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    Segundo debate para governo de PE tem troca de acusações de 'gabinetes do ódio', patrocínio de bets e empresa de ônibus

    6 hours ago

    Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) participaram de debate nesta quinta-feira (17) Reprodução/YouTube/TV Nova A menos de três semanas para o 1º turno das eleições 2026, foi realizado, na noite desta quinta-feira (17), o segundo debate entre candidatos ao governo de Pernambuco. Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) trocaram acusações e discutiram propostas para saúde, segurança, transporte e abastecimento d'água. O programa começou por volta das 21h e foi promovido pela TV Nova Nordeste, Rádio Cultura de Caruaru e Diario de Pernambuco no Centro de Convenções do Senac, em Caruaru, no Agreste do estado. Participaram os postulantes de partidos com representação no Congresso Nacional. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Ao todo, o debate teve quatro blocos e considerações finais. Entre os momentos mais tensos do debate, estava a troca de acusações entre João Campos e Raquel Lyra sobre o uso do que chamaram de "gabinetes do ódio" para coordenar ataques nas redes sociais, roubo de material de campanha e confusão com tiro durante o ato do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no Recife. Além disso, a atual governadora e o ex-prefeito do Recife falaram sobre patrocínio de bets em eventos públicos e as denúncias de favorecimento à Logo Caruaruense, empresa de ônibus que pertencia à família de Raquel Lyra. Agora no g1 Confira, a seguir, como foi o debate, bloco a bloco: Apresentações e perguntas no 1º bloco Na abertura do debate, os candidatos se apresentaram aos eleitores e tiveram 2 minutos para responder à pergunta: "Por que você merece ser governador ou governadora de Pernambuco?". Em seguida, cada candidato respondeu, em 2 minutos e meio, a uma pergunta feita por um dos jornalistas convidado. Logo depois, outro participante teve 1 minuto para comentar a resposta do adversário. João Campos falou sobre seu histórico político, com destaque para os 5 anos e 6 meses como prefeito, até renunciar para concorrer ao governo. Ivan Moraes falou que Pernambuco merece um novo candidato que saia do revezamento de herdeiros da "velha política". Raquel Lyra falou sobre a confusão no ato de Flávio Bolsonaro e disse que o caso deve ser apurado. Ela disse, ainda, que "pessoas ligadas" ao partido de João Campos roubaram material de campanha dela. "Durante os últimos dias, a política em Pernambuco ultrapassou limites que jamais deveriam ser ultrapassados. Acusações, incitações de violência, fake news no mundo real e no mundo virtual. Ontem, pessoas ligadas ao PSB foram detidas roubando material nosso, colocando militantes, supostamente nossos, com camisas roxas, mas que não eram ligados a nossa campanha pra participar, supostamente, de um ato de um candidato a presidente da República", afirmou. O ex-prefeito do Recife pediu direito de resposta, que foi concedido, e negou ligação com o roubo de material de campanha. Ele também disse que foi vítima de um "gabinete do ódio" montado pelo governo do estado para atacá-lo. "Fazer uma ilação em torno disso não é responsável com a audiência que está nos acompanhando. Eu estou aqui para discutir o futuro de Pernambuco. Já fiz muitas perguntas, e fiquei sem resposta. Dentre elas, nessa área do gabinete do ódio que me ataca. Vocês viram a imprensa nacional revelar o Amisadai dizendo que teve reunião no Palácio do Governo para montar um gabinete do ódio para me atacar, nomeado pela atual governadora, recebendo recursos públicos. Eu entrei com uma ação judicial contra ele, para que ele possa se explicar a justiça dos crimes que cometeu", afirmou. Em comentário, Ivan falou que tanto João Campos quanto Raquel Lyra apoiaram o ex-governador Paulo Câmara e participaram da mesma gestão. Patrocínio de bets no 2º bloco No segundo bloco, Raquel Lyra questionou João Campos sobre a redução dos impostos para empresas de apostas esportivas (bets), apesar de ele afirmar ser pessoalmente contrário à atividade. Ela associou as bets ao crime organizado e aos impactos sociais do vício em jogos, criticou a presença dessas empresas em eventos públicos do Recife e argumentou que os recursos poderiam ser direcionados para áreas como a saúde. João respondeu que a redução tributária ocorreu após a regulamentação federal do setor e resultou em um aumento expressivo da arrecadação municipal, o que, segundo ele, permitiu ampliar investimentos em creches, hospitais e infraestrutura. Em seguida, ele questionou a candidata sobre uma advogada ligada à sua campanha e supostamente vinculada a uma empresa de apostas, acusação que ela classificou como "irresponsável". O candidato também disse que o São João de Caruaru, cidade onde Raquel foi prefeita, também recebeu patrocínio de bets. Na sequência, Raquel destacou investimentos estaduais, incluindo a contratação de mais de 8 mil agentes e redução da criminalidade, além de criticar falhas no funcionamento de unidades de saúde no Recife. João defendeu a expansão da atenção básica e da saúde bucal na capital e cobrou realizações do governo estadual, afirmando que Raquel não inaugurou novas delegacias nem escolas técnicas durante sua gestão. Raquel Lyra também pediu direito de resposta às afirmações de João Campos sobre o "gabinete do ódio" que ele disse ter sido montado pelo governo. A solicitação foi atendida, mas ela usou o tempo de fala para detalhar políticas de segurança pública de seu mandato. "Toda a onda de ataques que estamos sofrendo durante a campanha, mas também durante o nosso mandato, estão denunciados às polícias e os órgãos competentes estão investigando. Agora eu quero falar com você sobre segurança pública. Nós recebemos a segurança pública de Pernambuco sucateada, fomos capazes de contratar mais de 8 mil agentes de segurança, mas a gente comprou viatura, comprou armamento, comprou colete à prova de balas", declarou. Por conta do fato de ter dedicado o direito de resposta para falar de um tema diferente do que tinha sido discutido, a direção do debate decidiu tirar 55 segundos do tempo das considerações finais da candidata. Concessão da Compesa no 3º bloco No terceiro bloco, os candidatos voltaram a responder perguntas dos jornalistas. Ao responder sobre a concessão parcial da Compesa, Raquel Lyra afirmou que seu governo encontrou cerca de 2 milhões de pernambucanos sem acesso regular à água e com baixa cobertura de saneamento. Ela defendeu a concessão, argumentando que seriam necessários R$ 30 bilhões para universalizar o abastecimento de água e o tratamento de esgoto, valor que o Estado não teria condições de investir sozinho. Em comentário, Ivan disse que a Compesa nunca foi deficitária e afirmou que uma das empresas do consórcio que venceu o leilão respondia a processos por suspeita de corrupção na Espanha. Corrupção, PEC da Blindagem e empresa de ônibus no 4º bloco No quarto e último bloco, os candidatos tiveram 3 minutos para falar e fazer perguntas entre si. A primeira pergunta foi feita por Ivan Moraes para João Campos sobre qual seria a proposta do candidato do PSB para o combate à corrupção. No embate, Ivan questionou João, que é presidente nacional do PSB, sobre a decisão do partido de liberar a bancada na votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Blindagem, que exigia autorização prévia do Congresso para que parlamentares fossem investigados. Em resposta, o ex-prefeito disse que foi contra a proposta e a bancada reconheceu que houve um "erro de voto". Ivan voltou a perguntar quem tomou a decisão de liberar a bancada e de quem seria o "erro" apontado pelo candidato. João respondeu que não participou da votação e "vai fazer um grande governo". Em seguida, João perguntou para Raquel sobre o que ela achava dos direitos trabalhistas previstos pela Constituição. A candidata à reeleição disse que era "claro" que era a favor desses direitos. Depois, o candidato do PSB falou que ela foi sócia de uma empresa de ônibus intermunicipal, a Logo Caruaruense, que pertencia ao pai dela, o ex-governador João Lyra. Segundo o ex-prefeito, a empresa, durante o período em que a candidata atuou na companhia, acumulou dívidas com os trabalhadores, sem pagar as rescisões trabalhistas. Raquel afirmou que deixou a sociedade há dez anos, tinha apenas 1% das cotas e não participou da administração. Ele também acusou a governadora de não fiscalizar a Logo Caruaruense durante sua gestão. Ela negou ter favorecido a empresa, que encerrou suas atividades no início deste ano. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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