Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Servidores do IML envolvidos em troca de corpos são afastados após famílias sepultarem pessoas erradas em SC

    8 hours ago

    Homens são velados e sepultados pelas famílias erradas em Florianópolis Dois servidores diretamente envolvidos com a troca de corpos de três homens no Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis foram afastados por 60 dias, informou a Polícia Científica nesta segunda-feira (11). Essa medida foi tomada para "garantir a adequada condução do processo administrativo e a preservação da apuração", disse o órgão em nota (leia na íntegra no final do texto). A confusão teria ocorrido após um erro na liberação pelo IML. Dois homens foram sepultados pelas famílias erradas em 10 de abril, com caixão fechado, enquanto o terceiro havia permanecido retido no IML (relembre abaixo). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Servidores sugeriram esconder erro, diz agente funerária Erro leva famílias a sepultarem corpos errados A Polícia Científica também disse na nota que faz uma apuração interna, através da Corregedoria, sobre o caso. O procedimento foi aberto em 11 de abril, um dia após dois corpos serem enterrados equivocadamente pelas famílias. Segundo a Polícia Científica, o objetivo é "apurar detalhadamente os fatos, identificar responsabilidades e adotar as medidas administrativas cabíveis". Servidores sugeriram manter os corpos trocados, conforme agente funerária Servidores públicos sugeriram manter corpos de três homens trocados mesmo após descobrirem que duas famílias sepultaram desconhecidos em Florianópolis, segundo a agente funerária Aline Thaise Nunes Mikna. "Assim, nenhum dos três casos seriam descobertos", disse à NSC TV. "Quando eu fui no IGP [Instituto Geral de Perícias, atual Polícia Científica] juntamente com o gerente da outra funerária, foi sugerida a questão de continuar da maneira que estava, esconder o erro. Que lacrasse a urna, entregasse para o velório normalmente para a família e, depois, fizesse o sepultamento. Assim, nenhum dos três casos seriam descobertos. A gente não fez isso", completou. Questionada, a Polícia Científica de Santa Catarina negou que essa proposta tenha sido feita. Entenda a troca Uma das vítimas era Juliano Henrique Guadagnin, de 24 anos, que morreu de acidente de moto em 9 de abril. Os outros dois foram vítimas de homicídio e tiveram os corpos encontrados no mesmo dia. Dois deles foram liberados no dia 10 para as respectivas cerimônias de despedida. Um deles foi entregue à funerária contratada pela família de Juliano. Entenda a troca e a falha na liberação dos corpos: Patrick Nunes Ferreira foi sepultado no Cemitério do Itacorubi (região Central) indevidamente no lugar de Denner Dario Colodina. Denner Dario Colodina foi sepultado no Cemitério do Rio Vermelho (no Norte da Ilha de Santa Catarina), em local destinado a Juliano Henrique Guadagnin da Silva. Juliano Henrique Guadagnin da Silva permaneceu retido no IML, sem a devida liberação à família. Juliano Henrique Guadagnin morreu em um acidente de trânsito em Florianópolis Arquivo pessoal Como o erro foi identificado? O erro só foi identificado quando um familiar de uma das vítimas foi até o Instituto Médico Legal para identificar o corpo. A mãe do jovem Juliano Henrique Guadagnin, Mônica Raquel Guadagnin, recebeu um comunicado da funerária logo após o sepultamento do filho. "Foi feito o velório dele às 14h, foi feito o sepultamento às 17h. Saímos do cemitério, viemos para casa e, quando eu chego em casa, eu recebo um telefonema da funerária pedindo que eu retornasse na central de óbitos que houve um problema com o IML. Foi tratado assim: 'um problema com o IML'", comentou Mônica. Relatório do IML responsabiliza funerária A NSC TV teve acesso ao relatório de plantão do IML do dia em que os corpos foram liberados. No documento, os plantonistas responsabilizam o agente funerário, profissional da empresa privada responsável por organizar todo o processo fúnebre, pelo erro. Segundo o relatório, "apesar de demonstrada a exata localização dos corpos liberados para remoção, o agente funerário efetuou a remoção dos corpos de Denner (corretamente) e Patrick (equivocadamente, julgando se tratar de Juliano)". Conforme o documento, isso teria acontecido enquanto a servidora realizava o armazenamento dos cartões FTA - usado para coleta de material genético dos corpos - e a higienização da sala de necrópsia. A agente funerária Aline Thaise Nunes Mikna, que trabalha na funerária que fez a retirada dos dois corpos, diz que os documentos estavam corretos, mas com corpos trocados. O advogado da funerária, Juliano Duarte Campos, afirma que a responsabilidade na hora da entrega dos corpos é dos servidores públicos. "O agente não reconhece, o agente recebe o corpo. Quem tem que ter cuidado e o dever de polícia de fiscalizar é o funcionário do IGP e não o agente da funerária", enfatizou. Os corpos enterrados foram exumados e, depois de passar novamente pelo IML, foram sepultados novamente no dia 13. Corpo de Juliano Henrique Guadagnin da Silva foi velado corretamente em 13 de abril NSC TV/ Reprodução Polícia Civil e MPSC investigam caso A Polícia Civil informou nesta segunda que investiga o caso. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou, na sexta-feira (8), que abriu procedimento para apurar o caso. O órgão vai verificar circunstâncias como: caixão lacrado sob a justificativa de que o corpo estaria desfigurado indícios de problemas estruturais elevado volume de trabalho possível insuficiência de servidores em plantão na unidade A apuração do MPSC busca, ainda, identificar possíveis falhas sistêmicas e contribuir para o aprimoramento dos mecanismos de controle, custódia e liberação de corpos, de modo a evitar a repetição de situações semelhantes. Erro no IML leva famílias a sepultarem corpos errados em Florianópolis O que diz a Polícia Científica? Confira a nota completa da Polícia Científica que informa sobre o afastamento dos servidores: A Polícia Científica de Santa Catarina reitera que o caso envolvendo a troca de corpos na unidade de Florianópolis segue sob apuração interna, conduzida pela Corregedoria da instituição, com total transparência e responsabilidade institucional. O procedimento administrativo foi instaurado no dia 11 de abril de 2026 e tramita conforme os dispositivos previstos na Lei Estadual nº 491, com o objetivo de apurar detalhadamente os fatos, identificar responsabilidades e adotar as medidas administrativas cabíveis. Como medida cautelar, os servidores diretamente envolvidos foram afastados de suas funções pelo período de 60 dias, visando garantir a adequada condução do processo administrativo e a preservação da apuração. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Para proteger filho, mãe chegou a oferecer Pix para ex-vizinho não agredir menino de 4 anos em MG
    Artigo Seguinte
    Alagoas tem 2.130 vagas de emprego abertas nesta semana; veja cargos

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário