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    Síndrome respiratória grave já matou 438 pessoas em MG; vacinação contra gripe atingiu só 24% do público-alvo

    1 week ago

    Criança sendo vacinada em BH Foto: Divulgaçao PBH A síndrome respiratória aguda grave já causou 438 mortes em Minas Gerais neste ano, segundo dados das secretarias municipais de saúde. Só em Belo Horizonte, foram 172 vítimas. O estado sofre com a baixa adesão à campanha de vacinação, e cidades importantes estão com alta taxa de internação. Iniciada há cerca de um mês, a campanha de vacinação conseguiu imunizar apenas 24% do público-alvo. Na capital, o índice é um pouco maior - quase 35% receberam o imunizante. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp As cidades que mais registraram mortes são: Belo Horizonte: 172 mortes Betim - 34 mortes Uberlândia - 30 mortes Contagem - 24 mortes Brasília de Minas - 23 mortes Sete Lagoas - 17 mortes A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os vírus H1N1, H3N2 e Influenza, e é oferecida a crianças de 6 meses a 6 anos, idosos, gestantes, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência, parte dos profissionais da educação, indígenas, quilombolas, pessoas privadas de liberdade, caminhoneiros e outros grupos prioritários. Vídeos em alta no g1 LEIA TAMBÉM TCE manda suspender licitação de R$ 1 bilhão da Copasa para ampliar estação de tratamento em BH Suspeitos de venda ilegal de canetas emagrecedoras e anabolizantes são presos com mais de 70 mil itens Desinformação tem dificultado a adesão Em Contagem, a baixa cobertura vacinal já reflete na rede de saúde. Segundo Luciana Pessoa, diretora de Epidemiologia e Imunização da cidade, o município dobrou o número de leitos de UTI. 90% deles já estão ocupados. “Estamos com aumento nas notificações de síndromes gripais e síndromes agudas respiratórias, o que gera maior demanda nas nossas UTIs”, explica Luciana. O Ministério da Saúde orienta que as prefeituras ampliem o acesso à vacina, levando a imunização para além dos postos de saúde. Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações, destaca que a desinformação tem dificultado a adesão, principalmente entre idosos. “A vacinação contra gripe é muito vítima de desinformação, principalmente entre os idosos. Desde 2021, a cobertura vem caindo, justamente no grupo que mais precisa da vacina e que mais hospitaliza e morre”, afirma o diretor. Para tentar aumentar a cobertura, o Ministério da Saúde lançou ações como o Dia D de vacinação, envio de mensagens de celular para idosos e campanhas em escolas para vacinar crianças até seis anos. “Não basta apenas deixar o posto de saúde aberto. É preciso facilitar o acesso e levar a vacina até as pessoas”, diz Gatti. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:
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