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    Sete mortos e prisão de 23 PMs suspeitos: a cronologia da Chacina de Miracema

    7 hours ago

    Justiça determina prisão de 23 policiais suspeitos de envolvimento em chacina de Miracema A morte do sargento da Polícia Militar Anamon Rodrigues de Sousa marcou o início de uma série de crimes violentos em Miracema do Tocantins, em fevereiro de 2022. O caso ficou conhecido como Chacina de Miracema e resultou em outras seis mortes. Na sexta-feira (8), 23 policiais militares suspeitos de participação nos crimes tiveram as prisões preventivas decretadas. Os advogados Paulo Roberto e Antônio Ianowich, que atuam na defesa dos militares, informaram à TV Anhanguera que acreditam na inocência dos policiais e que irão demonstrar que não há motivo para abertura de inquérito policial e para a prisão (veja o que cada advogado disse abaixo). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Veja abaixo a cronologia dos acontecimentos. LEIA MAIS: Militares fizeram grupo em aplicativo antes de invasão e mortes em delegacia no TO, aponta decisão DE CAPITÃO A CORONEL: veja quem são os oficiais da PM presos por suspeita de chacina em Miracema do Tocantins Justiça determina prisão de 23 policiais militares suspeitos de envolvimento com chacina no TO Confronto em plantação de mandioca - 4 de fevereiro de 2022 Segundo as investigações, o policial Anamon Rodrigues de Sousa morreu durante um confronto no dia 4 de fevereiro de 2022, o que teria motivado ações de represália envolvendo outros militares. A troca de tiros com suspeitos aconteceu em uma plantação de mandioca em Miracema do Tocantins. Após esse episódio, os crimes se intensificaram em um curto intervalo de tempo. Ao todo, sete pessoas morreram em circunstâncias que passaram a ser investigadas como parte de uma mesma sequência de ações coordenadas. Logo após a morte do sargento, Valbiano Marinho da Silva, apontado como suspeito de participar do confronto, foi morto na casa da mãe. Invasão à delegacia - 5 de fevereiro de 2022 Durante a madrugada do dia 5 de fevereiro de 2022, o pai e o irmão de Valbiano, Manoel Soares da Silva e Edson Marinho da Silva, foram executados dentro de uma delegacia após o local ser invadido por 15 homens encapuzados. Imagens e depoimentos indicam que, antes da invasão, viaturas começaram a circular próximas à delegacia por volta das 4h30. Os disparos ocorreram por volta das 6h29. Chacina deixou sete mortos em Miracema do Tocantins Motagem/g1 Execução em loteamento - 5 de fevereiro de 2022 Também no dia 5 de fevereiro de 2022, outras três mortes foram registradas. Quatro jovens foram abordados em um posto de combustível sob a justificativa de serem levados à delegacia. Segundo a investigação, eles foram colocados em veículos e levados para o loteamento Jardim Buriti. No local, três foram executados e um conseguiu sobreviver. As vítimas foram identificadas como Aprígio Feitosa da Luz, Gabriel Alves Coelho e Pedro Henrique de Sousa Rodrigues. Prisão preventiva de 23 PMs - 2 de maio de 2026 O Colegiado de Juízes da 1ª Vara Criminal de Miracema determinou a prisão preventiva de 23 policiais militares suspeitos de participação nos crimes. Também foram impostas medidas cautelares, como afastamento dos cargos, suspensão do porte de armas e proibição de contato com testemunhas e sobreviventes. As apurações indicam que os crimes não ocorreram de forma isolada. Segundo investigação da Polícia Civil, houve planejamento prévio, monitoramento das vítimas e divisão de tarefas entre os envolvidos. Um dos principais elementos apontados é a criação de um grupo de mensagens chamado “Operação Anamon”, criado horas antes da invasão à delegacia. De acordo com a investigação, policiais teriam utilizado viaturas e armamentos públicos para executar as ações. Também há indícios de adoção de estratégias para esconder os crimes, como desligamento de celulares, adulteração de GPS de viaturas e destruição de provas. Entre as evidências, investigadores apontam o recolhimento de HDs de câmeras de segurança de um posto de combustível e alterações em sistemas de rastreamento de veículos oficiais. Entre os investigados, estão policiais de diferentes patentes, incluindo oficiais de alta hierarquia, como major, capitão e tenente-coronel. PMs se apresentaram na sede do Comando Geral da PM, em Palmas Reprodução/TV Anhanguera Posicionamento da defesa dos PMs À TV Anhanguera, Antônio Ianowich contou que ainda não teve acesso aos autos, mas que acredita na inocência dos policiais. "A gente não sabe a individualização das condutas, a gente não sabe do que cada militar está sendo acusado. O posicionamento da Associação da Unimil, que vai promover a defesa desses policiais militares, é que nós acreditamos na inocência desses militares. Não vemos a possibilidade da participação deles em qualquer ilícito, mas nós vamos ter que ter acesso aos autos para poder manifestar". Já o advogado Paulo Roberto destacou que acompanha o caso há mais de três anos e que a prisão dos militares não é contemporânea. "A prisão dos militares não é contemporânea aos fatos, não tem necessidade de prender. Prender depois de três anos? Não tem sentido. E outro detalhe: tem que analisar a prova. Venho acompanhando esse processo há mais de três anos e, embora não tenha tido acesso à decisão, posso dizer que vamos trabalhar com afinco e demonstrar que não tem motivo para instauração de inquérito policial, muito menos para oferecimento de denúncia", disse. Íntegra da nota da Polícia Militar A Polícia Militar do Tocantins informa que tomou conhecimento da decisão judicial que determinou o cumprimento de medidas cautelares em desfavor de policiais militares, incluindo mandados de prisão preventiva e medida de afastamento das funções públicas, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado do Tocantins. A Corporação esclarece que acompanha o caso por meio da Corregedoria-Geral da PMTO, prestando o apoio institucional necessário ao cumprimento das determinações judiciais e às autoridades responsáveis pela investigação. A Polícia Militar do Tocantins reafirma que não compactua com quaisquer desvios de conduta praticados por seus integrantes, mantendo o compromisso permanente com a legalidade, a ética, a disciplina e a transparência institucional. Ressalta-se que os fatos são objeto de apuração pelos órgãos competentes, sendo assegurados aos envolvidos o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, conforme prevê a legislação vigente. A Polícia Militar do Tocantins seguirá colaborando com as instituições responsáveis, reafirmando seu compromisso com a preservação da ordem pública, da credibilidade institucional e da confiança da sociedade tocantinense. Íntegra da nota da Casa Civil A Casa Militar informa que tomou conhecimento nesta sexta-feira, 8, da decisão judicial que determinou o cumprimento de medidas cautelares em desfavor do policial militar, servidor do órgão. A CAMIL esclarece que o policial militar foi afastado de todas as suas funções de Ajudante de Ordens e de todas as agendas oficiais. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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