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    Sem citar Flávio, Lula diz que enfrenta 'chefe de quadrilha' e associa adversários ao crime organizado

    11 hours ago

    Lula faz último ato de campanha em São Paulo na Rua Augusta, ao lado de Marina, Tebet e Haddad WILDALLY SOUZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (3), durante o último ato de campanha em São Paulo, que seu grupo político está enfrentando um “chefe de quadrilha” e o crime organizado. Na fala, contudo, Lula não citou nominalmente o adversário político Flávio Bolsonaro (PL). "Vamos às urnas amanhã [domingo] com muita tranquilidade sabendo o que está em jogo. De um lado a democracia e a soberania, do outro lado a barbárie e a corrupção. Do outro lado nós estamos trabalhando com um chefe de quadrilha. Estamos trabalhando contra crime organizado. Por isso, nós vamos precisar da força de vocês", afirmou. A declaração foi feita na véspera do primeiro turno das eleições, no último dia da campanha nas ruas. O presidente pediu aos apoiadores que buscassem votos até a eleição deste domingo (4). “A partir dessa passeata ninguém descansa. É preciso conversar com as pessoas na rua, no bar, na igreja, no comércio para que a gente convença todo mundo a ir votar”, afirmou. Lula faz último ato de campanha em SP "Quadrilha da Previdência" Em outro momento, Lula associou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro a irregularidades na Previdência e mencionou o banqueiro Daniel Vorcaro. “Essa é a caminhada que prendeu a quadrilha da Previdência Social criada pelo Bolsonaro, que tornou o banqueiro prisioneiro, o [Daniel] Vorcaro. E eles estão com muito medo porque a cada dia aparece coisa nova”, declarou. A disputa sobre o caso do INSS passou a integrar não só a campanha presidencial como também a campanha de Flávio Bolsonaro. O adversário de Lula usou do caso como pano de fundo para associar o petista e o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao escândalo. A defesa de Lulinha negou relação com as irregularidades. Vorcaro, por sua vez, também apareceu nas investigações da CPMI. O relatório do relator pedia seu indiciamento, assim como o relatório alternativo apresentado por governistas. O banqueiro já havia se reunido com Lula no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024. Em fevereiro deste ano, o presidente confirmou que recebeu Vorcaro e afirmou que havia dito ao empresário que não haveria “posição política pró ou contra o Banco Master”, mas uma investigação técnica do Banco Central. O encontro não constou da agenda oficial do presidente. Lula faz último ato de campanha na Rua Augusta, ao lado de Haddad, Marina e Tebet WILDALLY SOUZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO ‘De um lado está a democracia, do outro, a barbárie’ No discurso deste sábado, Lula repetiu a estratégia de apresentar a eleição como uma disputa entre dois campos políticos antagônicos. “De um lado está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, educação, ciência e tecnologia, cidadania, e do outro lado está a barbárie”, disse. O presidente afirmou ainda que, em um eventual novo mandato, pretende promover uma “revolução educacional e tecnológica” no país. Ao falar sobre a reta final da eleição, Lula fez um apelo a eleitores mais velhos e citou a própria idade. “Precisamos convencer as pessoas de 70 anos que eles precisam votar pelos seus filhos, seus netos e seus bisnetos. Ninguém pode se considerar incapaz com 70 anos. Eu tenho 80 e me sinto um menino de 15”, declarou. O presidente também disse que espera vencer a eleição no primeiro turno e convocou apoiadores a ocupar a Avenida Paulista após a votação. Último ato de Lula e Haddad é na Rua Augusta, no Centro de São Paulo. Reprodução/TV Globo Limite na distribuição de cartão de crédito Durante o comício, o presidente Lula voltou a defender que bancos sejam proibidos de enviar cartões de crédito para as pessoas sem solicitação prévia. Nesta quinta (1º), na reta final da corrida eleitoral, o petista disse pela primeira vez que estava discutindo com o Banco Central de proibir que os bancos dessem mais de um cartão de crédito para as pessoas. A declaração repercutiu entre a oposição. Na sexta-feira (2), Lula se posicionou nas redes sociais afirmando que os adversários defendem "bilionários donos de operadoras de cartões. "Claro que sei da importância do crédito para a vida das famílias. Cada cidadão tem o direito de ter quantos cartões de crédito quiser", escreveu o presidente na ocasião. "O que não aceito é que bancos enviem para a casa das pessoas sem que elas tenham solicitado. Vamos acabar com essa prática e com os juros abusivos no Brasil." Neste sábado, Lula afirmou que "mentirosos tentaram mentir" a seu respeito. "O que eu acho é que o cartão de crédito tem que ser distribuído com seriedade para quem pedir cartão de crédito. Quem quiser cartão de crédito que peça para o banco. O banco não pode ficar mandando para a casa das pessoas sem as pessoas pedirem", disse o petista em São Paulo. "Cartão de crédito é responsabilidade. Primeiro porque o juros do cartão de crédito é uma roubalheira. Por isso, no quarto mandato vamos moralizar essa coisa do crédito Brasil. O sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganhe dinheiro investindo na produção e não extorquindo o povo brasileiro com taxa de juros impagáveis."
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