados por ceder ao Irã, Trump recua sobre acordo

    7 hours ago

    Donald Trump REUTERS/Kevin Lamarque O presidente Donald Trump insiste que o tempo está a seu favor na busca de um acordo com o Irã, mas, a contar pela reação negativa de seus aliados republicanos no Congresso, a realidade é bem diferente. Crivado por críticas e alertas de que estava disposto a ceder demais ao regime, o presidente desacelerou no domingo o otimismo manifestado na noite anterior, quando anunciou que a finalização para um consenso com a república teocrática era iminente. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trump disse ter pedido a países árabes que assinem Acordos de Abraão, que normalizam relações com Israel, como condição para acordo com Irã Agora no g1 O temor de senadores republicanos próximos a ele, como Lindsey Graham e Ted Cruz, é de que o acordo permita ao regime iraniano tornar-se, com o tempo, mais poderoso. “Se um acordo for firmado para pôr fim ao conflito iraniano porque se acredita que o Estreito de Ormuz não pode ser protegido do terrorismo iraniano e que o Irã ainda possui a capacidade de destruir importantes infraestruturas petrolíferas do Golfo, então o Irã será percebido como uma força dominante que exige uma solução diplomática”, ponderou Graham, considerado um linha-dura na política externa para o Irã. De acordo com informações vazadas sobre as negociações que se desenrolam sob a mediação do Paquistão, o esboço do acordo prevê estender o cessar-fogo existente e reabrir o Estreito de Ormuz, amenizando o impacto do cerco aos EUA e à economia global, em troca da promessa de descongelar ativos iranianos. O alívio nas sanções seria proporcional às medidas que o Irã tomasse para restringir o programa nuclear. Resumindo, o que desagrada aos senadores apoiadores de Trump é que a “rendição incondicional” da República Islâmica, prometida por ele no início da guerra, não ocorreu. Tampouco a mudança de regime e a aniquilação de seu programa nuclear, alegadas para justificar a campanha militar dos EUA e de Israel no Irã. A guerra deflagrada há 87 dias não conseguiu os resultados que um acordo diplomático tenta agora: forçar o Irã a concessões sobre o programa nuclear. E, conforme avaliou Stephen Collinson, colunista da CNN, qualquer compromisso assumido pelo Irã de que não buscará desenvolver armas nucleares seria recebido com grande reserva em Washington. Considerado um dos falcões republicanos, o senador Ted Cruz, antecipou no X o teor desta reação: “Se o resultado de tudo isso for um regime iraniano – ainda liderado por islamitas que gritam 'morte à América' – recebendo bilhões de dólares, sendo capaz de enriquecer urânio e desenvolver armas nucleares, e tendo controle efetivo sobre o Estreito de Ormuz, então esse resultado seria um erro desastroso.” Diante da pressão ferrenha de seus aliados, Trump, mais uma vez, pareceu pôr a língua no freio e recuar, avisando que não costuma fazer maus negócios e recomendando a seus negociadores a não buscar um acordo precipitado. A rejeição veemente dos americanos à guerra no Irã, por si só, põe em dúvida a aparente firmeza do presidente. Veja mais: Irã adverte que não há acordo iminente com EUA apesar dos avanços nas negociações
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